Vingadores: Ultimato encerra o ciclo dos seis vingadores originais no MCU. Na seção Parte da Jornada é o Fim!, contaremos a trajetória de cada herói durante os 11 anos e 22 filmes nas três fases de universo Marvel. Hoje a seção é dedicada a Steve Rogers, o Capitão América.

[ATENÇÃO – Esse texto contém SPOILERS de Vingadores: Ultimato!!!]

Antes do surgimento da Marvel Studios, Capitão América era um herói jogado na prateleira. A tentativa de trazer o personagem de volta à cultura pop surgiu no começo dos anos 2000 com o início da Marvel no cinema quando lançou os filmes X-Men (2000) e Homem-Aranha (2002). Surgiu a possibilidade de um filme com Brad Pitt no papel principal. Mas, o fato do herói trazer uma bandeira americana em seu uniforme diante de uma crise política nos EUA naquela época, fez os executivos desistirem da ideia.

Mas em 2006, Mark Millar lança Guerra Civil, minissérie em quadrinhos que trouxe o personagem de volta com um novo tom. O herói deixa o patriotismo de lado e lidera um grupo de oposição ao governo americano que sancionou uma lei determinando que todos os superseres sejam registrados. A HQ foi um baita sucesso e foi idealizada para que no futuro ganhasse um filme. Era o momento certo de trazer o herói de volta ao cinema.

Reprodução/Marvel Studios

Em 2008, a Marvel Studios anuncia o filme do herói para o universo Vingadores. Seria um prelúdio do universo contando as primeiras aventuras do herói enfrentando a força obscura da HYDRA. A grande pergunta era quem assumiria o papel de Steve Rogers. Muitos nomes foram cogitados e o mais improvável foi anunciado: Chris Evans. O ator conhecido por filmes de comédia e que interpretou o Tocha Humana em Quarteto Fantástico (2005) causou uma grande rejeição.

O próprio ator relutou em aceitar o papel, mas percebeu que estava diante do papel de sua vida. Em Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), Chris Evans foi uma grata surpresa. Com a ajuda de um bom roteiro e direção resgatou a essência do personagem – um homem que prova durante todo o filme que o verdadeiro valor do ser humano não está na força física, mas no coração.

Após um ótimo início no MCU, o desafio era encaixar o personagem congelado (após derrotar o Caveira Vermelha) para o presente e, liderar os Vingadores.

Reprodução/Marvel Studios

Joss Whedon soube aproveitar o potencial do herói em Os Vingadores (2012), que introduz a criação do grupo dos heróis mais poderosos da Terra. Mas os egos inflados, principalmente de Tony Stark, era um risco da ideia de Nick Fury não acontecer. O filme é marcado pelo embate entre Steve Rogers e Tony Stark que resulta na frase “gênio, bilionário, playboy e filantropo”. Apesar de parecer uma vitória de Stark, foi um sinal de sua fragilidade. Ele percebeu que não era um herói e que não estava disposto a dar sua vida em uma missão, ao contrário de Steve que lutou na guerra e estava pronto para mais uma.

Adormecido por 70 anos e devendo uma dança para sua amada Peggy Carter, Steve Rogers precisava se encontrar no novo mundo. Mas como todo soldado e motivado por seu dever no passado quando se tornou Capitão América, ele opta por trabalhar ao lado da SHIELD e liderar Os Vingadores.

O Soldado Invernal (2014) e Vingadores: Era de Ultron (2015) é o momento de transição. Steve Rogers passa a questionar as regras impostas a ele e opta por acreditar em seus princípios. Ele deixa de ser um típico herói americano para um defensor da liberdade, que em Guerra Civil (2016) foi ameaçada quando as autoridades políticas optam por controlar as atividades dos Vingadores. É a cissão do grupo de heróis e da parceira com Tony Stark.

Reprodução/Marvel Studios

A partir daí, Steve Rogers se torna apenas Cap ou Capitão e, passa a trabalhar nas sombras quando é necessário seu serviço. Ele não se dá conta, mas a separação dos heróis foi crucial para a vitória de Thanos em Guerra Infinita (2018). Se estivessem juntos como equipe, talvez tivessem sido capazes de conter a ameaça do Titã e impedir o estalo. E Steve Rogers inicia Vingadores: Ultimato carregando esse fardo. Como soldado, ele sabe que falhou. Por isso, quando dialoga com Viúva Negra, confessa que não será capaz de seguir em frente como uma pessoa normal.

Steve encontra um fio de esperança na ideia de Scott Lang em salvar seus amigos viajando no tempo e recuperando as joias do infinito. Mesmo sabendo ser uma tarefa difícil e com uma alta probabilidade em dar errado, ele exerce o verdadeiro dever de um líder. Desde o primeiro Vingadores, Steve Rogers passa confiança para seus companheiros e acredita no potencial de cada um. “Ele fala tão bem”, diz Rocket encantado com o discurso motivacional do Capitão antes da missão mais importante do grupo.

A batalha final contra Thanos exalta o melhor do Capitão e justifica o motivo que o levou a ser digno de empunhar o Mjölnir. Era de Ultron foi um pequeno aviso para Thor de que haveria um ser digno como o asgardiano.

Daí me recordo da frase do cientista Abraham Erskine em O Primeiro Vingador: “Um homem forte que sempre conheceu o poder, pode perder o respeito por esse poder. Mas um homem fraco conhece o valor da força e conhece o valor da compaixão.”

Thanos é deveras poderoso, mas subestimou a força de vontade dos humanos. E Capitão América carrega nessa batalha o verdadeiro valor da força: o coração.

Reprodução/Marvel Studios

Mesmo ferido, com o escudo destruído e com um exército gigantesco de Thanos a sua frente, Steve se levanta e está pronto para morrer com dignidade e sabendo que fez o seu melhor. Toda a sua entrega foi recompensada. E Steve Rogers cumpriu seu dever de salvar o universo da tirania do vilão.

O legado de Capitão América no MCU pode ser definido pelos valores passados pelo personagem, se tornando o símbolo do que um herói deve ser. Após longos anos servindo, chegou o seu momento de viver uma vida tranquila aconselhada por Tony Stark. Seu desfecho foi merecido e emocionante.

Contudo, o escudo e o manto do herói são como o Mjölnir, deverão ser usados por pessoas dignas. E a entrega para Sam Wilson, além de correta, só ratifica a nobreza de Steve Rogers que encerra sua jornada jamais esquecendo das palavras de Abraham Erskine: “Haja o que houver amanhã, me prometa uma coisa: Que continuará sendo quem é. Não um soldado perfeito. Mas um homem bom.”

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