Ler é Bom, Vai | As Provações de Apolo, a mais nova saga de Rick Riordan

Que Rick Riordan é um dos maiores autores da atualidade, principalmente quando o assunto é mitologia, nós já sabemos. Então nada mais justo que voltar com o Ler é Bom, Vai! falando sobre o novo livro do autor: A Profecia das Sombras. A nova produção dá continuação a história iniciada em O Oráculo Culto e é o segundo volume de uma das mais novas sagas de Riordan, As Provações de Apolo.

Como o nome já diz, o protagonista dá vez é ninguém menos que o Deus do Sol e assim como aconteceu com o personagem principal da série Lúcifer, Apolo foi punido por Zeus e enviado a Terra para viver como um simples mortal. Diferente do outro, porém, o deus perdeu todos os seus poderem e inclusive sua beleza, se tornando um adolescente barrigudo e com o espinhas chamado Lester Papadopoulos. Sua última lembrança é proveniente da guerra contra Gaia – ocorrida nos volumes anteriores de suas sagas, e sua fonte de ajuda para isso vem de onde ele menos espera: Meg McCaffrey. A menina é uma jovem semideusa perdida nas ruas de Nova York e que possui a estranha habilidade de controlar as frutas – algo bem típico de sua mãe. Diferente dos outros semideuses que conhecemos, o padrasto da menina também é muito conhecido por qualquer um que tenha estudado história, e é o grande responsável pelo passado nebuloso e triste que circunda a vida de Meg. Riordan não poderia ter colocado companhia melhor para se juntar a Apolo em sua jornada de volta ao Olimpo.

Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York.

Assim como em tramas anteriores, Rick faz questão de agradar seus fãs com referências a outras histórias suas, remetendo até mesmo ao final de A Maldição do Titã, e aumentando ainda mais aquela suposta teoria de um “mega crossover” no final de tudo. Outro chamariz nesse novo livro é a volta da abordagem de assuntos (infelizmente) polêmicos como a homossexualidade. Ao conhecer seus filhos Austin, Kayla e Will durante uma visita ao Acampamento Meio-Sangue, Apolo descobre uma leve semelhança entre ele e o segundo menino: o fato de ambos se interessarem por homens, mesmo que Apolo também não resista ao charme feminino. E aqui vai uma informação que vai lhe fazer correr para comprar essa obra: o namorado de Will é ninguém menos do que nosso eterno e querido filho de Hades, Nico di Angelo. Outro personagem certamente irá nos agradar é Paulo Montes, um semideus brasileiro filho de Hebe, deusa da juventude (impossível não associar e não rir com o nome).

A primeira história acontece no já conhecido Acampamento Meio-Sangue, onde semideuses estão desaparecendo após entrarem na floresta e dentre eles estão os filhos de Apolo. Ao chegar no acampamento, o Deus descobre que o Oráculo de Delfos está com defeito e perdeu seus poderes, mas nem mesmo os mais sábios sabem explicar o porque. Se você já leu outras obras de Rick Riordan, sabe que não existe um semideus sem uma profecia terrível para guiar seu caminho, então ter um oráculo com problemas é terrivelmente sério…e engraçado. Apolo é sem dúvidas o personagem mais divertido criado pelo autor – mais até do que Magnus -, e seu lado narcisista e egocêntrico nos rende diversas gargalhadas. Os haicais bem construídos no início de cada capítulo só aumentam as qualidades do Deus e mesmo que tais características estejam longe de ser atrativas, juntas irão moldar um ótimo personagem. Não se desesperem com tanta informação, pois as respostas virão (até rimou), e com elas novas perguntas e teorias misteriosas e surpreendentes.

Via: Intrínseca

Recentemente foi lançado o segundo volume de As Provações de Apolo, entitulado A Profecia das Sombras. Mais uma vez Apolo estará envolvido com um oráculo, e esse está mais próximo a ele do que nunca. Logo de cara Rick já nos traz um belo motivo para ler seu livro: Leo Valdez está de volta dos mortos e ao lado de sua namorada Calipso – finalmente liberta de Ogigia -, irão auxiliar o deus em sua incansável busca pelo Olimpo. Perseguidos por seres mágicos a mando do Triunvirato, os três amigos irão contar com a colaboração de antigas aliadas, as Amazonas de Ártemis e Thalia Grace. A nova aventura se passa em Indianápolis, nos Estados Unidos, onde um novo membro do trio inimigo está tentando tomar a cidade e tudo que nela existe. O passado de Apolo vem a tona e mostra que as consequências um dia são cobradas, e nossas ações podem acarretar em muitos problemas no futuro. Nessa nova produção conhecemos o lado romântico do deus, que encontra sua fragilidade onde ele menos esperava. Uma ótima reunião entre o velho e o novo, clássico dos trabalhos de Riordan e que o torna sempre tão prazeroso de se ler.

