A Morte te dá Parabéns conta a história de uma mulher que é assassinada e fica presa revivendo o dia de sua morte. Ela deve resolver o mistério de seu próprio assassinato, ressuscitando várias vezes até descobrir quem foi o responsável pelo crime.

Apesar de ser vendido nos trailers como um filme slasher e sangrento, é entregue ao espectador um filme sem medo de rir de si mesmo, e este é um dos maiores méritos da produção.

 

Dirigido por Christopher B. Landon, que traz em sua bagagem produções como Atividade Paranormal e Paranoia, o longa tem uma premissa muito similar ao que já vimos em No Limite do Amanhã, Arq e em Feitiço do tempo.

Por pertencer ao gênero de terror, imagina-se que teremos sangue, assassinatos e muitos sustos, porém, não é isso que ocorre na produção: não temos cenas gore com miolos espalhados. Além disso, Landon abusa de clichês do gênero para fazer o espectador pular da cadeira com sons altos e jogadas de luz.

Misturando Pânico, Feitiço do tempo e uma protagonista com ares de Regina George, a produção acerta balanceando muito bem cada um desses itens, o que torna o filme divertido e convence o espectador a aguentar até os minutos finais, seja pela curiosidade em descobrir o assassino, seja pelo humor cativante da trama.

A fotografia é genérica, mas em alguns momentos são impressas em tela cenas criativas, em especial as cenas de transição, nas quais, após ser novamente assassinada, Tree retorna para a cama onde tudo recomeça.

Apesar do roteiro ser previsível e fraco, a mistura de gêneros trabalhados em cima dele consegue sustentar a trama. Em alguns momentos são entregues informações que se julgam relevantes, mas na sequência são esquecidas como se fossem inúteis e não acrescentassem nada ao desenrolar da história.

As atuações não são louváveis, mas Jessica Rothe consegue mostrar a evolução da protagonista em sua jornada pela redenção. O restante do elenco é genérico como se espera na grande maioria das produções do gênero.

Não espere um filme sangrento e cheio de suspense. Com uma trama previsível e atuações medianas, a produção diverte e fisga o espectador pela curiosidade, mas será facilmente esquecida.

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