Crítica | Call of Duty Infinite Warfare é um acerto, mas já mostra o desgaste da fórmula

poltrona-cod-infinite-warfare-capaQue se dane, vamos para o espaço” esse é o título de um dos últimos trailers de Call of Duty: Infinite Warfare e resume bem a proposta do jogo. A ideia de explorar os combates no espaço e o ambiente futurista é um acerto da Infinite Ward e consegue trazer boas horas de gameplay.

Diferente de seu antecessor, Black Ops 3, Infinite Warfare aposta em uma campanha single-player bem trabalhada e com personagens cativantes. Talvez o maior acerto do game seja justamente a narrativa intrigante, sendo parte importante do jogo e não apenas algo feito por obrigação.

Na trama do game, a exploração do espaço se tornou um importante aspecto da economia humana, o que acabou por colocar uma empresa militarista chamada The Settlement Defense Front como uma das mais importantes do planeta. Entretanto, todo esse poder acabou por levar a conflitos com o próprio planeta Terra. Sendo assim o personagem de Kit Harrington, o almirante Salen Kotch, acaba por instituir bloqueios contra a Terra e o cenário de guerra está montado.

poltrona-call-of-duty-kit-haringtonOs gráficos de Infinite Warfare são alguns dos mais bonitos da franquia e conseguem realmente passar a sensação de se estar no espaço ou em planetas hostis. Em termos de gameplay, não existem muitas inovações, mas CoD já conta com um estilo de jogo bem consolidado e divertido. Um dos pontos negativos nesse aspecto é a inteligência artificial dos inimigos. Muitas vezes, é possível ver soldados expostos sem nenhum motivo específico e mesmo tendo três personagens na tela, os inimigos irão se focar única e exclusivamente no seu personagem, o que pode causar uma certa irritação.

O game também dá algum destaque ao elemento robótico dos combates como: saltos duplos, dashes e até mesmo algum elemento de parkour, mas tudo isso é pouco explorado durante a campanha e dá a sensação de potencial desperdiçado.

O modo zumbis continua sendo um dos destaques do game e com certeza vai render boas horas de diversão. Agora o modo se passa nos anos 80 dentro de um parque de diversões abandonado. Apesar de não ser algo inédito na franquia, pode entreter os jogadores por horas, principalmente na companhia de amigos no modo co-op.

cod-infinite-warfare_zombies-in-spaceland-5_wm-970x546-cO multi-player do game é bem divertido e já conta com uma funcionalidade perfeita desde o começo. Houveram algumas novidades, como a adição do Quartel-Mestre, onde é possível criar, através de um sistema de mini-crafting, armas e equipamentos. Mas tudo isso é muito pouco para se falar em inovação.

Inovação. Esse é o maior calcanhar de Aquiles da franquia da Infinite Ward. Apesar de Call of Duty: Infinite Warfare ser um jogo extremamente divertido e que vai propiciar boas horas de gameplay, a fórmula já se encontra bem desgastada. Os lançamentos anuais de games nem sempre primam pela qualidade e, muitas vezes, impedem uma análise mais profunda de erros e acertos e a evolução que sempre é bem-vinda na indústria.

Call of Duty: Infinite Warfare é sem dúvida alguma um bom game e um respiro para uma franquia que já se encontra desgastada. Entretanto, o jogo ficou na zona segura e trouxe poucas inovações dignas de elogio, tendo a narrativa envolvente e os personagens carismáticos como seus principais destaques.

Call of Duty: Infinite Warfare está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

Crítica | FIFA 17 captura o romance do futebol

poltrona-fifa-17-capaA série FIFA se mantém no topo dos jogos de futebol a pelo menos seis anos, o que pode vir a se tornar um problema. Tal situação pode render apenas a continuidade do trabalho e nenhuma inovação, entretanto, não é isso que ocorre em FIFA 17.

A excelente jogabilidade da franquia da EA, focada em sua simulação quase perfeita de uma partida de futebol, volta a ser um dos destaques da versão deste ano. As mudanças de FIFA 16 foram mais significativas, mas as atuais também são bem-vindas como: o aprimoramento nas cobranças de falta.

O uso da engine Frosbite no game também é uma adição interessante, que melhora bastante o realismo do jogo. A movimentação das camisas, dos cabelos e até dos rostos dos jogadores são impecáveis. Em relação aos estádios, o show fica por conta dos cenários noturnos. Mas nem tudo são flores, ainda é possível enfrentar alguns bugs e glitches, como na beirada do campo, onde sempre uma linha branca pontilhada teima em aparecer.

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Talvez a maior conquista de FIFA 17 seja A Jornada, o modo história do game. Nele, o jogador controla Alex Hunter, um jovem inglês que está em busca de ser um grande jogador profissional. O novo modo de jogo mistura o já clássico be a pro com uma narrativa envolvente, que tenta capturar todo o romance de ser um jogador profissional. Apesar de ser a maior novidade do título, as interações entre os personagens são um pouco forçadas e a customização de Hunter é quase nula, se restringindo a distribuir pontos por uma árvore de skills.