Tudo acontece muito rápido, mas dura tempo suficiente para não querermos largar o livro em momento algum. Semelhante a todas as outras obras de Rick, mas com o lado divertido de Apolo, A Profecia das Sombras irá trazer de volta personagens esquecidos e adicionar novos dignos de serem guardados no coração. O envolvimento do deus com os vilões se torna extremamente pessoal e ver que ele está provando não apenas para Zeus, mas para si mesmo que errou, é uma ótima lição de vida. A sexualidade de Apolo é muito bem explorada nessa nova trama e o autor nos mostra que rótulos não estão com nada hoje em dia. É mais importante vivermos o amor que transborda do que ficar nos preocupando com a opinião dos outros. E o deus aprende isso da pior maneira possível. O livro termina com – adivinhem – uma profecia, maior do que todas já vistas até agora e mais tenebrosa do que nunca. O lado positivo é a possibilidade de termos a aguardada reunião de todos da saga Heróis do Olimpo, com direito a participação de nosso sátiro preferido.

Ler é Bom, Vai | Pequenas Grandes Mentiras evidencia o poderio feminino em uma sociedade

A série Big Little Lies, da HBO, vem fazendo sucesso com o público – principalmente o feminino – desde o seu lançamento em fevereiro desse ano. O que muitos não sabem porém, é que assim como boa parte das produções televisivas e cinematográficas, essa foi baseada em um livro homônimo de grande sucesso da autora Liane Moriarty. Caso você tenha gostado da série, espere até ler o “roteiro” original…é melhor ainda! Caso você não tenha visto, leia primeiro e depois passe para a produção da HBO!

Pequenas Grandes Mentiras é o segundo romance da autora, sendo publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Após o lançamento da série o livro adquiriu uma nova capa, composta pelas atrizes que interpretam os papéis principais de Madeline, Celeste e Jane (Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley, respectivamente).

A trama gira em torno da opinião, poder e influência das mulheres em uma pequena cidade na Austrália, principalmente quando o assunto são seus filhos e a hierarquia paterna na Escola Estadual Pirriwee. Um assassinato rege todo o enredo do livro, e apesar de só descobrirmos a identidade do morto nas últimas páginas, a curiosidade para tal é tão grande que desperta e prende a atenção do leitor até o último momento. E não pensem que Moriarty “encha linguiça” para atingir seu objetivo, pois o entrelaçado de mentiras é muito mais complicado do que pode parecer. Retrocedemos alguns meses antes do crime para conhecer os elementos presentes nele, e é então que as tais pequenas grandes mentiras surgem a cada virada da página. Com dinheiro no banco ou não, cada mãe esconde seu drama por trás do rosto perfeito e jóias, e muitas destes histórias vêm à tona por meio de ameaças e fofocas. Aliás, se existe algo em comum entre todos os pais da escola é a capacidade que tem de falar mal dos outros pelas costas, o que nos é mostrado por meio de pequenos depoimentos alternados entre os capítulos.

Embora o assassinato seja o combustível que move o livro, são os outros elementos que o compõe. A construção de cada personagem por parte da autora é o ponto forte que permite que tudo se encaixe perfeitamente no final. Na história de Moriarty existe apenas um único vilão – revelado logo no começo -, mas os únicos mocinhos têm menos de 10 anos de idade. Ninguém é inocente e ao mesmo tempo todos são, envolvidos pelas tramóias uns dos outros que acabam por degringolar em uma morte.

Outra boa jogada da autora é nos trazer para o passado e presente em uma mesma página. Enquanto lemos a história no passado, temos acesso aos depoimentos fornecidos pelos pais a polícia no presente. Mais uma vez o poder que um boato pode causar está presente em uma trama, e mais uma vez nos pegamos em dúvida sobre que lado seguiríamos no lugar. As três protagonistas estão em todas as mentiras, mas Moriarty as descreve com tamanha maestria que acabamos desenvolvendo empatia por cada uma, e até mesmo torcendo para que todas tenham um final feliz. E o que falar das crianças? Ziggy, Amabella (com M mesmo), Max, Skye, Chloe e Josh são os únicos completamente inocentes desde o início, independente das acusações que recaem sobre o primeiro. Presos e envolvidos nos problemas dos pais, eles querem apenas se divertir como é típico de sua faixa etária. Caso não tenha se apaixonado por eles no livro, certamente irá pelos pequenos atores que os interpretam – e vice versa.

Em suma, Pequenas Grandes Mentiras é um ótimo livro adaptado em uma ótima série. Escrito de maneira simples e intensa por Liane Moriarty, a história capta a atenção de quem a lê desde as primeiras páginas e por mais que o crime em questão não seja o foco de tudo, é ele o responsável pela curiosidade despertada no leitor. Definitivamente uma ótima nova produção da autora de O Segredo do Meu Marido.

