Editora Pixel lança livro de Mass Effect e HQ de Power Rangers

A Editora Pixel trouxe dois grandes lançamentos no formato de livro e HQ para os fãs das franquias Mass Effect e Power Rangers.

Mass Effect ganha seu primeiro romance, que traz detalhes sobre os acontecimentos que precedem o grande lançamento Andrômeda. E aproveitando o lançamento do filme Power Rangers a editora lançou uma HQ de Mighty Morphin Power Rangers, a série clássica da franquia que reúne fãs até hoje. Saiba mais sobre esses lançamentos:

Mass Effect Andromeda: Insurreição na Nexus

No romance que recebeu o título de ‘Insurreição na Nexus’, vai aprofundar na visão do jogo andrômeda e apresentar novos cenários do universo Mass Effect. A leitura é indicada aos fãs ávidos de ficção científica e debate o que os avanços tecnológicos podem trazer.

Sinopse:

Eles dormiram por centenas de anos, sonhando com um novo lar na galáxia de Andrômeda. Quando enfim despertam, seus sonhos de paz são destruídos. Esses colonos – turians, salarians, araris, humanos e mais – enfrentam uma galáxia desconhecida e ameaças que estão além da compreensão. A Nexus é o núcleo do qual os colonos explorarão o novo lar. Mas bem antes da chegada das arcas, a imensão estação espacial sofre danos críticos. Toda a missão é colocada em risco e a diretora de segurança Kelly deve restabelecer a ordem enquanto se apressa para identificar a natureza da ameaça que eles enfrentam. Se ela não conseguir, a Iniciativa Andrômeda pode desmoronar.


Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – ANO UM

E assim como a série clássica, o quadrinho ‘Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – ANO UM’ conta a história de Tommy Oliver, o Ranger Verde, que acaba de fugir do controle mental de Rita Repulsa. Junto aos outros Rangers, combatem os ataques malignos que assolam a Alameda dos Anjos.

A HQ traz mais de 100 páginas e uma abordagem moderna da série Mighty Morphin;

Sinopse completa:

Depois de escapar do controle mental de Rita Repulsa, Tommy Oliver, o Ranger Verde, se junta aos Power Rangers para combater a investida de ataques malignos que assolam a Alameda dos Anjos. Agora, para Tommy, a possibilidade de levar uma vida normal não existe mais, porém junto de sua família recém-descoberta há esperança para um caminho melhor. Para Jason e para o resto dos Rangers, no entanto, esse caminho não será fácil. Ajustar-se a um novo colega de equipe tem seus próprios problemas, o que deixa Trini, Zack, Billy e Kimberly se perguntando como lidar com um novo Ranger, às vezes perigoso e imprevisível. Do autor Kyle Higgins (Asa Noturna , Batman do Futuro 2.0) e do artista Hendry Prasetya (Poderosa) surge um novo e moderno Mighty Morphin Power Rangers. Também apresentando As Contínuas Aventuras de Bulk & Skull, escrito por Steve Orlando (Meia-Noite) e ilustrado por Corin Howell (Bat-Mirim)

 

Mass Effect Andromeda: Insurreição na Nexus e Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – ANO UM estão em pré-venda na Amazon.

Ler é Bom, Vai | A Cabana oferece uma visão ampla e literária sobre religião

“Os humanos estão tão perdidos e estragados que para vocês é quase incompreensível que as pessoas possam trabalhar ou viver juntas sem que alguém esteja no comando.”

Há muito tempo não ouvíamos falar de A Cabana, livro de William P. Young. Publicado em 2007 nos Estados Unidos e em 2008 no Brasil, a obra já vendeu mais de 18 milhões de cópias no mundo, e voltou a ser assunto em redes sociais esse ano. O motivo? Simples, Young terá sua história transmitida nas telas de cinema, 10 anos depois, contando com um elenco de peso na pele de seus personagens ( Sam Worthington, Octavia Spencer, Alice Braga e muitos outros).

Muitos irão questionar os motivos de Young ter publicado seu livro e do mesmo ter feito tanto sucesso. A Cabana é basicamente um livro – polêmico – sobre religião, fé e principalmente, até que ponto um homem está disposto a ir para atingir o fundo do poço. Não pense, porém, que caso você não acredite em Deus – como eu – esse livro não é para você. Existe algo muito maior nas palavras do autor que irá captar sua atenção e surpreendê-lo a medida que a trama se desenvolve. Entretanto, nem tudo são flores. A leitura desse livro é monótona e carregada de discursos longos, que me fez chegar muito próximo de largá-lo de lado e procurar uma história de ficção. Os momentos de resolução do crime principal são curtos, rodeados de momentos de reflexão que poderiam ter durado muito menos.

A Cabana conta a história de Mackenzie Allen Phillips (Worthington), um pai que vive em uma espécie de “bolha de tristeza” após a morte de sua filha mais nova, Missy. A maneira como a menina foi levada de sua vida e do mundo acabou com a vida de Mack e de sua família, além de devastar o resquício de fé que ele tinha em Deus. Quatro anos depois da tragédia, um singelo bilhete surge na caixa de correio da família endereçado a Mack, e o que parecia ser apenas uma brincadeira se transforma na corda que irá tirá-lo do fundo de sua Grande Tristeza. Disposto até mesmo a aceitar o fim da própria vida, ele retorna a fatídica Cabana, local onde seu pior pesadelo começou, esperando encontrar o assassino de sua filha. O que ele encontra, porém, são as últimas pessoas que imaginara ver um dia: Deus, Jesus e o Criador.

“Só porque você acredita firmemente numa coisa não significa que ela seja verdadeira.”

Mack precisa de uma redenção em sua vida, carregada pelo fantasma da morte de Missy, e a encontra nas palavras e ações do trio celestial presente na cabana. Lá, o homem aprende importantes lições como o perdão, a tristeza, a aceitação e a vingança. Para muitos tudo pode não passar de asneiras motivacionais, ou até mesmo um livro de auto ajuda, mas não devemos ser tão céticos assim ao ler A Cabana. O livro de Young carrega termos e cunhos religiosos, mas oferece uma trama simples e densa, onerada pelo desconsolo da perda de alguém tão próximo. Não é preciso acreditar em Deus para entender o sofrimento de Mack e solidarizar-se com as lágrimas derramadas. As lições ensinadas por Papai, Jesus e Sarayu são ao mesmo tempo profundas e rasas, relembrando-nos de circunstâncias banais onde possamos ter julgado errado, interpretado errado e por consequência, reagido errado.