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Experenciar as dificuldades para se tornar um jogador profissional é sem dúvida alguma divertido e vai render boas horas de jogo, mas precisa de um certo polimento para ser tudo o que propõe. O modo Carreira e Ultimate Team seguem a sua tradição de qualidade sem grandes novidades.

Mesmo tendo sido lançado a pouco tempo, o jogo conta com elencos desatualizados, o que pode ser corrigido com uma atualização. Para os fãs brasileiros, a presença dos times nacionais deve ser recebida com interesse misto já que os plantéis são formados apenas por jogadores genéricos, o que é bem frustrante. A narração de Tiago Leifert e os comentários de Caio Ribeiro estão bem melhores do que nos anos anteriores, mas ainda conseguem irritar em alguns momentos.

FIFA 17 é sem dúvida o melhor game de futebol do ano e segue soberano dentro das quatro linhas. As mudanças desta versão são um pouco mais sutis, mas ainda sim conseguem melhorar a experiência. A adição da Jornada é o maior destaque do game, entretanto, ainda precisa de um certo aprimoramento para os próximos games.

FIFA 17 está disponível para Playstation 4, Playstation 3, Xbox One, Xbox 360 e PC.

Análise | Nossa experiência com o HD Externo My Passport X da WD

A nova geração de consoles chegou ladeada a um novo mercado – já muito costumeiro para os PC gamers -, que é o próprio mercado digital de jogos. Para os que não conhecem, existe uma forma de você, usuário de Playstation ou Xbox, adquirir jogos sem precisar ter a mídia física. Junto a essa praticidade, a maioria das pessoas que utilizam essa prática acabam economizando tempo e dinheiro no ato da compra. No entanto, nem tudo são flores.

Com o alto custo de consoles que possuam um HD interno superior a 1 TB, a memória do vídeo-game tende a ser consumida rapidamente pela instalação de diversos jogos, sendo uns mais leves, como o título We Happy Few, que possui somente 4GB, e outros, como Battlefield 4, que possui mais de 40 GB com todas as expansões. Para suprir essa necessidade de memória, temos a disponibilidade (por enquanto, somente no Xbox One) de utilizarmos um HD externo para a instalação de jogos, sem a necessidade de realizar limpezas semanais sempre que for adquirir um novo título à sua coleção. Recebemos para teste no modelo Xbox One de 500 GB, o HD de 2 TB da My Passport X da Western Digital e vamos contar um pouco da nossa experiência com o acessório.

wd-passport-x-review3-650-80Primeiramente, recebemos o material extremamente bem embalado e com rapidez. A caixa que o guarda possui o manual de instruções, um cabo que conecta o console ao acessório e o próprio HD. A instalação foi simples, e em questão de segundos após plugar o dispositivo ao Xbox One, recebi a mensagem de que havia um novo espaço a ser instalado. Acessando pelas configurações, localizei e confirmei que realmente o HD possui seus 2 TB e não demorei em utilizá-lo. Comecei instalando somente jogos pesados, com todas as suas expansões, depois passei a maioria da minha galeria ao HD (sim, é possível passar um jogo da sua memória do console ao acessório e vice-versa). Resultado: o HD estava completamente preenchido, e sempre que acessava algum jogo, ele abria com praticamente a mesma velocidade que a memória interna do console, perdendo por pouco tanto na abertura como no download. Sua reprodução é eficaz e ágil, não deixando a desejar em nenhum aspecto.
wd-passport-x-review2-650-80O My Passport X coube na palma da minha mão (possuindo 110 x 81.5 x 20.9mm), e na minha estante combinou perfeitamente com o ambiente e as cores do próprio Xbox One. O cabo que conecta um ao outro não é muito longo, mas o suficiente para poder passá-lo entre os volumes da estante, ou até mesmo escondê-lo. Quanto ao som emitido pelo HD, ele é praticamente imperceptível, principalmente durante o gameplay. Caso seu cômodo esteja completamente silencioso e durante um loading sem som, é possível ouvir o HD trabalhando, mas nada que de fato incomode durante a jogatina.

O My Passport X é um acessório indispensável para hardcore gamers, tanto pela quantidade de jogos, tanto pela praticidade e alta rapidez na reprodução. Não acredito que jogadores casuais tenham a necessidade de adquirir um HD externo de tamanha potência, já que o custo-benefício seria nulo dentro do cotidiano e bolso desse tipo de gamer. Entretanto, independentemente da quantidade que se é utilizado o vídeo-game, se você for um tipo de gamer que não gosta de se preocupar com espaço disponível e gosta de ter todos os seu seus títulos à disposição: o My Passaport X supre e supera suas expectativas.

Nota: Recebemos o My Passport X para teste no período de 30 dias, onde utilizamos todo seu potencial com as configurações de um Xbox One de 500 GB. Até o momento dessa matéria, o Playstation 4 não dá suporte a HD externo.

Crítica | Deus Ex: Mankind Divided é a união certeira entre uma boa história é uma ótima jogabilidade

Deus_Ex,_Mankind_Divided_Box_ArtTeorias da conspiração e futuros distópicos são algumas das bases da cultura pop, mas os games nem sempre se dão bem com essas histórias intrincadas e detalhadas. Foi justamente nesse cenário que a Square Enix lançou Deus Ex: Human Revolution em 2011, uma espécie de reboot para a série um pouco esquecida iniciada nos anos 2000. Então, cinco anos depois a empresa resolveu apostar em uma sequência direta do game, Deus Ex: Mankind Divided.