 

Ler é Bom, Vai | Quantos segredos uma família pode ter? Tudo O Que Nunca Contei, o novo livro de Celeste NG

Tudo o que nunca contei  foi um desses livros que pega a gente pela capa misteriosa e pela sinopse igualmente vazia, sem revelar qualquer tipo de informação além do básico para atrair os leitores.
” Na manhã de um dia de primavera de 1977, Lydia Lee não aparece para tomar café. Mais tarde, seu corpo é encontrado em um lago de uma cidade em que ela e sua família sino-americana nunca se adaptaram muito bem. Quem ou o que fez com que Lydia — uma estudante promissora de 16 anos, adorada pelos pais e que com frequência podia ser ouvida conversando alegremente ao telefone — fugisse de casa e se aventurasse em um bote tarde da noite, mesmo tendo pavor de água e sem saber nadar?
Logo fiquei animada ao pensar no suspense e no enredo sombrio que as páginas poderiam esconder – e de fato escondem -, mas a maneira escolhida por Celeste Ng para narrar sua trama deixou um pouco a desejar. A história é boa e com um conteúdo denso, mas ao mesmo tempo em que desperta a curiosidade, se arrasta pelos capítulos. Felizmente o livro é curto e muito bem escrito, o que nos motiva a continuar desvendando seus mistérios e tentar descobrir o que de fato aconteceu com Lydia. A autora soube utilizar os argumentos para manter o leitor preso a trama e por isso merece todo o destaque possível.
Divulgação/Intrínseca
Todos sabemos o quão complicada pode ser a relação entre os membros de uma família, mas até que ponto podem interferir na sanidade de um deles? Por meio de idas e vindas ao passado de cada um, Celeste procura nos mostrar a fundo a origem de cada problema, como o florecer do casamento entre James e Marilyn e sobretudo, as consequências do mesmo. Ela também nos dá pequenas dicas ao longo do livro, sobre o que pode vir a acontecer no desfecho – como a relação entre Nathan e Jack -, e mesmo assim nos surpreendemos quando algumas situações são reveladas.

“As pessoas formam uma opinião antes de conhecerem você. — Olhou para ele, subitamente ousada. — Mais ou menos como você fez comigo. Elas acham que sabem tudo a seu respeito. Só que você nunca é o que elas pensam.” 

 Algo que me desapontou em Tudo o que nunca contei é o fato do livro não seguir o estilo policial, mas sim o drama. A morte de Lydia é apenas o estopim para um copo d’água que há muito estava transbordando e é sobre isso que a autora deseja nos falar. Até que ponto o orgulho de um ser humano pode ser superior do que o bem estar daqueles que mais amamos? Celeste faz questão de descrever cada mínimo detalhe de cada momento, o que torna o livro relativamente monótono em diversas partes – mais do que o necessário. A autora poderia ter abordado melhor os diálogos entre os personagens, ao invés de tentar relatá-los por meio frases indiretas.

Quando Celeste optou por não focar sua história em algo específico, mas sim na rede de segredos entrelaçados na família, ela não nos trouxe para perto da trama o suficiente e não conseguimos nos identificar ou desenvolver empatia por alguém. A autora poderia ter abordado melhor os diálogos entre os personagens, ao invés de tentar relatá-los por meio frases indiretas. Apesar disso, não há como negar o talento dela para a escrita e principalmente o fato de que sua narrativa é intrigante. Tudo o que nunca contei nos faz pensar e refletir sobre a vida, e isso pra mim é sinal de um bom livro.

Ler é Bom, Vai | O colorido e magnífico universo de WondLa

Muitas são as vezes em que um livro nos engana pela capa. Cores brilhantes e chamativas, desenhos bem trabalhados ou paisagens enigmáticas são alguns dos exemplos mais conhecidos, mas graças à tecnologia e a criatividade de seus autores, são inúmeras as opções. Quando recebi em casa o exemplar de A Batalha por WondLa, do autor e ilustrador Tony DiTerlizzi (de “As Crônicas de Spiderwick”) e publicado pela Editora Intrínseca, descobri ser o último de uma trilogia iniciada em 2012. As ilustrações das capas, os desenhos estampadas nas páginas e os comentários de Rick Riordan na frente dos três livros aguçaram minha curiosidade e quando percebi já estava com os dois precursores nas mãos.

DiTerlizzi criou um mundo mágico recheado de fantasia, cores e personagens maravilhosos, além de desenvolver um enredo entrelaçado durante os três livros, que irá captar a atenção do leitor até o fim. As três edições foram elaboradas com primor, compostas por páginas grossas e intercaladas com as ilustrações do autor, sempre muito bem feitas e relevantes em um universo tão abstrato. Os seres que habitam o planeta Orbona são desconhecidos, apesar de bem detalhados, tornando fundamentais as “fotos” idealizadas por Tony.