“Deus não precisa castigar as pessoas pelos pecados. O pecado já é o próprio castigo, devora as pessoas por dentro. O objetivo de Deus não é castigar, Sua Alegria é curar.”

A Cabana diverge a opinião de quem o lê. É daqueles livros que ou você ama, ou odeia, visto que é preciso paciência para chegar até o fim. O desfecho da trama é surpreendentemente bonito e feliz, após páginas e páginas de dor e sofrimento. A maneira como Young transcorre o delicado – e polêmico – assunto de religião é diferente de muitas “lavagens cerebrais” que encontramos por aí. Em momento algum o autor te força a acreditar em tudo aquilo que está escrevendo, mas o tema fé está presente em cada acontecimento descrito. Então se você é um ateu radical indisposto a ler qualquer tipo de matéria que carregue o nome Deus, esse livro não é para você. Caso você não seja, apesar dos momentos lentos e extensos, A Cabana é um livro que nos faz abrir a cabeça e pensar muito naquilo que fazemos.

Não estou pedindo que acredite em nada, mas vou lhe dizer que você vai achar este dia muito mais fácil se simplesmente aceitá-lo como é, em vez de tentar encaixá-lo em suas idéias preconcebidas.

Ler é Bom, Vai | Antes que Eu Vá reflete sobre a curta duração de uma vida

Essa semana resolvi continuar o que vinha fazendo nas postagens anteriores…falar sobre livros que tiveram ou terão sua história adaptada para as telas. Diferente dos anteriores, Antes que Eu Vá será exibido nos cinemas e não na tela do computador ou televisão, razão pela qual precisava falar sobre ele após recebê-lo em casa (obrigada Intrínseca!).

Já imaginou o que aconteceria se juntássemos Meninas Malvadas, Como se Fosse a Primeira Vez e Contra o Tempo? Não? Provavelmente teríamos a história de Antes que Eu Vá, livro de Lauren Oliver. Apenas pela sinopse podemos perceber a referência ao primeiro filme, visto que “Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento”. Ter tudo, porém, não significa nada quando você morre, já que a morte é algo que todos irão passar um dia -independente de seu nível de popularidade.

“Você acha que eu estava sendo tola? Ingênua? Tente não me julgar: lembre-se que somos iguais, eu e você.
Também pensei que fosse viver para sempre…”

Um terrível acidente de carro termina com o reinado de Sam e seus privilégios, mas diferentemente do que acontece com a maioria das pessoas, ela não permanece morta. Durante uma semana a vida da menina sofre um ‘reset’ e começa na manhã do dia 12 de fevereiro — o dia do acidente —, com a diferença de que ela lembra de tudo o que aconteceu no “dia anterior”. E as pessoas não.

Ser obrigada a lidar com a morte, esquecimento, fim e solidão mexe com a cabeça de Sam, e a fazem enxergar a vida com outros olhos. Lauren Oliver começa aí sua aula, mostrando ao leitor o verdadeiro significado de nossas ações. Será que um simples olhar ignorado no corredor ou receber uma rosa — ou um buquê — no Dia do Cupido tem a mesma importância para todos? Sam descobre que não da pior maneira possível.

“As crianças sempre fazem esse tipo de coisa umas com as outras. Não é nada demais. Sempre vai haver uma pessoa rindo e outra sendo o motivo da graça. A grande questão em crescer é aprender a ficar do lado de quem ri.”

A cada dia que passa, Sam procura corrigir as coisas que fazia antes do acidente e acaba por descobrir segredos há muito escondidos e nunca revelados, que podem levar uma pessoa a querer tirar sua própria vida. É o que aconteceu com Juliet Sykes, uma menina do colégio vítima de bullying há anos, originado no grupo de amigas de Sam. Ver uma outra jovem estar disposta a acabar com a própria existência — coisa que Sam está tentando evitar — a faz repensar seus atos, e ela toma como meta de vida, evitar um suicídio. Entretanto, uma série de acontecimentos estão interligados e culminam para o que Juliet está prestes a fazer, razão pela qual estereótipos têm de ser deixados de lado e preconceitos desfeitos para que tudo dê certo. Mais uma vez, Lauren expõe comportamentos de Sam que certamente serão semelhantes a muitos que um dia tivemos na vida. Muitos leitores estarão do lado da protagonista, mas muitos estarão também, do lado de Juliet.

É claro que o amor não ficaria de fora de tudo isso, afinal estamos falando de uma adolescente popular no auge de seu ensino médio. Não é muito difícil imaginar o namorado de Sam, após toda a descrição feita até aqui. Rob é igualmente popular e desejado por várias outras meninas, mas sem possuir um só neurônio. O oposto é revelado em Kent McFuller, o nerd dos olhos claros apaixonado por Sam e alvo de boa parte de suas piadas. A imagem dos dois garotos é igualmente construída e desconstruída pela autora nos momentos certos, a medida que passam as páginas. Não é sempre que o óbvio é a melhor opção, por mais que muitas vezes preferimos optar pelo mais fácil. Kent é o responsável pela única ponta de esperança que tudo corra bem no fim, pois diferentemente do que acontece na maioria das vezes, é pelo nerd que nos apaixonamos.

“Quando sairmos do colégio, vamos olhar para trás e saber que fizemos tudo certo, que beijamos os caras mais bonitos, fomos às melhores festas, fizemos bastante besteira, ouvimos música alto demais, fumamos cigarros demais, bebemos demais, rimos demais e ouvimos de menos, se é que ouvimos alguma coisa.”