A história do novo game começa justamente de onde o anterior acabou. A utopia proposta no jogo anterior foi brutalmente impedida pelas ações de Hugh Darrow (chamada de o Incidente dos aprimorados), que acabam por transformar o mundo em um regime de separação entre os humanos aprimorados e os humanos comuns.

Tal sentimento é uma desculpa perfeita para o terrorismo, que vem acontecendo cada vez mais e, é aí que Adam Jensen, agora agente da Interpol, entra para impedir esses ataques e investigar quem são os verdadeiros responsáveis pelo rastro de sangue.

Outro detalhe importante da narrativa são as opções do jogador. Dependendo das escolhas, o jogo pode seguir por caminhos diferentes e algumas missões ou situações podem sequer surgir, mas o jogo está totalmente em português do Brasil o que ajuda muito nesse quesito.

A mistura entre elementos de RPG e shooters em primeira pessoa nem sempre agrada a maioria dos gamers, já que essa combinação, às vezes, costuma tornar os jogos cansativos e pouco realísticos, mas esse não é o caso de Deus Ex Mankind Divided. Assim como seu anterior, Human Revolution, o jogo mescla de forma inteligente o melhor dos dois gêneros.

Outra marca registrada da série, o stealth está de volta, mas também é possível sair disparando tiros para todo lado ao melhor estilo Rambo, entretanto, as recompensas de experiência são menores dessa forma, ou seja, apostar na furtividade ainda é a melhor opção.

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A qualidade gráfica de Deus Ex: Mankind Divided é inegável e chega a encher os olhos com ambientes muito bem trabalhados e verossímeis, que contam até mesmo com árvores balançando simulando vento. Os interiores das casas e prédios são cheios de detalhes e locais para se explorar, assim como a própria cidade.

Apesar do ambiente bem construído é aqui que o game apresenta seus problemas. Em alguns momentos a presença de lag e queda de quadros incomodam bastante quem busca uma experiência mais fluída, mas é bem possível que o patch do dia um resolva essa questão.

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Um jogo ambientado em uma atmosfera cyberpunk e steampunk precisa de uma trilha sonora, que faça imergir nesse mundo e Mankind Divided faz isso com maestria. As músicas já eram um ótimo elemento imersivo do jogo passado e aqui não é diferente.

Em um mercado de games, onde os shooters em primeira pessoa dominam os grandes anúncios, a presença de games que se focam em boas histórias e uma jogabilidade em stealth como, Deus Ex: Mankind Divided, são um respiro para uma indústria saturada e que precisa se diversificar para abraçar todos os tipos de gamers.

Deus Ex: Mankind Divided será lançado em 23 de agosto de 2016 e contará com versões para Playstation 4, Xbox One e PC.

Esta análise foi feita em parceria com a GeekSaw.

 

Crítica | Might No. 9 é uma nostalgia bem-vinda para os fãs de Mega Man

Desde que Keiji Inafune saiu da Capcom, a vida da franquia Mega Man nunca mais foi a mesma, sendo esquecida pela empresa e deixando os fãs clamando por mais jogos do robozinho azul. Foi então, que em 2013 Inafune e sua empresa de games, a Comcept USA, anunciaram Might No. 9, que prometia trazer de volta a essência da franquia de Mega Man. A campanha no Kickstarter arrecadou mais de três milhões de dólares e o game sofreu vários atrasos, mas depois de várias polêmicas foi finalmente lançado e já posso adiantar, se você é fã de Mega Man, esse game foi feito para você.

No mundo de Might No. 9, a paz foi estabelecida com a ajuda dos robôs e o mundo vive em uma utopia. A úncia violência encontrada se restringe ao Coliseu das Batalhas, um local onde combatentes robóticos se enfrentam em duelos espetaculares. Entretanto, um dia, os Might Numbers começam a se voltar contra os humanos de forma inesperada e, apenas Might No. 9, ou Beck, parece imune ao problema. Com esse surto de violência, o robô deve investigar o que está acontecendo e impedir seus antigos amigos com o auxílio de seu criador, o Dr. White; Dr. Sanda e uma outra robô, chamada Call.

Em termos de jogabilidade, o game é fortemente inspirado em Mega Man. Sua dificuldade é alta, mas nada que se compare a outros títulos do robô azul, apesar de ser algo que assuste os menos avisados. O grande diferencial de Beck é um movimento chamado AcXeleração, que permite o robô absorver momentaneamente os poderes de outros robôs e finalizá-los.

As batalhas com os outros oito Might Numbers também seguem o mesmo esquema da franquia da Capcom, o jogador derrota os chefes e absorve seus poderes, entretanto, Beck não destrói os outros robôs que o ajudam em alguns momentos específicos de outras fases.

Os gráficos seguem um estilo bem retro com alguns toques mais modernos e cores vibrantes, que casam perfeitamente com a atmosfera do jogo e conseguem trazer toda a nostalgia para os fãs de Mega Man. A trilha sonora é marcada por muito rock, o que contribui para a ambientação do game de forma magistral. Não há dublagem em português, mas o jogo está totalmente legendado.