Nomeado Em Busca de WondLa, o primeiro livro narra a jornada de Eva Nove, uma menina de 12 anos que vive com sua mãe, a robô Mater, em uma espécie de bunker completamente automatizado no subsolo. A menina foi criada no Santuário e nunca viu o mundo exterior, nunca conheceu ninguém além da robô e nunca comeu ou bebeu nada que não fossem comprimidos, purificadores de água ou NutriBarras. Eva sonha em conhecer a superfície e encontrar outros de sua espécie – humanos -, mas de acordo com Mater e seu Onipod, ela precisa estar preparada. A menina passa pelas mais variadas simulações holográficas, representando situações de risco que poderiam vir a ocorrer, inclusive perigos fatais.

Logo ficamos sabendo de onde vem a palavra que dá nome ao título. Durante uma de suas muitas explorações pelo Santuário, Eva encontrou um pequeno azulejo com a imagem de uma menina de mãos dadas com um homem e um robô exalando felicidade, e decidiu que era aquilo que queria para sua própria vida. Por mais que estivesse quebrado, ainda foi possível distinguir as letras W-O-N-D-L-A, e desde então, Eva passou a procurar o seu WondLa. A segurança da criança é dissolvida quando uma gigante criatura invade o Santuário e destrói tudo, restando a Matter enviar a menina para a superfície. DiTerlizzi descreve minuciosamente cada segundo e transparece a angústia das duas ao ver sua vida virar um caos, e antes que percebamos estamos torcendo para que tudo dê certo.

Você deve estar se perguntando quem é a criatura à esquerda na foto e ele é simplesmente o segundo melhor personagem da história – você já vai conhecer o primeiro. Eva descobre um mundo completamente diferente daquilo que Mater lhe ensinou, começando pelo nome: a Terra agora se chama Orbona, e é habitada pelos mais diversos e curiosos alienígenas. Entre eles está Andrílio Kitt (o azul da foto), um cæruleano simpático e gentil que se transforma no melhor amigo de Eva, servindo de conselheiro e protetor quando ela mais precisa. É graças a Andri que a menina consegue desvendar os mistérios do planeta e seguir sua busca por outros humanos, mesmo que acabe encontrando os piores problemas de sua vida. No final do primeiro livro conhecemos Hayley, o primeiro garoto que Eva conhece na vida e que está disposto a levá-la para seu grande sonho.

O primeiro melhor personagem é, em minha opinião, o gigante urso-d’água Otto. Extremamente fiel a criança, ele acompanha a trupe em busca dos humanos de Nova Ática – uma cidade habitada por pessoas que assim como Eva, nunca viram o mundo. O que parecia um sonho, logo se torna no pior pesadelo possível e os habitantes da cidade – principalmente o líder Cadmus – revelam-se piores do que o desconhecido do lado de fora.Aqui Tony nos introduz uma Eva mais madura após a perda da mãe, e já não é mais a garota mimada do primeiro livro. Mais uma vez, graças as ilustrações do autor, acompanhamos “de perto” a transformação física da menina e de tudo a sua volta, descrito no vocabulário criado por Tony dentro desse universo tão complexo e encantador. Logo nos transportamos para Orbona e viajamos na imaginação.

Fala sério, quem não gostaria de levar o Otto para casa?

Em 2017 finalmente a trilogia chegou ao fim com o livro A Batalha de WondLa e quem diria, deixou aquela sensação de vazio quando a história acabou. Tony nos prende tanto a sua trama que três “livros infantis” foram devorados em menos de uma semana, e ver um desfecho se aproximando é desanimador. Ver o quanto Eva cresceu nos enche de orgulho e aprendizado, pois assim como ela, não conhecemos todo o mundo que vivemos. Amizade, confiança, amor e lealdade são alguns dos princípios muito valorizados do início ao fim, e quando algum deles é quebrado, temos vontade de entrar nas páginas e ajudar a menina a resolver. Não se desespere se parecer que as páginas estão passando e os perigos aparentam estar longe de uma solução, pois não é agora que DiTerlizzi nos decepciona. 

A tão sonhada família de Eva brota diante de seus olhos a medida que ganha novos amigos. Não é porque é composta de humanos e alienígenas que não pode representar uma família, certo? Diante da possibilidade de perder tudo e todos que mais ama, a menina se vê no meio de uma guerra de traições, egoísmo, egocentrismo e covardia, e tem de apelar para o âmago de sua personalidade para não desmoronar. Assim como toda fábula, a história de Tony tem um fim e a forma como ele chega e é exposto ao leitor não poderia ser diferente de esplêndida. Um belo desfecho para uma história tão bonita e criativa, certamente algo muito divergente do que esperava quando abri a primeira página do primeiro exemplar.

Ler é Bom, Vai | Os Legados de Lorien é uma das melhores sagas de todos os tempos!

Primeiramente, feliz ano novo a todos!