O único ponto negativo do livro é uma certa repetitividade, uma vez que o mesmo dia recomeça sete vezes. Chegamos a um ponto da leitura que a mesma se torna cansativa e dá vontade de pular logo para o final. Tenham paciência, Oliver fez questão de nos compensar. Confesso que fiquei com medo em relação ao desfecho, pois após 350 páginas de comportamentos fúteis e imaturos por parte de Sam, um final de conto de fadas seria inconcebível. Entretanto, não há como não ficar triste pela morte de Sam, mesmo que seja uma tristeza boa. A menina que começou o livro não é a mesma que o termina, e sentimos orgulho pelas decisões que ela resolve tomar. A lição final que Lauren nos dá pode ser resumida em uma famosa frase de Antoine de Saint-Exupéry, autor de “O Pequeno Príncipe”: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E Sam se tornou.

Ler é Bom, Vai | O denso e maravilhoso universo de Os Treze Porquês

Antes de Os 13 Porquês, o livro mais rápido que li na vida tinha sido em 6 horas e foi O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Diversas pessoas me recomendaram a leitura da obra de Jay Asher, alegando ter sido um dos melhores que já leram…e agora, 4 horas depois,  posso dizer que compartilho a opinião.

Como é de se imaginar após o tempo que leve para concluir a trama, Os 13 Porquês tem uma leitura extremamente fácil, gostosa e fluida – dessas que não nos dá vontade de parar -, instigando o leitor a concluir a história o mais rápido possível. Além disso, a maneira como nos identificando com os dois protagonistas nas mais distintas maneiras pode lhe assustar. Obviamente, não estou dizendo que você vai terminar o livro e querer cometer suicídio, pelo amor de Deus, mas irá abrir os olhos para as pessoas que estão ao redor. Um sorriso no rosto nem sempre significa um sorriso interno.

“É importante estarmos consciente do modo como tratamos os outros. Mesmo que alguém pareça ignorar um comentário casual ou não se deixar afetar por um boato, é impossível saber tudo o que se passa na vida daquela pessoa e o quanto podemos ampliar sua dor.”

O livro conta a história de Clay, um adolescente que recebeu uma caixa de fitas cassete no correio, numeradas de 1 a 13. As fitas por sua vez contam a história de Hannah Baker, jovem que tirou a própria vida duas semanas antes e quer que um grupo seleto de pessoas ouça o motivo por tal radical decisão. Por meio de uma lista numérica, as fitas são passadas através do grupo até o número 13, oferecendo as versões de Hannah de boatos que circulavam na escola. Chegou a vez de Clay ouvir, e com ele, tomamos conhecimento do conteúdo de cada um.

A narrativa intercala os dias atuais – com os pensamentos de Clay a medida que ele ouve a histórias -, e duas semanas antes, quando Hannah ainda pensava sobre sua vida. Personagens secundários vão surgindo a cada vez que o menino aperta o play, descritos por ele e pela jovem de sua própria percepção. Por mais que você não esteja mais na escola, duvido não se identificar com os problemas relatados pela menina, ou que até mesmo já tenha passado por isso. As palavras de Asher conseguem entrar na cabeça e nos transportar para a mente de Clay, compartilhando suas agonias e irritações com os responsáveis pela morte de Hannah.

“Vocês não sabem o que estava passando no resto da minha vida. Em casa. Nem mesmo na escola. Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser a de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa. Tudo… é afetado.”

Os 13 Porquês pode ser considerado um livro de auto-ajuda, para crianças e adolescentes que sofrem calados. O número de jovens que optam por acabar com a própria vida para fugir do sofrimento é maior do que muitos de nós imagina, e ter isso retratado não apenas na literatura, mas também em uma série é essencial. Sim, para quem ainda não sabia, a história de Jay Asher vai virar uma série da Netflix ainda esse mês, estreando no dia 31 de março. Então corre para descobrir tudo antes de vir ao ar!

“Você pode ter ouvido boatos, mas não pode dizer que sabe alguma coisa de verdade só por causa deles.”

As gravações de Hannah são intensas e muitas pegam Clay de surpresa, uma vez que ele só conhecia a versão dos boatos que circulavam pelas bocas dos alunos. Ouvir o que realmente aconteceu pode ser mais significante do que parece. Não houve uma pessoa responsável pela morte da menina, mas sim uma série de fofocas, criadas pelas pessoas da fita, que desencadearam um transtorno de incapacidade em Hannah e a levaram a tomar os comprimidos. A culpa que consome Clay por não ter percebido nada é devastadora e mais uma vez nos leva a pensar…até que ponto conhecemos alguém?

Ler é Bom, Vai | O Símbolo Perdido, um dos melhores casos de Robert Langdon

Dan Brown já nos agraciou com seu talento em várias obras, muitas inclusive adaptadas para o cinema. Enquanto Tom Hanks dava a vida ao Professor Robert Langdon nas telas, Brown nos apresentava com os mais detalhes seu tão famoso personagem.

Depois de viajar o mundo, em O Símbolo Perdido o professor de Harvard se encontra em Washington, após ter sido convidado as pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon (maçom e filantropo) para dar uma palestra no Capitólio norte-americano. Obviamente, tudo não passa de uma armadilha e Solomon sumiu, cabendo a Langdon encontrar seu amigo. O preço do resgate? Nada mais tradicional do que um tesouro, escondido na cidade de Washington por seus fundadores, e cobiçado pelo sequestrador Mal’akh. A partir daí, se inicia mais uma das ótimas aventuras de Robert Langdon, descrita pelas ótimas palavras de Dan Brown.

“Viver no mundo sem tomar consciência do significado do mundo é como vagar por uma imensa biblioteca sem tocar os livros.”

Como em todos os seus livros, Brown procura investigar e expor um universo polêmico poderoso. Em O Símbolo Perdido, somos apresentados aos mistérios da maçonaria, antiga sociedade discreta que prega que todo homem é livre e possui bons costumes. Para salvar a vida de Solomon, Langdon tem de encontrar a famosa Pirâmide Maçônica, um dos segredos mais profundos da fraternidade, escondido nas vísceras da capital norte-americana. E claro que não podia faltar a força policial que irá trabalhar com Langdon, seja para ajudá-lo ou impedi-lo. Como estamos nos Estados Unidos, nada menos do que a força tática da CIA é acionada, sendo desafiada por todos os mistérios que se desenvolvem nas descobertas do professor. Não pensem que será muito diferente dessa vez, tais mistérios se encontram ocultos em obras de arte e locais inimagináveis ao olho humano. A menos que você seja um simbologista como Robert Langdon.