O grande diferencial de Might No. 9 se encontra no apelo nostálgico que o game tem com os fãs de Mega Man, que estavam se sentindo desprestigiados depois de tantos anos sem novas aventuras do robô azul mais famoso do mundo. A essência da principal criação de Inafune está aqui, apesar de ser uma propriedade intelectual diferente. Se você quer embarcar em mais uma aventura de Mega Man, talvez esteja na hora de dar uma chance para Beck.

Might No. 9 está disponível para PS3, PS4, Xbox One, Wii U e PC.

Crítica | Mirror’s Edge Catalyst mais uma vez não é tudo o que precisava ser

O primeiro Mirror’s Edge de 2008, foi um jogo interessante e inovador com seu foco no parkour e uma ação voltada para o simples combate corpo a corpo sem a presença de armas. Apesar da premissa diferente, o game não conseguiu um destaque muito grande na indústria e por longos oito anos ficou esquecido apesar da insistência dos fãs para uma sequência. Agora em 2016, a EA resolveu dar mais uma chance para as aventuras de Faith e a luta contra as megacorporações nesse futuro distópico.

Mirror’s Edge Catalyst começa dois anos depois dos eventos do primeiro game e Faith está em uma espécie de prisão/reformatório juvenil, mas logo a protagonista e liberada e a aventura começa. É indiscutível que o maior destaque de Mirro’s Edge é e continua sendo o extremante divertido parkour em primeira pessoa, que passa uma sensação de liberdade sem igual, mas os controles, em um primeiro momento, podem ser uma barreira para os enferrujados da franquia e os marinheiros de primeira viagem.

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Uma das maiores críticas do game passado era sua linearidade e, pensando nisso, a EA transformou o game em um mundo aberto cheio de missões e tarefas secundárias de praxe. Com o advento do mapa aberto, a liberdade aumentou, mas a mecânica repetida das tarefas secundárias não acrescenta em nada no game e o cenário apesar de grande, acaba obrigando o jogador a passar várias vezes pelos mesmos lugares e repetir os mesmos movimentos.

Em termos da qualidade gráfica, o game continua com seu design diferente e com as cores chapadas de seu predecessor. A estética inconvencional até enche os olhos por algum tempo, mas logo se torna algo indiferente e que chega a confundir na hora de executar os movimentos do parkour. Já que agora o game se passa em um mundo aberto, além dos objetos ficarem vermelhos como no game passado, existe uma espécie de “aura” vermelha (visão de corredor) que indica um dos possíveis caminhos até o objetivo.

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Outro elemento que não adiciona muito para o jogo é a sua fraca história (contada por alguns flashbacks), que passou por uma espécie de semi-reboot, mas mesmo com essa estratégia a narrativa é fraca e pouca imersiva, com personagens mal desenvolvidos e com motivações rasas, inclusive a própria Faith. O combate também é confuso e pouco intuitivo, já que incentiva o jogador a correr, mas para lutar é necessário parar e enfrentar os inimigos.

Em suma, Mirror’s Edge Catalyst tinha que elevar a franquia para um patamar superior, mas o seu fraco desenvolvimento deve o deixar com o status inalterado de apenas um jogo divertido e cult. O parkour e a sensação de liberdade continuam sendo os principais atrativos do jogo, entretanto, só isso não é suficiente para sustentar uma franquia no atual cenário dos games.

Mirror’s Edge Catalyst está disponível para PS4, Xbox One e PC.

Preview | Mirror’s Edge: Catalyst é diferente e promissor

Mirror’s Edge: Catalyst tem um desafio nas mãos. A meta é ser melhor, mais desenvolvido e conseguir ultrapassar a grande popularidade construída em seu antecessor, Mirror’s Edge. O original de 2008 trouxe um estilo novo para o mundo dos games, apresentando uma dinâmica de jogabilidade interessante misturando ação, tecnologia e o esporte Parkour. Logo o jogo conquistou o público e hoje alcançou o status de cult.

Catalyst, a sequência indireta (embora os desenvolvedores não oficializem, o game é basicamente um reboot) do Mirror’s original chega oito anos depois em todo o seu esplendor para entregar a receita original. O problema? Não é bem assim. Mirror’s Edge: Catalyst tem muito do jogo original, sim, especialmente pelas sequências de saltos, mas apresenta bem mais combate e ação do que deveria. O jogo também tem uma trama que tenta ser mais profunda, mas é rasa.

Pouco sabemos do roteiro, pois tivemos acesso à BETA aqui no Poltrona Nerd, porém, fica bem claro que a história de origem de Faith será explorada mais adiante. Faith parece ser uma protagonista fraca, pois não é uma mulher forte ou um exemplo de liderança e protagonismo verdadeiro. A personagem passa constantemente tentando desafiar outras pessoas que estão ao seu lado e repetidamente se pega em apuros, tendo que ser salva por coadjuvantes apenas pelo fato de que ela querer “brilhar” para o seu mestre e voltar a ser a favorita, bem diferente da Faith conhecida no jogo original.

