Unfollow, da Vertigo

Cheia de altos e baixos, e possuindo uma crítica social veemente, Unfollow é uma das obras mais recentes do selo Vertigo, da DC Comics. Um desses jovens bilionários das redes sociais está a beira da morte, e decide criar um experimento: sua fortuna será dividida igualmente entre 140 pessoas aleatórias. Se uma delas morrerem a fortuna vai ser dividida pelo número restante.

A premissa é muito boa, e o autor, Rob Willians, seleciona algumas poucas pessoas para serem nossos narradores. De diversas partes do mundo e das mais variadas posições sociais, eles precisam tentar sobreviver e tentar se adequar a essa nova realidade. O problema é que algumas dessas pessoas são completamente loucas, sejam fanáticos religiosos, artistas megalomaníacos ou simplesmente esquizofrênicos mesmo.

Alguns personagens não são carismáticos quanto poderiam, e algumas subtramas não são tão interessantes. Isso somado a um plot twist do meio para o fim fazem a história perder bastante força. Mas ainda assim Unfollow consegue desenvolver seus protagonistas de maneira satisfatória, e a crítica final ao quanto dependentes estamos das redes sociais e o quanto somos mais manipuláveis por culpa delas é muito pertinente.

Desde o início, vi que Unfollow tem potencial para uma grande série, nesse estilo que faz bastante sucesso hoje em dia. Diversos personagens, diferentes locações, tramas paralelas que culminam em uma só. O potencial televisivo de Unfollow é enorme, vamos ver se a DC vai saber usar.

Ela já foi encerrada lá fora e aqui no Brasil, aqui em três volumes: 140 Tipo, Deus Está Assistindo e Desconexão. Juntos eles reúnem às 18 edições lançadas nos Estados Unidos. Ainda devem ser bem fáceis de encontrar. Vale a pena conferir.

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