 A maneira como Dan Brown apresenta as informações é tão profunda e detalhada, que acreditamos piamente em tudo que estamos lendo. Por mais que muitas informações sejam verídicas, não é todo monumento apresentado na trama que possuí um segredo milenário escondido, mas você terminará de ler crendo que sim. O fato dos mistérios estarem escondidos em lugares reais, na maioria das vezes em partes pequenas e ocultas, nos faz querer sair correndo e confirmar se aquilo realmente está ali.

Um dos diferencias em O Símbolo Perdido é a perspectiva da narrativa, não apenas contada pelo ponto de vista de Langdon. Conseguimos enxergar através do ponto de vista de Katherine Solomon, Sato Inoue, a diretora do Escritório de Segurança da CIA; Bellamy Warren, o Arquiteto do Capitólio; e Mal’akh. Por mais que boa parte seja narrada pelos olhos do professor, uma visão mais ampla dos acontecimentos nos permite entrar na história e tentar prever o que acontecerá em seguida. Com um início lento e monótono, demorei a pegar o ritmo da aventura, e essa concepção ampliada do mistério ajuda o leitor a se apegar ao livro.

“- Robert, nós dois sabemos que os antigos ficariam horrorizados se vissem como seus ensinamentos foram deturpados… como a religião acabou virando uma cabine de pedágio para o céu… como soldados vão para a guerra acreditando que Deus está do lado deles. Nós perdemos a Palavra, mas seu verdadeiro significado continua a nosso alcance, bem diante de nossos olhos”

O molde adotado por Dan Brown se repete, mas não pensem ser algo negativo. O autor sempre encontra uma maneira de nos surpreender, e em O Símbolo Perdido não foi diferente. Desvendando e introduzindo um assunto polêmico e pouco conhecido por muitos, ele traz o simbologista Robert Langdon para mais uma aventura, e quem somos nós para reclamar? Pela clareza nos detalhes, pelo número de símbolos e charadas e pela maneira como tudo se encaixa no final, este foi um dos meus favoritos da série. Apesar dos momentos cansativos do começo, a trama vai desabrochando e logo não conseguimos mais largar o livro, querendo saber o que acontece no final. Espero que esta história seja adaptada para os cinemas, assim como seus antecessores, mas que nada seja mudado como aconteceu em Inferno. Os fãs de Dan Brown vão reforçar seu amor pelo autor e ficarão felizes com aquilo que lhes foi oferecido.

Ler é Bom, Vai | Seis Anos Depois, o surpreendente romance de Harlan Coben

Um dos muitos pontos positivos do Skoob, é termos acesso a livros não presentes nas principais bancadas em livrarias. Em uma de minhas visitas ao site, me deparei com Seis Anos Depois de Harlan Coben e resolvi dar uma chance ao autor. Para minha surpresa, este definitivamente fará parte de minha estante daqui para frente.

Seis Anos Depois é daqueles livros que gostamos de graça logo nas primeiras páginas, por meio de palavras simples e apenas os detalhes suficientes para nos apresentar seus personagens. A história inicia como um típico romance, onde o homem abandonado procura reencontrar o amor de sua vida. Logo percebemos, porém, que a história é muito mais obscura e complicada do que parece, desenvolvendo um ótimo romance policial.

“Sentei-me no último banco da igreja e fiquei assistindo à única mulher que amaria na vida se casar com outro homem”

A trama gira em torno de Jake Fisher, um professor universitário preso ao passado e a Natalie Avery, uma jovem que conheceu em um retiro para artistas 6 anos antes. Jake é escritor e Natalie pintora, e juntos viveram o melhor verão de suas vidas. O mundo do professor desaba sobre seus pés, quando a jovem decide romper o namoro para se casar com um ex-namorado, por quem diz estar apaixonada. Para endossar sua tristeza, Natalie o convida para seu casamento e mesmo contra suas vontades, ele resolve aparecer e confirmar seu pesadelo. Antes de ir embora, ela o pede que prometa deixá-la em paz.

O livro começa a engrenar quando Jake vê o obituário do suposto marido de Natalie no jornal, e ao chegar no velório, descobre que a viúva era outra mulher. A partir daí, o clássico romance dá lugar a uma investigação frenética e descobertas que surpreendem não apenas ao professor. Uma simples história de verão se transforma em um caso policial, envolvendo um assassinato de 6 anos antes e matadores treinados para não deixar nada para trás. Jake decide quebrar sua promessa e vai atrás de Natalie, colocando sua vida em riscos inimagináveis.

“Acho que de vez em quando – em uma ou duas ocasiões na vida – nos sentimos fascinados por uma pessoa, de forma muito profunda, primordial e imediata, um encanto mais que magnético.”

A cada capítulo, uma informação diferente surge e nos pegamos tentando adivinhar o que irá acontecer em seguida. A maneira como Coben descreve os acontecimentos, nos traz para próximo do personagem, entendendo sua dor e nos angustiando com a maneira que tudo transcorre.

O livro apresenta uma narrativa límpida, fácil e prazeirosa de se ler, conquistando o leitor desde suas primeiras páginas. A história encontra seu desfecho nas últimas páginas, então por mais desesperador que possa parecer perceber que está acabando, calma! As informações se encaixam perfeitamente e tudo faz sentido de uma maneira surpreendente, não deixando nenhuma ponta solta.

Novo livro de Neil Gaiman, Mitologia Nórdica, já tem data de lançamento no Brasil

Tudo começa e termina com gelo e fogo.

Finalmente, um novo livro de Neil Gaiman chega em breve as livrarias brasileiras. O autor irá mais uma vez, abordar o ramo da mitologia nórdica, já presente em Deuses Americanos.

Acredita-se que toda a história de deuses e homens acontece entre dois períodos: o do gelo (representando o gélido mundo escuro de Niflheim) e o do fogo (o infernal mundo das chamas de Muspell). Em seu novo livro, Mitologia nórdica, Gaiman irá se tornar cúmplice dos deuses e por meio de suas habilidades de escrita, recontar alguns mitos nórdicos conhecidos (ou não). A trama irá mostrar 15 contos e nos contar a visão dos escandinavos para o início e fim do mundo.