Comparações à parte, embora Catalyst seja mais desenvolvido e rode muito bem no console, apresentando cenários futurísticos, infelizmente o jogo não é bonito. Falta muito para conseguir prender o jogador em termos visuais ou narrativos, embora seu desenvolvimento de combate, ação e esporte esteja nos termos aceitáveis, ou seja, o jogador é realmente “livre” para ficar perambulando por telhados tentando vencer desafios ou fazer manobras radicais.

O sistema de upgrades parece bem trabalhado e deixa à mostra de que o jogo tem muito a oferecer para o usuário evoluir ao longe da narrativa. Para isso, há também bastantes opções disponíveis no mapa para deixar o free roam interessante, como coletar itens, submissões, missões principais, encontros e corridas online com outros jogadores.

Resumindo, Mirror’s Edge: Catalyst é um jogo simples, mas inovador e diferente por apresentar a imersão da primeira pessoa em um esporte tão arriscado e radical como Parkour. Porém, ao apresentar isso, sua meta deveria ser apenas essa. Há muita ação e desenvolvimento irrelevante para torná-lo um jogo emocional. Naturalmente, este não é um jogo completo, contudo, a versão de testes já mostrou o suficiente para fisgá-lo ou não. Por enquanto, o game é apenas promissor.

Confira nossa preview comentada:

Mirror’s Edge: Catalyst será lançado em 7 de junho para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Crítica | The Division é simplesmente bom, mas sua publicidade é melhor

The Division foi apresentado ao grande público na Eletronic Entertainment Expo detom-clancys-the-division_qp2g 2013 (conhecida comumente como a E3) e prometia abalar as fundações do mundos dos jogos com suas características básicas ao ser um verdadeiro Tom Clancy’s. Com uma premissa demasiadamente comum, em que um vírus infecta a humanidade e desola a sociedade, os melhores agentes do mundo estavam na Divisão e deveriam salvar o que resta a todo custo, fazendo então o necessário. Porém, a ideia principal não era essa. A ideia principal era apresentar um jogo consistente com a realidade, em que o mundo da Nova Iorque verdadeira acabasse se mesclando com aquela Nova Iorque do jogo. Temos que admitir: The Division na E3 não é o mesmo The Division que recebemos. Nem o mesmo da versão de testes.

É natural que muitas mudanças venham a ocorrer em um jogo no espaço de 3 anos, especialmente após adiamentos. O jogo sofreu o impacto do que precisávamos neste momento e não naquela época, uma época em que a geração ainda era relativamente nova. Nesta hora de desespero para jogos repetitivos e sequências infinitas, era necessário um título novo. E a Ubisoft veio totalmente em nosso socorro, conseguindo acertar parcialmente a mão em um jogo que poderia ser visto como um marco na história da oitava geração de consoles, assim como Resident Evil 4 para a sexta geração e outras franquias que marcaram nossos corações.

The Division, como declarado previamente, apresenta uma história bem rasa, com roteiro disposto a entregar muito mais, mas qual encerra por aí. A trama poderia não ter consistência se fosse realmente o foco do jogo, felizmente, não o é. Apenas declarando que o vírus se originou na Black Friday, o jogador precisa descobrir a origem deste vírus, saber mais através de missões secundárias e encontrar os culpados, os terroristas. Talvez a falha more aí. No mundo da mídia, onde nada se cria e tudo se copia, a ideia de um vírus desolando a humanidade já foi criada e recriada inúmeras vezes. O grande problema disso é o fato de ter um homem, um símbolo, como culpado, sendo que na vida real estamos longe disso.

Enquanto o roteiro não faz jus à obra, é necessário admitir que The Division é uma bela maravilha visualmente. Nova Iorque está cheia de recursos para fazer o jogador se deslumbrar durante horas com cenários quais podemos interagir e lembrar para sempre. A versão virtual de uma das mais famosas cidades do mundo provavelmente veio para ficar como o melhor cenário de um game em mundo aberto já feito até hoje. É inegável o quanto de trabalho duro foi necessário para atingir a atmosfera necessária na Nova Iorque de The Division (apesar de muito daquilo apresentado originalmente ter sido removido) para o jogador sentir-se em casa.

Enquanto isso, tecnicamente, The Division tem prós e contras bem visíveis à primeira vista. O game é uma ação mesclada com RPG, um título bem-vindo à era de jogos que acabam em dois ou três dias, e tem ousadia em fazer o jogador suar para progredir. É algo bom, realmente bom, pois faz valer o dinheiro de muitas pessoas (e muitas nações como o Brasil, em que jogos estão se tornando inacessíveis). Infelizmente, os comandos de The Division não conseguem mesclar-se com o game e dizer “ei, somos todos um”. É difícil sentir que tudo está junto e misturado quando o jogo é rápido, a ação é frenética e a sobrevivência está no limite, mas sua jogabilidade é trancada, focada apenas em covers fáceis e uma única opção de escapar dos tiros (rolar, rolar, rolar). Além disso, a ausência de um método stealth (chegar na surdina) para apagar seus inimigos e entrar sem ser visto torna o jogo repetitivo e carente por um modo multiplayer para lá desnecessário.