Como primeiro Ler é Bom, Vai! do ano, resolvi falar da saga, que há 1 ano fez eu me apaixonar novamente por uma série com mais de 5 livros (o que não acontecia desde Harry Potter). O texto será um pouco maior do que o habitual, pois irei falar de 7 livros + ebooks extras.

Em fevereiro de 2016, meu melhor amigo me fez ler Eu Sou o Número Quatro, primeiro da saga Os Legados de Lorien, e quando percebi já estava comprando os outros 5. Você provavelmente já ouviu falar desse nome, pois é o mesmo do filme de 2011, única adaptação cinematográfica da história. Infelizmente, o filme foi um fracasso e conseguiu ser uma adaptação pior do que Percy Jackson.  Acreditem, o livro é muito melhor, como sempre.

A história gira em torno de 9 jovens alienígenas nascidos no planeta Lorien, um lugar semelhante ao paraíso, destruído por uma outra raça alienígena do planeta Mogadore, os mogadorianos. Pittacus Lore e mais outros anciões lorienos, enviaram os jovens para terra para sobreviver, e quem sabe um dia, reconstruir sua casa. Entretanto, os lorienos não são os únicos com interesses na terra.

Os 9 jovens recebem o nome de Garde, além de um número individual que representa a ordem que foram programados para morrer. Buscando protegê-los dos mogadorianos, os anciões estabeleceram uma espécie de encantamento, onde esses jovens só podem ser mortos em ordem numérica crescente; caso contrário, qualquer tipo de tentativa de assassinato fora da ordem, vira contra o agressor.

“Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.”

Não estranhem o nome do autor, é o mesmo do ancião citado anteriormente. Pittacus Lore é o pseudônimo de James Frey e Jobie Hughes, autores da saga, mas que preferiram fazê-la como uma espécie de livro de memórias de Pittacus. O ancião passou seus últimos 12 anos de vida na Terra, e conta em seus livros, a história daqueles responsáveis pela lembrança de Lorien.

Em cada obra conhecemos um novo integrante da Garde, aquele mencionado no título do livro, ou seja, número Quatro, Seis, Nove e por aí vai. Além deles, somos apresentados também a seus Cepans, lorienos mais velhos enviados a terra para proteger seu respectivo jovem. Uma coisa é predominante em todos as 7 tramas, o ritmo frenético e tenso que circula as crianças, com raros momentos de tranquilidade e segurança.  John, o Número Quatro, está sempre presente, mas cada personagem tem um momento nos livros e capítulos.

O planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais.

Como ja foi visto em Eu Sou o Número Quatro, não são apenas os lorienos e mogadorianos que protagonizam a história. Logo de cara conhecemos Sam, um jovem humano que sofre bullying na escola até a chegada de John e cujo pai desapareceu misteriosamente. Além dele, juntam-se a causa Sarah, por quem John logo se apaixona, e Mark James, ex namorado da menina. E como não podia faltar, existem animais de Lorien que também foram enviados para cá, chamados Chimaeras, com destaque para o beagle Bernie Kosar.

A partir do terceiro livro, finalmente nos é apresentado o líder do planeta Mogadore, Setrákus Rá, e aí percebemos que não estamos lendo livros infantis. Não há um final feliz em cada trama, tendo desaparecimentos e mortes de personagens extremamente queridos por nós. Não, isso não é um spoiler, pois a partir do momento que a Garde vai se reunindo, o encantamento é quebrado e todos podem morrer, independente de seu número. John, Seis, Nove, Marina e Oito fazem o possível para encontrar os membros restantes e conseguir, por fim, destruir toda a raça mogadoriana liderada pelo ex lorieno.  

O que mais fez eu me apaixonar pela saga, além de esperar (im)pacientemente o lançamento de seus livros, é a maneira como os fatos se entrelaçam e guiam o leitor para um pensamento específico. Mesmo sem a existência dos outros filmes, conseguimos imaginar como tudo está acontecendo, como são seus personagens e, até mesmo, o que irá acontecer.

A ideia de não revelar o nome de seus atores foi muito boa, pois os livros realmente representam a visão de um lorieno de tudo aquilo que está acontecendo. Hoje em dia, existe um cardápio vasto do assunto alienígenas vivendo na Terra, e poder ler um material original, bom e bem escrito, é certamente uma ótima experiência. Obrigada Pittacus!

“Os seis são poderosos, porém não são fortes o suficiente para enfrentar um exército inteiro, mesmo com o retorno de um antigo aliado. Para derrotar os mogadorianos, cada um deles precisará dominar seus Legados e aprender a trabalhar em equipe. O futuro incerto faz com que eles busquem a verdade sobre os Anciões e seu plano para os nove lorienos escolhidos”.