O livro chega às livrarias no dia 13 de março e será mais uma chance de conhecermos um pouco mais sobre as histórias dos nórdicos, por meio das belas palavras de Neil Gaiman.

Ler é Bom, Vai | O macabro e o terror se misturam em Os Três, de Sarah Lotz

Existem livros que, logo de cara, entregam sua temática principal. Apenas ao observar a capa de Os Três, percebemos que algo de sombrio circunda as páginas do livro, e tudo se confirma através de sua sinopse.

Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele… Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.

Uma ótima palavra para definir a leitura de Os Três é perturbadora. Por mais que comece de maneira lenta e estável, quando menos percebe-se, já estamos relendo algumas frases para ter certeza se lemos direito. Quem escolher lê-lo, deve persistir nas palavras de Sarah Lotz, sabendo que será recompensado no final. O suspense nos envolve de uma maneira que precisamos saber o que irá acontecer no final.

Quatro aviões caem, em diferentes partes do mundo, quase ao mesmo tempo… coincidência? Para corroborar com o inacreditável, existiram três sobreviventes: Bobby, Jess e Hiro, três crianças (não sei vocês, mas sempre que crianças estão envolvidas meu sensor de medo dispara!). Os jovens não têm nada em comum, apenas o trágico acidente e a intensa exposição a mídia por consequência. Entretanto, a medida que o mistério começa a se desenvolver, algumas coincidências passam a conectá-las das mais bizarras maneiras.

Assim como em séries e filmes, teorias a cerca dos acidentes surgem de vários lugares e pessoas, cabendo ao leitor decidir qual aceitar. De alienígenas a Cavaleiros do Apocalipse, a população começa a especular motivos para apenas aquelas três crianças terem sobrevivido a acidentes aéreos. A existência de teorias pode tornar tudo um pouco confuso, caso você seja uma pessoa objetiva e ansiosa, pois Sarah nos oferece provas de que todas podem estar certas, aumentando o mistério em torno do tema central. É justamente essa ansiedade que nos faz devorar o livro rapidamente.

 

A solução adotada por Lotz para conclusão da trama pode não ter sido a mais inteligente ou adequada, em minha opinião. Após bolar diversas teorias e hipóteses para explicar não apenas a sobrevivência das crianças, mas as mortes que as rodeiam, nada é explicitamente revelado no fim. Ela deixa para o leitor decidir o que melhor lhe convém em relação ao acidente, e muitas pessoas (eu, por exemplo) não são fãs de finais deixados em aberto. Não pensem, porém, que o livro não mereça ser lido. O suspense, o macabro, o terror e a ansiedade nos envolvem e a leitura se torna rápida e emocionante.

Em Os Três, o leitor se transforma em detetive e busca uma solução e/ou explicação para a sobrevivência de três crianças. Lotz procura nos dar diversas pistas, ao mesmo tempo que não nos dá nenhuma. Cenários como a floresta Aokigahara (conhecida como floresta do suicídio) foram utilizados como cenários principais do livro, então apesar de não ser um típico livro do gênero terror, existem momentos que vão te deixar paranóico. O livro pode não te assustar, mas certamente causa um impacto.

Ler é Bom, Vai | As Vantagens de Ser Invisível, um livro para ficar sempre na memória

“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas ” 

Faz muito tempo desde que adicionei As Vantagens de ser Invisível a minha lista de leitura. Me encantei pelo filme de 2012 e desde então só venho ouvido comentários positivos a respeito da obra literária original. E todos estavam certos.

O livro é contado por Charlie, um solitário adolescente de 15 anos, começando a amadurecer e conhecer os prazeres e decepções da vida. Desde a primeira morte de um amigo ao primeiro amor, o jovem vivencia as típicas aventuras da adolescência e expressa suas opiniões em uma espécie de diário, a quem chama de amigo. A grande busca de Charlie é em relação a sua existência : Quem sou eu ? Por que eu sou assim ? Através de suas histórias, ele nos mostra não apenas as respostas, mas também um novo lado de sua personalidade. É através da amizade entre Sam e Patrick, dois irmãos dispostos a viver todas essas aventuras e mais um pouco, que o menino encontra o que precisava : amigos e oportunidades.

As Vantagens de Ser Invisível é um livro que nos faz pensar, em todos os parâmetros possíveis. Até que ponto estamos certos ou errados em formar opiniões precoces sobre os outros ? Charlie é extremamente inteligente, porém inocente, o que o faz enxergar toda e qualquer situação com o coração aberto. Ele tem sua rotina modificada por Sam e Patrick, mas se propões até mesmo a fumar para se integrar no grupo dos amigos. O processo de aprendizagem, mudança e transformação de Charlie é o carro chave do livro, e a maneira como ele lida com isso é que nos ensina um pouco mais sobre a vida.

  “Só preciso saber que existe alguém que ouve e entende, e não tenta dormir com as pessoas, mesmo que tenha oportunidade. Preciso saber que essas pessoas existem. “

Não pensem que Charlie é puro por ter vivido pouco, pois enfrentou situações que muitos a sua volta não vivenciaram, como o suicídio do melhor amigo e a morte da tia, de quem ele era muito próximo. O menino aprendeu a viver a vida de sua própria maneira, internalizando suas emoções e passando-as para seu melhor amigo. A maneira de narrar de Charlie é tão simples e bonita, que nos sentimos parte de seu dia a dia, a medida que as páginas vão passando.

Não pensem, porém, que estamos lidando com um livro infantil. Stephen Chbosky conseguiu abordar temas complicados e polêmicos, como homossexualidade, gravidez na adolescência e violência doméstica, sem perder a principal essência da história. A maneira como Charlie lida com todos esses impasses faz parte da construção de sua imagem, defrontando-se com os problemas e resolvendo-os de sua maneira. Para ele, o bem estar de seus amigos é muito importante, por mais que as vezes ele haja por impulso.

— Posso fazer uma pergunta?
— Sim, Charlie.
— Porque as pessoas legais escolhem amar as pessoas erradas?
Silêncio.
— Bem… Nós aceitamos o amor que achamos merecer.