A Dark Zone (ou a Zona Cega, como é chamada em nossa tradução tupiniquim) foi severamente alterada após a fase beta. O jogo em si foi alterado. Muito dos elementos continuaram lá, porém, a dificuldade foi aumentada. Antes, quase impossível de andar sozinho pela ZC, agora The Division irá praticamente proibi-lo. O multiplayer  não é um lugar de diversão, para caçar itens melhores e tentar sobreviver, mas sim uma área em que a necessidade obrigatória de fazer grupos é constante e você precisa de um grupo ou realmente não conseguirá jogar. Claro que muitos irão sentir-se confortável com isso, especialmente quem joga com amigos, entretanto, por outro lado, esse nível altíssimo de dificuldade irá barrar jogadores mais casuais querendo apenas um bom divertimento online.

Contudo, devemos dar crédito à Ubisoft por uma grande tentativa de fazer diferente. Não foi apenas algo ao acaso. Eles conseguiram. O jogo pode não ter feito jus ao quão promissor seria inicialmente, ou alcançado as expectativas da maioria dos jogadores, mas é um jogaço. Tem tudo o necessário. Com um mundo aberto incrível e vivo The Division transmite o sentimento da solidão de um apocalipse. Existem inúmeras missões e infinitas possibilidades de ficar vagando no jogo, embora um transporte mais rápido do que as lentas telas de loading poderia ter sido implementado. O jogo deve agradar a maioria dos jogadores, tanto de ação e RPG, afinal, a sua publicidade e hype conseguiu torná-lo o jogo mais vendido da Ubisoft e um sucesso comercial.

Finalizando, The Division é simplesmente bom por ser inovador, longo, divertido e mesclar dois ótimos gêneros de games que conseguem fazer sucesso em suas respectivas categorias, mas juntos fazem algo inédito e soberbo. The Division é um verdadeiro Tom Clancy, de coração e alma, honrando o legado da série em seu próprio patamar, mas por estigmas comuns de jogos perdeu a sua oportunidade de se tornar um clássico contemporâneo e marcar a geração para valer.

Tom Clancy’s The Division está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Confira também a nossa review comentada do game:

Crítica | Convergente: com a mesma receita, franquia aproveita filme extra

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Na sessão em que assisti A Série Divergente: Convergente (The Divergent Series: Allegiant) ouvi o melhor comentário sobre a saga: “Divergente nunca será Jogos Vorazes”. Eu concordo e não porque acho a saga ruim, aliás, é minha predileta nessa linha de distopias, mas ela cometeu um erro crucial: veio depois. E tudo que vem depois é comparado e taxado. Com Jogos Vorazes como atriz principal, só restou então o papel de coadjuvante para a história de Tris. A mesma coisa que aconteceu com a relação Harry Potter x Percy Jackson.

Mas a questão é que Convergente é como Jacob Tremblay e passou por cima de Brie Larsson, mesmo essa tendo um Oscar.

Muitas pessoas ficam se perguntando por que uma série de três livros acaba se transformando em quatro filmes – sendo que na maioria das vezes é um filme extra de se dispensar. Foi o caso da primeira parte de Jogos Vorazes – A Esperança, mas a regra pulou uma casa dessa vez. Essa primeira-parte-do-final tem conteúdo, produção e apesar de destoar em vários momentos da linha temporal do livro, se coloca dentro do todo da narrativa cinematográfica de maneira boa, não vai muito longe, mas também não deixa a desejar.

Para uma pessoa que acompanha a série sem ter lido os livros, o filme veio para o bem. Duas horas a mais podem explicar muita coisa, mesmo que algumas vezes você se pegue pensando “o que esse diretor fumou?”

É claro que não é aquele filme – é preciso entender que nem todos os filmes vieram para quebrar a bilheteria e ser exemplo. Convergente traz o que vem prometendo desde o primeiro, sem destoar, o que faz você ficar bem animado com algumas cenas de ação:

Shailene Woodley (Tris) mantém a boa atuação, contudo a problemática de A Culpa é das Estrelas reaparece para ela novamente – Theo James (Quatro) parece muito mais legal que ela nesse filme (além de ser útil, ele tem seus momentos sozinho e faz bom proveito disso) e Miles Teller (Whiplash) entrega o melhor de Peter, te deixando a espera da próxima tirada característica do personagem.

Seguindo a receita dos outros filmes Convergente entrega o que deve e mesmo que não seja uma adaptação ao pé da letra se faz entender: as surpresas ficam para o final e basta a nós esperarmos a saga se fazer notar além das sombras de sua antecessora na última cartada.

E o ministério do bom senso adverte: É UMA ADAPTAÇÃO DO LIVRO, então não espere rever tudo o que você leu, porque isso não faz o filme melhor ou pior.

Review | Mortal Kombat XL é a edição definitiva que vale a pena

Sabemos o quanto pode desapontar adquirir um grande jogo como Mortal Kombat X Mortal-Kombat-XL-Coverfoi em seu lançamento apenas para descobrir mais tarde que dezenas de DLC’s serão lançadas para liberar novos mapas, personagens, etc. Afinal, a geração dos videogames passou para este nível em que nenhum dos novos games é realmente completo e o valor gasto inicialmente acaba tornando-se ainda mais absurdo conforme o jogador adquire novas expansões. Felizmente, de tempos em tempos, as desenvolvedoras lançam uma versão final para facilitar a vida dos jogadores e encerrar o ciclo.