Pode parecer que 7 livros seja muita coisa, mas certamente foi o que muitos pensaram ao ler “A Pedra Filosofal”. O assunto é tão bem abordado e elabordo, que terminamos o último com aquela já conhecida depressão pós término de um livro. Em momento algum o leitor é “enrolado” ou algo do tipo, pois existe um conteúdo novo e persistente em cada novo capítulo. Aprendemos a gostar até mesmo de alguns mogadorianos!

Esse ano, finalmente a saga Os Legados de Lorien teve seu desfecho e já estou com saudades. Compartilhei cada sentimento de ódio e raiva que surgiu em John após a perda de uma pessoa próxima, e toda a guerra finalmente toma forma. Diferente do que muitos julgam apenas pelo filme, o enredo desenvolvido por Pittacus Lore é maravilhoso e deveria ser lido por todos aqueles que gostam do assunto. Duvido você não gostar, se apaixonar por cada personagem, chorar em cada morte e sorrir quando algo bom acontece.

“- Olhe por esse lado – sussurra Sam quando vai até os outros. – Humanos, lorienos, mogs… temos o primeiro encontro das Nações Unidas Intergaláticas aqui. É um acontecimento histórico.”

O último livro fecha com chave de ouro, pois é nele que a grande batalha acontece. Ainda balançados pela perda no anterior, os jovens só querem saber de destruir Setrákus Rá, além de toda a horda mogadoriana. Assim como nós, a Garde não aguenta sofrer e usa tudo o que tem para acabar com tudo. O planeta Terra é o palco da grande guerra entre lorienos, humanos de todo o mundo, chimaeras e mogadorianos. Sim, o final é positivo, mas muito se lutou para chegar a ele.

Não pensem, porém, que após tanta guerra teremos um “felizes para sempre”, pois a vida não é assim. Mais uma vez, Pittacus está de parabéns por aquilo que escreveu. Uma saga composta por drama, romance, ação, suspense e aventura, e que definitivamente está entre as melhores de todos os tempos!

Ps: Existem e-books entre os livros, chamados de Os Arquivos Perdidos, e são complementares aos principais. Não deixem de lê-los, pois contém muitas informações referentes aos personagens . Todos estão disponíveis online na internet e no Amazon!

Ler é Bom, Vai | Apesar do título bobo, Quase Uma Rockstar é um excelente livro!

” – Não é justo.
 – A vida não é justa. Você tem razão.
 – Então por que devemos ser justos?
 – Porque podemos. ” 

As primeiras coisas que atraem um leitor em um livro, são a capa e o título. Muitos podem dizap782847938253er milhões de coisas, mas quando não conhecemos o autor ou o enredo, é através deles que um livro nos chama atenção ou não. E é apenas sobre essas duas coisas, que tenho algo negativo a dizer de Quase Uma Rockstar.

Todo leitor de hoje em dia, principalmente as mulheres, já passou pela fase Thalita Rebouças e Meg Cabot. Ao me deparar com Quase Uma Rockstar, de Matthew Quick (o mesmo de O Lado Bom da Vida), achei que o livro nada mais era do que mais dessa ‘fase’, voltado principalmente para o público teen. Me interessei pela sinopse, resolvi ler e vi em ação a celebre frase : Nunca julgue um livro pela capa (ou pelo título).

A história nos apresenta a Amber Appleton, uma menina de 17 anos, que já passou por muitas coisas ruins na vida, apesar da pouca idade. Ela vive em um ônibus escolar com a mãe e o cachorro Bobby Big Boy, está no segundo ano do ensino médio e sua mãe é uma alcoólatra. O livro pode parecer cansativo nos primeiros capítulos, mas que atire a primeira pedra quem nunca se arrependeu de pensar isso no final de uma trama. Amber vai conquistar qualquer um que esteja disposto a ler sobre sua história e depois de algumas páginas, todos ficamos curiosos e apaixonados.

Apesar das condições adversas da vida, Amber sempre mantém o otimismo elevado, e procura transmitir esperança  através de seus trejeitos e palavras. Ela visita semanalmente a Casa de Repouso Metodista, a igreja de senhoras coreanas, um soldado veterano do Vietnã, e seu melhor amigo altista. Pode parecer um pouco altruísta demais, mas as palavras de Quick conseguem nos convencer e até nos mostrar que, mesmo o nosso pior momento, pode não ser nada comparado aos de outras pessoas. Quick nos prova que as vezes reclamamos por coisas fúteis, enquanto pessoas como Amber Apppleton sofrem por problemas reais.

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Em Quase Uma Rockstar, os personagens ‘coadjuvantes’ fazem parte de toda a moral e beleza do livro, tanto quanto a protagonista. As histórias que se desenvolvem a partir do relacionamento de cada um com Amber, irão fazer os olhos encherem d’água, e mexer com o coração do público que lê. Nem mesmo o lado religioso da menina irá atrapalhar a leitura. Eu mesma, por exemplo, não tenho religião, mas a fé da jovem é pura e bela, até mesmo nos piores momentos.