Algumas questões ficaram em aberto no fim, deixando até mesmo um lado negativo na maneira como tudo terminou. Temas não abordados completamente, mas que foram onipresentes durante toda a trama, permaneceram sem resposta, como por exemplo, o fato de Charlie ter ou não alguma doença. Mais de uma vez ele apresentou crises e foi parar no hospital, porém, até hoje não sabemos o real motivo das mesmas. Ficou claro desde o início que ele era diferente dos outros, por meio de sua maneira de pensar e enxergar as coisas, mas isso se retém apenas ao lado psicológico ou existe uma razão física para tal ?

As Vantagens de Ser Invisível é um livro simples, porém cheio de conteúdo. Foi muito bem adaptado ao cinema, o que só aumentou a grandiosidade que a obra adquiriu. São poucas as páginas que a compõe, entretanto, as mesmas transbordam pureza e maestria pelas palavras de Chbosky. Todos deveríamos ter um amigo como Charlie, ou até mesmo, ter um lado Charlie dentro de nós. As vezes, as soluções são as mais simples possíveis, nós é que tendemos a complicá-las.

“Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia. E nossas fotos se tornarão velhas fotografias. E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém. Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias. Está acontecendo. Eu posso ver. E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos.”

George R.R. Martin revela detalhes das novas histórias do mundo de Game of Thrones que serão publicadas

Na semana passada, foi divulgado que uma nova história escrita por George R. R. Martin ambientada no mundo de seus romances de As Crônicas de Gelo e Fogo será publicada em 2018.

O próprio Martin fez um post em seu blog para esclarecer os detalhes da publicação. A nova história aparecerá na antologia The Book of Swords, editada por Gardner Dozois. No entanto, foi inicialmente relatado que a antologia inteira contaria histórias estabelecidas em Westeros, o que não é o caso.

Martin também forneceu alguns detalhes sobre o assunto da história. Como “The Princess and the Queen” e “The Rogue Prince”, a nova história, intitulada “The Sons of the Dragon”, será um trecho de Fire & Blood, uma história da Casa Targaryen que Martin espera publicar uma vez que The Winds of Winter e A Dream of Spring (os livros 6 e 7 das Crônicas) forem publicados.

Especificamente, “The Sons of the Dragon” será a crônica do segundo e terceiro reis Targaryen, Aenys I e Maegor o Cruel, bem como suas “mães, esposas, irmãs, crianças, amigos, inimigos e rivais”.

“Aqueles de vocês que apreciaram “The Princess and the Queen in the Dangerous Women” e “The Rogue Prince”  provavelmente também gostaria deste”, escreveu Martin sobre “The Sons of the Dragon”. “É água do mesmo poço. Uma história e não uma narrativa tradicional. Um monte a se dizer, apenas mostrando um pouco. (O oposto do que eu faço em meus romances). Mas se você é fascinado pela política de Westeros, como muitos de meus leitores parecem ser, você deve apreciá-lo”.

Ler é Bom, Vai | Todo ser humano deveria ler O Menino do Pijama Listrado

Essa semana, baseada na posse de Donald Trump nos Estados Unidos, resolvi falar de um livro que me marcou muito, dentre todos que já li até hoje. O livro é relativamente antigo, assim como o filme de mesmo nome, que foi muito bem adaptado para o cinema em 2008, mas ainda permanece com um dos mais importantes.

John Boyne criou uma história onde os dois protagonistas são crianças por volta de seus 9 anos de idade. Enquanto um é filho de um oficial nazista, o outro é judeu. Juntos, Bruno e Shmuel criam a mais proibida e pura das amizades, caracterizando a inocência de uma criança em relação a religião, cor da pele e outros tipos de “distinções”.

O Menino do Pijama Listrado descreve o surgimento de uma amizade entre um judeu e um alemão, em plena Segunda Guerra Mundial, que de tão comovente parece real. Enquanto o pai e o professor de Bruno tentam convencer o menino de que os judeus são a pior raça possível, ele só quer ser um explorador e conhecer o mundo. Durante uma de suas pequenas expedições no quintal, ele se depara com uma enorme cerca e diversas pessoas vestindo pijamas listrados. Uma delas, é Shmuel.

Aos 9 anos de idade, tudo que uma criança quer é brincar e fazer amigos, e Bruno não é diferente disso. É com esse pensamento que o menino se aproxima do jovem judeu, e o trata com seu igual, independente do fato de Shmuel não ter cabelo, ser magro e todo sujo. Curiosamente, os dois nasceram no mesmo dia, e a partir dessa descoberta a amizade só floresce, assim como os questionamentos de Bruno perante os adultos.

Uma das principais lições que o livro nos dá é a ingenuidade das crianças, que não entendem o ódio, o medo e a repulsa de pessoas que, sem nenhum motivo aparente, são taxadas de diferentes. Tudo que Bruno quer é um amigo e o encontra do outro lado de uma cerca de arame farpado.

“A infância é medida por sons, aromas e visões, antes que o tempo obscuro da razão se expanda.”

“Você é o meu melhor amigo, Shmuel”, disse ele. “Meu melhor amigo para a vida toda.”

Toda criança, jovem ou adulto deveria ler O Menino do Pijama Listrado. Diariamente temos mais e mais confirmações do quão racista e preconceituoso o mundo está, e encontrar uma história de amizade em meio a tudo isso é algo que deve ser mencionado. O nazismo de Hitler é apenas um exemplo do ódio disseminado por palavras e ações, mas assim como ele, muitos outros ainda existem e surgem por aí.

Com apenas 192 páginas, o livro é curto e a leitura rápida, o que não o torna menos bonito ou profundo. O conteúdo foi todo adaptado para o cinema, em um filme igualmente emocionante, mas vale a leitura primeiro. John Boyne conseguiu tratar um assunto tão polêmico e pesado, de maneira infantil e graciosa, abrindo os olhos de quem lê sua trama. O Menino do Pijama Listrado é, até hoje, um dos meus livros favoritos e considero obrigatória a sua leitura!

