Pesquisa revela: HQs no Brasil ainda são em papel, vendem nas bancas e são lidas toda semana

O fã médio de quadrinhos no Brasil lê de uma a três vezes por semana uma HQ de papel comprada em uma banca de jornal e considera como preferido o personagem Batman. É o que mostra a pesquisa encomendada pelo Omelete Group, que coletou e analisou informações de 13.724 pessoas que responderam 102 questões relacionadas a comportamento, hábitos de consumo, preferências sobre consumo de mídia e mobilidade.

Entre outros dados da pesquisa referentes ao mundo das HQs, estão as citações às maiores empresas de quadrinhos do mundo como duas das cinco marcas mais amadas pelos fãs de cultura pop. A Marvel (20%) aparece na primeira posição, à frente de Disney (15%) e Google (14%). Em seguida, DC Comics (9%) ocupa o quarto lugar, à frente da Apple (7%).

O Batman, talvez o personagem de HQ mais popular e influente de todos os tempos, também ocupa uma posição de destaque no universo pop: ele é o super-herói favorito da maioria – com 33%, à frente do Homem-Aranha (16%), Homem de Ferro (8%), Wolverine (6%) e Superman (5%) –, e também a série em quadrinhos predileta dos leitores com 19%, superando Homem-Aranha (9%), Sandman (8%), X-Men (7%), Watchmen e The Walking Dead (ambos com 6%).

Quando, como e onde os quadrinhos são lidos no Brasil?

O modo como os quadrinhos são consumidos no país também foi abordado na pesquisa. Segundo os dados, a maioria (21%) tem o hábito de ler HQ de uma a três vezes por semana. Mesmo em plena era digital, 52% preferem o papel para acompanhar as obras em arte sequencial – o computador, entretanto, aparece em segundo lugar (30%), motivado por iniciativas como o Social Comics, uma espécie de Netflix de HQs pioneiro no país. O local onde os títulos são comprados ainda é a boa e velha banca de jornal (24%), apesar das livrarias já representarem quase a mesma fatia em preferência (23%).

“Os quadrinhos servem como material base para o que hoje é considerada arte pop de altíssimo nível. O cinema, ainda em primeiro lugar na preferência do público, bebe diretamente dessa fonte, assim como o streaming, que representa a principal mudança de comportamento dos consumidores de cultura pop. Esse tipo de serviço está dominando o mercado, e a abrangência do Netflix com o tema super-herói gerou a química perfeita”, ressalta Pierre Mantovani, CEO do Omelete Group.
Confira outras curiosidades apontadas pela pesquisa:
• A série Demolidor (da Marvel e Netflix) foi a mais vista pelos respondentes da pesquisa, ultrapassando Game Of Thrones, vencedora nos últimos dois anos;
Robert Downey Jr. (o Homem de Ferro) é o ator predileto, enquanto Scarlett Johansson (a Viúva Negra) é a atriz preferida – reflexo direto do sucesso da Marvel. Apesar disso, o Batman aparece no topo como o super-herói mais amado, o mesmo resultado do ano passado.
• O filme citado como “O melhor dos de todos os tempos” foi Star Wars – Episódio V: O Império Contra Ataca, e o melhor dos últimos 12 meses foi Mad Max: Estrada da Fúria, seguido, sem surpresa, de Avengers: Era de Ultron.
• WhatsApp e Facebook são as redes sociais mais usadas, seguidas de YouTube, Instagram, Twitter e Snapchat – esse último em posição de destaque (com 26% da citações como “uso todos os dias”), considerando que essa rede social praticamente nem existia ano passado.
• Warner e HBO são os canais prediletos entre todos os abertos e fechados da TV (59% e 53%). SBT aparece na frente da Globo (10% e 8%), mas o programa Masterchef foi eleito o predileto, seguido de The Noite.
Com suporte metodológico da Lúnica Consultoria, a pesquisa anual Hábitos de Consumo de Cultura Pop no Brasil ficou aberta para participação no portal Omelete entre setembro e outubro. Confira os principais dados socioeconômicos levantados pelo estudo:

• Média de 25,5 anos (55% entre 20 e 29 anos);
• 70% homens, 30% mulheres;
• 69,1% moram no Sudeste (60% são de Rio de Janeiro e São Paulo);
• 53% têm ensino superior;
• 80% são solteiros;
• 87% não têm filhos;
• 30% têm renda familiar entre 3 e 6 salários mínimos;
• 95% faz compras pela web – a média brasileira é de 20%;
• 95% possuem smartphones – a média brasileira é 70%;
• 37% já adquiriram um tablet.