Diferente de tudo que imaginei desse livro, me surpreendi com o quão bonito ele é. Cheio de mensagens de esperança, otimismo e alegria, Quase Uma Rockstar é basicamente uma aula de como devemos olhar a vida. É uma leitura que irá provocar uma mistura de sensações no leitor, desde a raiva ao extremo bem estar no final. Te desafio a não derramar uma lágrima em algumas páginas. Mais uma vez, Matthew Quick provou ser um excelente escritor, com palavras simples e pertinentes, mas que juntas exercem um tremendo significado.

E ainda há mais um motivo para ler esse livro maravilhoso : a história vai virar filme!

” Sei que talvez isso seja estranho, mas a gente tira amor de onde pode, não é? Pelo menos é o que minha mãe diz. “—  Quase Uma Rockstar.

Ler é Bom, Vai | Magnus Chase e os Deuses de Asgard, a nova maravilhosa saga de Rick Riordan

Desde já aviso que será um texto grande, afinal estou falando de dois livros maravilhosos!

Apesar de estar escrito no meu perfil que sou da geração Harry Potter (e levemente obcecada pela saga), não é J.K. Rowling minha autora favorita. Esse posto pertence a Rick Riordan.

rick-riordanAutor de excelentes sagas como Percy Jackson e os Olimpianos e As Crônicas dos Kane (todas estão no site brasileiro dele e têm que ser lidas! ), todas voltadas para o universo mitológico, Riordan resolveu abordar a mitologia nórdica em sua nova série. Composta por 3 livros, Os Deuses de Asgard é o assunto da semana no Ler é Bom Vai ! Infelizmente, o terceiro ainda não foi publicado, mas os dois primeiros já são maravilhosos.

Quem leu Percy Jackson, provavelmente irá reconhecer o sobrenome do protagonista da nova saga. Sim, Magnus é primo de Anabeth Chase, namorada de Percy, mas as participações da jovem nos novos livros são bem pequenas, por enquanto. O garoto mora nas ruas de Boston, junto com os dois “mendigos” Hearth (que é surdo) e Blitz. No decorrer da história, iremos descobrir que eles estão bem longe de serem mendigos.

Diferente de Percy, Magnus é mais ‘gente como a gente’. Ele tem problemas financeiros, é atrapalhado e perdido no mundo (sua mãe morreu atacada por um lobo), além de aproveitar o pouco que a vida lhe oferece. Entretanto, assim como Percy, Magnus é filho de um Deus, Frey (o patrono da prosperidade, fertilidade e paz )e é obrigado a adentrar nesse novo mundo, após uma conversa com o tio. De um menino sem teto a um semi-deus, ele descobre coisas sobre os vikings, Valhala, e obviamente, Deuses.

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A aventura começa logo no primeiro livro, onde descobrimos que Boston é o centro do mundo. Os nórdicos também tem problema com seus pertences, e nesse caso, a Espada do Verão foi perdida. Magnus tem de encontrá-la, por ser uma arma de seu pai, e juntamente com Hearth, Blitz e Samirah (uma valquíria), o garoto viaja por todos os reinos que compõe a árvore Yggdrasil, desde Midgard (a Terra) à Hellheim (o reino dos mortos).

Uma coisa que todos precisam saber, e pode ser considerado um spoiler ou não, é que Magnus morre logo no começo do livro. Sim, ele morre mesmo, mas a história só começa a partir desse momento. Diferente da primeira saga, essa é mais engraçada, divertida, louca e extremamente gostosa de se ler. São problemas atrás de problemas, mas com uma dose de diversão em cada momento.

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O livro dois, O Martelo de Thor, foi lançado recentemente no Brasil, e já posso adiantar-lhes que é tão bom e gostoso de ler como o primeiro. Mais uma vez, os Deuses resolveram perder uma de suas armas, e cabe aos semi-deuses recuperá-la.

“A mitologia nórdica, diferente do grego, é muito focado em ‘quem roubou minhas coisas?’ ” – Rick Riordan

O martelo de Thor foi roubado e a história gira em torno da recuperação do mesmo por Magnus e seus amigos. Quem está por trás disso ? Não é difícil adivinhar, pois se trata do maior vilão da mitologia nórdica. Ele fará questão de conseguir aquilo que mais deseja, nem que tenha de usar suas filhas(os) para isso!

Outro fator importante dessa nova saga, é a inclusão social, com personagens chave representando as chamadas ‘minorias’. Após conhecer Samirah, uma muçulmana, conhecemos sua irmã/irmão Alex Fierro, que possui gênero fluido (um dia ela acorda mulher, no outro homem, mas não a chame de cara aleatoriamente ! ). Magnus, obviamente, demora para entender o significado disso tudo.

