Passados três anos do lançamento do filme que ultrapassou US$ 1,5 bilhão em arrecadação e conquistou oito indicações ao Oscar, a franquia Barbie enfrenta um momento crucial. Embora a Warner Bros. Pictures pretenda viabilizar uma continuação, o estúdio corre contra o tempo para fechar acordos cruciais antes de perder os direitos de distribuição da marca.
Diferente do padrão de Hollywood em produções de grande porte, Greta Gerwig, Margot Robbie e Ryan Gosling assinaram contratos válidos apenas para o primeiro longa-metragem. A ausência de cláusulas prévias de renovação exige novas rodadas de negociação com valores substancialmente superiores.
Até o momento, nenhum contrato foi assinado. Caso a Warner Bros. não alcance um consenso com o trio principal até dezembro, a propriedade intelectual retornará integralmente para a Mattel.
Negociações travadas entre estúdio e talentos
As negociações entre o estúdio, Gerwig e Gosling já duram meses. Para retornar ao papel de Ken, Ryan Gosling teria solicitado US$ 20 milhões — seu cachê padrão atual —, além de participação nos lucros de bilheteria. No entanto, David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, considerou as pedidas financeiras elevadas e barrou a aprovação final.

Representantes da estúdio confirmaram que, nos últimos três anos, cerca de meia dúzia de propostas foram apresentadas à equipe criativa. A oferta mais recente, considerada uma das maiores já feitas pelo estúdio, foi recusada pelos representantes dos artistas, sem uma contraproposta até o momento.
Ideia para a sequência e o impasse do roteiro
Embora Gerwig tenha declarado anteriormente que não sabia se retornaria para um novo projeto de Barbie por falta de ideias, o cenário mudou. A diretora e seu parceiro criativo, Noah Baumbach, já desenvolveram um conceito para a continuação. Contudo, a dupla adota uma postura firme nas tratativas: o conceito não será apresentado à Warner Bros. e o roteiro não começará a ser escrito antes do fechamento formal dos contratos.
Se as negociações falharem e o prazo de dezembro expirar sem acordo, a Mattel retomará os direitos totais sobre a propriedade. Nesse contexto, a Warner Bros. perderá os elementos criativos estabelecidos no primeiro filme, incluindo a narrativa desenvolvida e a adaptação dos personagens.