Assassinato no Expresso do Oriente chega as telas de cinema com mais uma versão do clássico de Agatha Christie. Lançado em 1934, o livro já ganhou inúmeras edições durante os anos, assim como outras produções de igual qualidade.

Não há dúvidas de que Christie é uma das maiores autoras da atualidade, mesmo tendo falecido em 1976. Anos após a publicação de seu livro, a autora irá levar milhares de pessoas aos cinemas para ver mais uma versão de sua história adaptada. Além de ter publicado mais de cem sucessos literários, seus trabalhos serviram de inspiração para inúmeras produções cinematográficas, além de peças de teatros. Não é atoa que Agatha Christie faz parte da santíssima trindade do romance de detetives, ao lado de outros dois nomes bastante conhecidos pelos fãs do ramo: Edgar Allan Poe e Conan Doyle.

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Em 1974 o romance de Agatha Christie ganhou sua primeira adaptação para o cinema, com Albert Finney no papel do renomado detetive. Quarenta e três anos depois, foi a vez do britânico Kenneth Branagh (de Harry Potter e a Câmara Secreta) assumir não apenas a direção do filme, mas também o protagonismo do mesmo. O ator assumiu o compromisso e o realizou com toda a maestria que sabemos ser capaz, roubando para si toda a atenção da história durante os 114 minutos. Ao mesmo tempo em que é burocrático, correto e com um leve TOC, Branagh acrescenta um toque divertido e atrativo ao personagem, tornando-o carismático e diferente da figura repetitiva do livro. Pouco humilde, Poirot sabe que é o melhor detetive do mundo, mas a interpretação do diretor não o torna egocêntrico e esnobe.

Hercule Poirot tinha acabado de resolver um caso em Jerusalém e estava pronto para conseguir suas amadas férias. Por ironia do destino, ele é chamado a Londres e resolve pegar uma carona no luxuoso Expresso do Oriente, onde acaba se deparando com um misterioso assassinato e passageiros misteriosos. O gângster Ratchett (Johnny Depp) é encontrado morto em sua cabine, com exatas 12 facadas pelo corpo. Com o trem preso em meio a neve após uma avalanche, o assassino só pode estar entre os passageiros do vagão. Inicia-se então, uma busca inalcançável pelo culpado. Poirot assume o posto de detetive e enfrenta um dos casos mais complicados de sua vida.

Divulgação/20th Century Fox

O elenco formado por nomes como Daisy Ridley (de Star Wars: O Despertar da Força), Michelle Pfeiffer (de Batman: O Retorno), Josh Gad (de A Bela e a Fera), Penélope Cruz (de Volver), William Dafoe (de Homem-Aranha) e Judi Dench (de alguns filmes da franquia 007), é a grande sacada da nova produção. O enredo é o mesmo de anos atrás, com algumas alterações que não comprometeram a obra como um todo, mas que poderiam não existir. A atuação contemporânea e representativa de cada ator é o que, somado ao mistério, mantém o espectador atento até os minutos finais. Através de recursos de filmagem, a câmera nos guia em meio a locomotiva, transportando-nos para dentro do caso ao lado de Poirot.

Não julgue o filme pelos minutos iniciais. Parecendo uma clássica comédia boba de Hollywood, o diretor nos introduz ao protagonista de maneira cômica, mas interessante. A medida que temos o desenvolver da trama, percebemos que algo muito mais sério está para acontecer. Assassinato no Expresso do Oriente possui um tipo de elenco, diálogos e situações que não se encaixariam em qualquer outra produção. Cabe ao espectador decidir se é o tipo de filme que lhe agrada e, caso o faça, não irá se decepcionar.

Recentemente foi confirmada uma sequência para o filme e não será difícil imaginar após sair da sessão. Morte no Nilo ainda não teve muitas informações confirmadas, apenas o retorno de seu roteirista, Michael Green. Só nos resta torcer para que o diretor e protagonista também assuma as rédeas mais uma vez.

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