Ler é Bom, Vai | A última carta de amor, mais uma das ótimas escritas de Jojo Moyes

Nunca fui de seguir as ‘modinhas’. Demorei para ler livros, que amei, apenas por estarem na moda e sendo falados por todos. A autora da moda é JoJo Moyes, aquela de “Como Eu Era Antes de Você”, o tal do livro da moda. Bom, sou obrigada a deixar meu preconceito de lado cada vez que pego uma de suas histórias pra ler, e já posso falar que é uma de minhas escritoras favoritas.

“Talvez isso lhe pareça fantasioso. Talvez você estivesse pensando no teatro, ou na crise econômica, ou em comprar cortinas novas. Mas de repente me dei conta, no meio daquela pequena loucura, que ter alguém que nos entenda, que nos deseje, que nos veja como uma versão melhorada de nós mesmos é o presente mais incrível.”

Você já ouviu falar de “Cartas para Julieta”, filme de 2010, com Amanda Seyfried e Gael García Bernal ? Caso tenha visto e gostado, “A última carta de amor” , de Moyes, será extremamente prazeroso e agradável de se ler. Dá para imaginar que estamos falando de um romance, apenas pelo título, mas uma das características da autora que mais me agrada é a não repetição em suas histórias. Não lidamos com os mesmos clássicos “água com açúcar”, mas com tramas inteligentes e criativas, que sempre acabam por nos surpreender.

Este é mais um daqueles livros que precisamos ter persistência para gostar. Começando de maneira lenta e confusa, por ter duas protagonistas, não é apaixonante logo no primeiro capítulo, mas não desistam, JoJo sempre dá um jeito de nos fazer não querer largar suas páginas.

“Se tudo o que nos é permitido são horas, minutos, quero ser capaz de gravar cada um deles na memória com perfeita clareza para poder recordá-los em momentos como este, quando minha alma está sombria.”

Ellie Haworth e Jennifer Stirling têm suas vidas narradas aos poucos, separadas por 40 anos, mas com resquícios de um possível encontro no futuro. Ellie, uma jornalista dos anos 2000, encontra as cartas de Anthony O’Hare, amante de Jennifer nos anos 60. Seu emprego está por um triz, então Ellie decide investigar as correspondências para uma possível matéria, contando com a ajuda de Rory, o ‘cara dos arquivos do jornal’.

Boa parte do livro é centralizada em Jennifer, uma jovem de 27 anos que acorda em um hospital, com amnésia após um acidente de carro. Ela é casa há 4 anos com Laurence Stirling, um homem rico, aristocrático, reservado e temperamental, que possuí um importante cargo no setor de mineração. Apesar de ser o casal popular entre os amigos, dentro de casa as coisas eram frias e mecânicas. É neste ambiente que surge Anthony O’Hare, um jornalista romântico e aventureiro. Um bonito e puro amor nasce entre os dois, mas a sociedade opressora e machista torna tudo mais difícil.

O destino e a vida insistem em separar Jennifer de seu grande amor, mas colaboram para seus reencontros. Ao mesmo tempo, Ellie vive a vida de amante, apaixonada por um homem casado e sem a menor pretenção de largar a esposa. Apesar de estarem em papéis separados, anos de distância e sociedades de tempos diferentes, são as cartas de Jennifer que salvam Ellie de sua vida complicada. E é Ellie que traz esperança e o amor de volta a velha senhora, quando encontra suas correspondências.

“Certa vez uma pessoa sábia me disse que escrever é perigoso pois nem sempre podemos garantir que nossas palavras serão lidas no espírito em que foram escritas…”

Pode parecer mais um romance clichê, mas tenho certeza que irá se surpreender no final. A maneira como Moyes conecta os fatos e amarra as pontas é o que faz seus livros serem tão bons e populares. Diferente das histórias de Nicholas Sparks, por exemplo, temas polêmicos são abordados em cada livro, sendo essenciais para a desenvoltura do enredo. A última carta de amor é um ótimo livro, apesar de demorar para nos encantar. É uma leitura gostosa e prazerosa.

Ler é Bom, Vai | Os Legados de Lorien é uma das melhores sagas de todos os tempos!

Primeiramente, feliz ano novo a todos!

Como primeiro Ler é Bom, Vai! do ano, resolvi falar da saga, que há 1 ano fez eu me apaixonar novamente por uma série com mais de 5 livros (o que não acontecia desde Harry Potter). O texto será um pouco maior do que o habitual, pois irei falar de 7 livros + ebooks extras.

Em fevereiro de 2016, meu melhor amigo me fez ler Eu Sou o Número Quatro, primeiro da saga Os Legados de Lorien, e quando percebi já estava comprando os outros 5. Você provavelmente já ouviu falar desse nome, pois é o mesmo do filme de 2011, única adaptação cinematográfica da história. Infelizmente, o filme foi um fracasso e conseguiu ser uma adaptação pior do que Percy Jackson.  Acreditem, o livro é muito melhor, como sempre.

A história gira em torno de 9 jovens alienígenas nascidos no planeta Lorien, um lugar semelhante ao paraíso, destruído por uma outra raça alienígena do planeta Mogadore, os mogadorianos. Pittacus Lore e mais outros anciões lorienos, enviaram os jovens para terra para sobreviver, e quem sabe um dia, reconstruir sua casa. Entretanto, os lorienos não são os únicos com interesses na terra.

Os 9 jovens recebem o nome de Garde, além de um número individual que representa a ordem que foram programados para morrer. Buscando protegê-los dos mogadorianos, os anciões estabeleceram uma espécie de encantamento, onde esses jovens só podem ser mortos em ordem numérica crescente; caso contrário, qualquer tipo de tentativa de assassinato fora da ordem, vira contra o agressor.

“Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.”

Não estranhem o nome do autor, é o mesmo do ancião citado anteriormente. Pittacus Lore é o pseudônimo de James Frey e Jobie Hughes, autores da saga, mas que preferiram fazê-la como uma espécie de livro de memórias de Pittacus. O ancião passou seus últimos 12 anos de vida na Terra, e conta em seus livros, a história daqueles responsáveis pela lembrança de Lorien.