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Se você achou o primeiro engraçado, Riordan dobrou a quantidade de ironias e piadas nesse segundo livro. Indo de momentos tensos e pesados, como a infância de Hearth, a momentos divertidos de se imaginar, como Jacques cantando músicas pop atuais, O Martelo de Thor é sensacionalmente bom (ó, que novidade! ). Toda uma imagem grandiosa que tínhamos dos Deuses dos filmes de heróis, é desmistificada. Thor é na verdade, um grande imbecil soltador de pum, por exemplo.

Os Deuses de Asgard tem tudo para ser mais uma excelente saga de Rick Riordan, e o final do segundo livro só corrobora para o tão sonhado encontro dos protagonistas das séries anteriores.

”A espada pulsou, quase como se tivesse rindo. Imaginei-a dizendo: Uma caneta que vira uma espada. É a coisa mais idiota que já ouvi.” 

O autor consegue introduzir um assunto tão denso, como a mitologia nórdica, nos moldes do século XXI, instigando os leitores a saber mais sobre o assunto. Quem é fã desde Percy Jackson, irá se apaixonar por mais duas obras de Riordan, e também por Magnus.

”Um dia, quero estudar os vikings. Homens que usam sutiã de metal são demais!” – Magnus Chase. 

Ler é Bom, Vai ! | O incrível universo de Nimona traz de volta as antigas histórias em quadrinhos

Essa semana tinha me programado para escrever sobre outro livro no Ler é Bom, Vai!, mas depois de receber da Editora Intrínseca um livro chamado Nimona, precisei escrever sobre ele.
Por que ?
Simplesmente porque me surpreendeu bastante e eu não havia dado nada pelo livro ao abrir a primeira página. Livro sim, pois o mesmo apresenta uma encadernação excepcional, com desenhos e figuras maravilhosos, além da obra toda ser de uma qualidade ótima. Entretanto, Nimona não é igual aos livros que estamos acostumados pelo simples fato de ser feito em quadrinhos. Sim, é uma grande história em quadrinhos!

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Logo no começo, pensei que estava lidando com aqueles ‘Almanacões’ da Turma da Mônica, que nada mais são do que histórias em quadrinhos aumentadas. Nimona é uma história só, com início, meio e fim como qualquer livro, mas é apresentada por meio de diálogos e desenhos.

De uma maneira surpreendente, a história da menina que dá nome ao livro é bem divertida e ser uma metamorfa com tendências à vilania só colabora pra isso. Pois é, Nimona consegue se transformar em tudo aquilo que é vivo e existe, desde um dragão colossal e medonho à uma pequena criança. Ao formar uma parceria inusitada com seu grande ídolo Lorde Ballister Coração Negro, um ‘vilão’ renegado pela Instituição e traído por seu melhor amigo, a jovem vê seu lado maligno ascender exponencialmente.

O objetivo da dupla é, porém, bastante nobre. Enquanto a menina só quer se divertir fazendo pessoas sofrerem, Ballister a surpreende e mostra que tem sentimentos. Sua grande missão é provar a todo o reino que, a Instituição não é tão benevolente quanto parece, muito menos seu melhor amigo Ambrosius Ouropelvis (sim, esse é nome do sujeito). A bonita amizade que surge entre o Lorde e a menina é algo bonito de se ler, assim como a reviravolta que surge ao ser revelado o passado de Nimona.

 

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Uma história diferente, surpreendente e bela, “misturando magia, ciência, ação, humor” e uma bela moral a quem a lê. A tragetória de Nimona pega a todos de surpresa e leva o público a pensar um pouco mais sobre a vida. Parabéns a autora Noelle Stevenson pela originalidade, criatividade, ótima escrita e principalmente pelos maravilhosos desenhos ; e a editora responsável pela encadernação e design do livro, pois o mesmo está esplêndido!

 

Nova saga de Rick Riordan ganha data de lançamento no Brasil

Os fãs do escritor americano Rick Riordan já podem começar a contagem regressiva.

A nova saga do autor, As provações de Apolo, acaba de ganhar data de lançamento de estreia para seu primeiro livro. O oráculo oculto chegará as livrarias no dia 3 de maio desse ano!

A história irá falar sobre……(adivinhem)……… Apolo. O deus foi punido por Zeus, seu pai, e transformado em um adolescente mortal e normal (com espinhas e gordurinhas na barriga). O jovem tentará de todas as formas, descobrir uma maneira de reverter a punição e fazer as pazes com seu pai, conseguindo seu cargo e poderes de volta. Durante essa missão, Apolo irá contar com a ajuda de um velho conhecido dos leitores, Percy Jackson, mostrando o que aconteceu ao semideus após o término de Os heróis do Olimpo. 

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A editora intrínseca liberou em seu site um pequeno trecho do livro, para conferir é só clicar no link.

As provações de Apolo é a nova saga de Rick Riordan, lembrando que o autor está escrevendo a continuação de A espada do verão, de sua outra série, Magnus Chase e os deuses de Asgard.