Mais um dia se passou, mais um Ler é Bom, Vai! falando de uma distopia adolescente. Brincadeiras a parte, fiquei olhando para a estante esses dias e percebi a quantidade de livros de ficção eu tenho. É provável que mais de 80% sejam relacionados a algum jovem com poderes sobrenaturais ou com o destino traçado por uma profecia. Entretanto, chega um momento do mês em que você não aguenta mais ler coisas desse tipo. Foi pensando nisso que esperei para ler O Rei das Cinzas, livro de Raymond E. Feist publicado pela Editora HarperCollins Brasil. Depois de conhecer algumas histórias de romance, o nível de ficção no meu cérebro já estava ficando baixo. Dessa forma, qual melhor maneira de retornar do que com uma história complexa e recheada de ação como o livro de Feist?

Este é o primeiro volume de A Saga dos Jubardentes, ou seja, ainda há mais por vir!

Sinopse

O mundo de Garn já foi composto de cinco grandes reinos, até que o rei da Itrácia foi derrotado. A família real de Itrácia eram os lendários Jubardentes, e representavam um grande perigo para os outros reis. Agora restam quatro grandes reinos, que estão à beira de uma guerra. Mas há rumores de que o filho recém-nascido do último rei de Itrácia sobreviveu. Com medo de isso ser verdade, os quatro reis oferecem uma enorme recompensa pela cabeça.

Na pequena vila de Oncon, Declan é um aprendiz de ferreiro da produção do fabuloso aço do rei. Desde que a área de Covenant foi declarada, a região existiu em paz, até a violência explodir com traficantes de escravos indo até a vila capturar jovens homens para serem soldados em Sandura. Declan precisa escapar, para levar seu conhecimento precioso para o barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas. Enquanto isso, na ilha de Coaltachin, três amigos estão sendo instruídos nas artes mortais de espionagem e assassinato. Donte, filho de um dos mais poderosos mestres da ordem; Hava, uma menina séria com habilidades de luta que poderiam derrubar qualquer oponente; e Hatu, um rapaz estranho e conflituoso no qual fúria e calma lutam constantemente. E cujo cabelo é de um tom brilhante e ardente de vermelho.

O Rei das Cinzas
Divulgação

O Rei das Cinzas

Apenas pelo tamanho da sinopse já é possível ver o que vem por aí. Estamos falando afinal, de um livro de mais de 500 páginas. Como já dito, Garn era uma região formada por cinco reinos. Entretanto, movidos pelo medo e pela sede de poder, quatro Reis resolveram reduzir o número dos reinos para 4. Visto que se sentiam ameaçados pelo poder do reino de Itrácia, destruíram a família de seus líderes. O que nenhum deles imaginava, porém, é que a história dos Jubardentes ainda estava muito longe de ser finalizada.

Conhecidos por seus cabelos cor de cobre, os Jubardentes reinaram em Garn durante anos. Após o extermínio de quase toda família, seu legado foi esquecido por anos, sem saber que ainda existia um descendente respirando. Lorde Dylon sabia do boato de um possível filho do rei que não era conhecido pelo reino, mas ignorou tal história por anos. Contudo, quando uma criança de cabelos brancos aparece em sua porta, ele sabe que o boato era a mais pura verdade. Buscando diminuir a culpa – uma vez que nada vez pelo amigo assassinado-, Dylon envia a criança para bem longe da Itrácia. Anos depois, o jovem se encontra entre o grupo dos maiores assassinos e espiões de Garn, os Quelli Nascoti.

Hatu nunca conheceu os pais. Órfão, foi treinado pelo grupo e aprendeu a sentir raiva e ódio frequentemente. Além disso, sempre preciso pintar os cabelos de castanho escuro, para que o mundo não soubesse sua verdadeira origem. Dentre seu povoado, Hatu era o único com os cabelos alaranjados cor de cobre. Prestes a terminar seu treinamento ao lado dos amigos, Hava e Donte, o menino não imagina como sua vida irá mudar.

O Rei das Cinzas
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O Que Achamos de O Rei das Cinzas?

Uma vez que estamos em plena era da ficção, produzir um material não previsível se tornou algo quase impossível. É provável que boa parte dos livros de ficção adolescente atualmente envolva um universo distópico. Muitos se destacaram entre ele, como Jogos Vorazes, A Rainha Vermelha e Divergente. Raymond E. Feist já havia agraciado seus fãs com a saga O Mago, e o fez novamente em O Rei das Cinzas. A qualidade presente em sua história já é por si só  um motivo de destaque. Percebe-se claramente que o autor sabe o que está fazendo, mas não só isso. É visível que Feist ama seu trabalho, pois a paixão está presente em sua escrita.

A trama por trás de O Rei das Cinzas é complexa, cheia de aventura, mistérios e intrigas. A riqueza dos detalhes é tanta, que você pode ficar perdido no começo. Todavia, quando o enredo engata, é impossível largar o livro. Ainda bem que mais coisa virá por aí, pois não estou preparada para aceitar o desfecho de A Saga dos Jubardentes. Muitas perguntas precisam de resposta e as teorias que tenho já são inúmeras. Há muito tempo não pensava tanto em um livro e seu roteiro como fiz com O Rei das Cinzas.

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