Então temos Mortal Kombat XL. Anunciado há cerca de dois meses, MK XL prometia muito para aqueles que não tiveram a oportunidade de adquirir o jogo em primeiro instância. Também há os casos de quem não quis comprar as expansões e decidiu optar por uma versão bem mais completa. Enfim, MK XL pesa meros 40GB e, além de ser um ótimo investimento em uma época sem jogos realmente completos, e vai fazer o seu dinheiro valer a pena.

Entre as adições da nova versão se destacam a dupla dos filmes de terror Leatherface (o ícone de O Massacre da Serra Elétrica) e Alien, junto com dois veteranos de MK que ficaram de fora da versão original, Bo’Rai Cho e o Triborg. Os quatro personagens são bem-vindos, especialmente para os jogadores de MK que gostam de ver sangue saltar de suas telas. Enquanto Leatherface pode não ser a melhor aposta em matéria de jogabilidade, com certeza é o que tem as melhores finalizações (o clássico Fatality) e os combos mais brutais do game. Além destes quatros personagens, não podemos esquecer os outros packs que estão em XL, incluindo Goro, Jason, Predador (agora você pode fazer a incrível batalha de Alien vs Predador), Tanya e Tremor, personagens ausentes na primeira versão.

Claro que XL não para apenas por aí. O verdadeiro segredo, além da adição do estágio de The Pit, novas finalizações e diversas variações para cada personagem (um deleite para os veteranos na franquia), Mortal Kombat XL traz uma conexão bem melhorada no modo online. Enquanto MK X foi severamente criticado pelas quedas de servidor, XL conseguiu consertar bastantes dos erros de sua versão original e agradar os hardcore de plantão.

No final das contas, Mortal Kombat XL é tudo o que um jogo (não apenas um jogo de luta) deve ser. Traz diversos modo de batalha – alongando a vida do jogo -, ótimas variações para cada personagem (assim você irá demorar até conhecer tudo), uma melhora nos bugs da versão original e todas as expansões (acredite, são muitas). Sendo assim, é uma grande oferta para qualquer um. Caso você já tenha adquirido todas as expansões, MK XL pode não ser útil. Contudo, do contrário, com certeza é um jogaço para quem não pegou a primeira versão ou não adquiriu nenhuma expansão e está com uma grana sobrando. Certamente, muitas desenvolvedoras poderiam aprender uma coisa ou outra com MK XL para fazer a versão final de seus jogos.

Mortal Kombat XL está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Crítica | Far Cry Primal é uma excelente forma de ser transportado para idade da pedra

Muitos fãs da franquia Far Cry estavam esperando que a sequência da série se passasse nos dias atuais, tanto que quando a Ubisoft anunciou que Far Cry Primal se ambientaria nos tempos pré-históricos, alguns torceram o nariz e não compraram a ideia. Mas a Ubi conseguiu provar o contrário.

A premissa de ambientar um FPS na idade da pedra pode parecer um pouco estranha, já que não contaremos com armas de fogo que costumam caracterizar esses jogos. Mas é aí que Primal consegue nos surpreender. A possibilidade de jogar com tacapes, arcos e flechas, que já vinha dos jogos anteriores e que ainda é extremamente divertida, foi potencializada com lanças e facas de ossos, que tornam a experiência imersiva e recompensadora.

Tudo que vem caracterizando os jogos da saga, desde Far Cry 3, está de volta. Enquanto alguns entendem isso como falta de inovação, não é justo sermos tão rasos na leitura, quando na verdade não é bem esse o caso. Far Cry faz parte de um seleto grupo de games, onde é possível que o jogador mergulhe por horas a fio desde que haja novas missões para serem feitas, e é exatamente isso que Oros (o lugar onde o game se passa) oferece.

Dizer que não houve inovação em Far Cry Primal é um exagero. O combate com as armas está muito bom, fluído e diferente das versões anteriores, por razões óbvias. Os gráficos também são um destaque, sendo um dos mais bonitos da atual geração, além de outras mudanças sutis, como o sistema de construção da vila que melhorou bastante o panorama geral.

A trama do jogo também é bem interessante. Nela você assume o controle de Takkar, um caçador do povo Wenja, que deve fazer de tudo para reestabelecer a tribo de seu povo e sobreviver. Para alcançar esse objetivo, o protagonista ainda conta com um sistema para controlar os mais diversos animais do jogo, o que o deixa empolgante. Assim como os outros jogos da série, você vai precisar explorar muito o mapa para poder desvendar todos os segredos desse lugar pré-histórico, o que vai valer cada centavo do seu dinheiro.

A ambientação do game é algo que vale a pena ser destacada. A vegetação, a água, os animais, o excelente sistema de dia e noite (que muda bastante a dinâmica do jogo) e outros detalhes constroem muito bem o cenário, o que contribuí de forma categórica para a imersão no jogo. Um dos poucos pontos negativos é que, como não há veículos, você vai precisar percorrer todas as distâncias a pé ou em algum animal.