Em cada obra conhecemos um novo integrante da Garde, aquele mencionado no título do livro, ou seja, número Quatro, Seis, Nove e por aí vai. Além deles, somos apresentados também a seus Cepans, lorienos mais velhos enviados a terra para proteger seu respectivo jovem. Uma coisa é predominante em todos as 7 tramas, o ritmo frenético e tenso que circula as crianças, com raros momentos de tranquilidade e segurança.  John, o Número Quatro, está sempre presente, mas cada personagem tem um momento nos livros e capítulos.

O planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais.

Como ja foi visto em Eu Sou o Número Quatro, não são apenas os lorienos e mogadorianos que protagonizam a história. Logo de cara conhecemos Sam, um jovem humano que sofre bullying na escola até a chegada de John e cujo pai desapareceu misteriosamente. Além dele, juntam-se a causa Sarah, por quem John logo se apaixona, e Mark James, ex namorado da menina. E como não podia faltar, existem animais de Lorien que também foram enviados para cá, chamados Chimaeras, com destaque para o beagle Bernie Kosar.

A partir do terceiro livro, finalmente nos é apresentado o líder do planeta Mogadore, Setrákus Rá, e aí percebemos que não estamos lendo livros infantis. Não há um final feliz em cada trama, tendo desaparecimentos e mortes de personagens extremamente queridos por nós. Não, isso não é um spoiler, pois a partir do momento que a Garde vai se reunindo, o encantamento é quebrado e todos podem morrer, independente de seu número. John, Seis, Nove, Marina e Oito fazem o possível para encontrar os membros restantes e conseguir, por fim, destruir toda a raça mogadoriana liderada pelo ex lorieno.  

O que mais fez eu me apaixonar pela saga, além de esperar (im)pacientemente o lançamento de seus livros, é a maneira como os fatos se entrelaçam e guiam o leitor para um pensamento específico. Mesmo sem a existência dos outros filmes, conseguimos imaginar como tudo está acontecendo, como são seus personagens e, até mesmo, o que irá acontecer.

A ideia de não revelar o nome de seus atores foi muito boa, pois os livros realmente representam a visão de um lorieno de tudo aquilo que está acontecendo. Hoje em dia, existe um cardápio vasto do assunto alienígenas vivendo na Terra, e poder ler um material original, bom e bem escrito, é certamente uma ótima experiência. Obrigada Pittacus!

“Os seis são poderosos, porém não são fortes o suficiente para enfrentar um exército inteiro, mesmo com o retorno de um antigo aliado. Para derrotar os mogadorianos, cada um deles precisará dominar seus Legados e aprender a trabalhar em equipe. O futuro incerto faz com que eles busquem a verdade sobre os Anciões e seu plano para os nove lorienos escolhidos”.

Pode parecer que 7 livros seja muita coisa, mas certamente foi o que muitos pensaram ao ler “A Pedra Filosofal”. O assunto é tão bem abordado e elabordo, que terminamos o último com aquela já conhecida depressão pós término de um livro. Em momento algum o leitor é “enrolado” ou algo do tipo, pois existe um conteúdo novo e persistente em cada novo capítulo. Aprendemos a gostar até mesmo de alguns mogadorianos!

Esse ano, finalmente a saga Os Legados de Lorien teve seu desfecho e já estou com saudades. Compartilhei cada sentimento de ódio e raiva que surgiu em John após a perda de uma pessoa próxima, e toda a guerra finalmente toma forma. Diferente do que muitos julgam apenas pelo filme, o enredo desenvolvido por Pittacus Lore é maravilhoso e deveria ser lido por todos aqueles que gostam do assunto. Duvido você não gostar, se apaixonar por cada personagem, chorar em cada morte e sorrir quando algo bom acontece.

“- Olhe por esse lado – sussurra Sam quando vai até os outros. – Humanos, lorienos, mogs… temos o primeiro encontro das Nações Unidas Intergaláticas aqui. É um acontecimento histórico.”

O último livro fecha com chave de ouro, pois é nele que a grande batalha acontece. Ainda balançados pela perda no anterior, os jovens só querem saber de destruir Setrákus Rá, além de toda a horda mogadoriana. Assim como nós, a Garde não aguenta sofrer e usa tudo o que tem para acabar com tudo. O planeta Terra é o palco da grande guerra entre lorienos, humanos de todo o mundo, chimaeras e mogadorianos. Sim, o final é positivo, mas muito se lutou para chegar a ele.

Não pensem, porém, que após tanta guerra teremos um “felizes para sempre”, pois a vida não é assim. Mais uma vez, Pittacus está de parabéns por aquilo que escreveu. Uma saga composta por drama, romance, ação, suspense e aventura, e que definitivamente está entre as melhores de todos os tempos!

Ps: Existem e-books entre os livros, chamados de Os Arquivos Perdidos, e são complementares aos principais. Não deixem de lê-los, pois contém muitas informações referentes aos personagens . Todos estão disponíveis online na internet e no Amazon!

Homem de Ferro | Veja o que acontece com o herói após Guerra Civil II

Muitos especulavam o que aconteceria com o Homem de Ferro depois de Guerra Civil II. Alguns achavam, inclusive, que o herói morreira, já que Riri Willians foi escolhida como sua substituta. Finalmente, em Civil War II #8 o destino do Ferroso foi selado. Cuidado com os SPOILERS.

A oitava edição começa justamente do final da sétima, a épica luta entre o Homem de Ferro e a Capitã Marvel. Carol luta com uma voracidade bem grande contra Tony e resolve dar um golpe final no Homem de Ferro. Entretanto, antes de ser atingido, Stark grita “Friday!”, o nome da inteligência artificial de sua armadura, e então é atingido com tanta força que sua armadura se estilhaça e ele cai no chão.

Ao final da edição, depois é mostrado o Fera e a Capitã Marvel examindo Tony, que aparentemente está em uma espécie de coma dentro de um casulo. De acordo com Hank, Tony ainda tem batimentos cardíacos, porém, nem o Fera, nem ninguém tem ideia do que Stark fez consigo mesmo e o Fera diz que está com medo de continuar mexendo em Stark e “acabar quebrando algo”. Eles então decidem que é melhor deixar que ele se recupere sozinho e naturalmente, fechando o casulo logo após.

Confira as páginas mostrando a cena:

Civil War II #8 tem roteiros de Brian Michael Bendis e desenhos de David Marquez.