Sendo fã ou não da saga, Far Cry Primal é um excelente game, que não deve ser taxado de apenas uma repetição de mecânicas passadas. A ideia da Ubisoft de trazer a trama de Far Cry para a idade da pedra foi um acerto em cheio.

Far Cry Primal está disponível para PS4, Xbox One e PC

 

Street Fighter V | Testamos o novo game da Capcom

Um dos jogos mais aguardados para 2016 e que dispensa apresentações entre todos os gamers (seja ele fã ou não de jogos de luta), Street Fighter V finalmente chegou.

O game que mais faz sucesso na sua categoria foi lançado no dia 16 de fevereiro trazendo muita coisa nova e mudanças para a franquia. Street Fighter foi um dos primeiros jogos de luta a serem criados, podendo dizer que ele foi o “sensei” dos que ainda estão no mercado. E a cada novo lançamento tenta inovar e mudar coisas no game, sem perder a essência do sucesso. Como vimos por exemplo em Street Fighter IV que inovou nos gráficos comparado ao que sempre foi.

Bom, mas falemos sobre este aqui em pauta, Street Fighter V surpreendeu muitos jogadores antigos e fãs da série com suas mudanças.

O QUE HÁ DE NOVO NA JOGABILIDADE

Bem, temos muitas coisas novas nesse Street Fighter. Comecemos pela substituição do Focus Attack do Street Fighter IV, pelos movimentos e habilidades do V-Trigger.

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Um novo jeito de jogar. Essas novas habilidades podem facilitar uma batalha, ou dar mais dor de cabeça ainda.

O V-Trigger é uma barra que fica acima da clássica barra de energia azul a EX-Gauge. Ativando ela seu personagem fica mais forte e recebe propriedades únicas, como por exemplo o grandioso M. Bison, que fica extremamente mais forte e dá muito dano, ou então o Ryu que com sua barra ativada consegue com mais facilidade quebrar a defesa do inimigo e carregar Hadoukens elétricos que podem confundir o adversário.

Também tem os V-Reversal que podem contra-atacar golpes e os V-Skills, que dependendo do seu personagem pode ou bloquear um ataque ou ter um golpe único para ser usado.

Outra grande mudança na jogabilidade foi a facilitação de certos personagens e suas habilidades. Como por exemplo o Nash (personagem que só aparecia nas versões Alpha) que os comandos eram iguais a de Guile, ou de outros guerreiros que utilizavam a tática de “carregar”, ou seja, segurar para trás alguns segundos e depois colocar para frente junto com outro botão de ataque. Agora tem ataques de “meia lua” como Ryu ou Ken. Até mesmo Chun-li com seu HyakuretsuKyaku, o chute repetitivo que tinha que ficar apertando o botão de chute várias vezes, também virou um ataque de “meia lua”.

SUPORTE PÓS-LANÇAMENTO E INTERPLATAFORMA

Duas grandiosas mudanças que vieram de braços abertos e pela primeira vez na história da série.

Street Fighter V terá um suporte de interplataformas, ou seja, jogadores de PC e PlayStation 4 poderão jogar entre si.

E o suporte pós-lançamentos, que significa, a compra única de Street Fighter V é a primeira e a última durante toda a vida do game. Pois haverá conteúdo novo, sem a necessidade de comprar expansões ou DLCs com dinheiro real. Tudo o que for lançado poderá ser baixado pelo jogador apenas usando a moeda do jogo “Fight Money”, como personagens extras, roupas, modos de jogo, etc.

O Fight Money pode ser acumulado completando atividades como os Desafios Diários (modo que será lançado em março), entre outros como completar historias e lutas.

Mas é claro, também será possível comprar essas atualizações utilizando a moeda “Zenny”, adquirida por dinheiro real.

MODO HISTÓRIA E PERCAS NO GAME

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Talvez aonde mais deixou os jogadores preocupados, foram as percas de certas coisas no jogo que eram características até o momento.

O modo história foi lançado como individuais de cada personagem, sem escolha de dificuldade, tempo ou rounds. Todos com na máxima três ou quatro lutas. Isso deve-se à expansão que será lançada em junho deste ano como, história cinematográfica, algo inusitado na série. Então as histórias dos personagens servem como prólogos para esta atualização.

Assim como outros modos de jogar, como os Trials, serão lançados mais para frente como atualizações.

Por conta disto, muitos consideram o Street Fighter V como um jogo “inacabado” até o momento. A Capcom já deu a entender que o foco principal esse ano é o crescimento e uma presença mais forte no cenário competitivo, e online com o ranking mundial.

Então não esquente a cabeça, e não se esqueça que muitas coisas estão por vir, sem que você precise gastar seu dinheiro novamente.

Junte tudo isso com o esplendido gráfico que Street Fighter V trouxe novamente, e teremos apenas diversão daqui para frente com esse game.

Crítica | Side Quest representa os games independentes com humor e irreverência

Trazendo uma premissa bem simples, a Miris Mind, estúdio brasileiro e independente de jogos, apresenta ao jogador Side Quest. Começamos o jogo conhecendo o azarado cozinheiro que estava – em um dia comum de trabalho – apenas indo fazer a entrega de uma marmita no castelo e, de repente, encontrou um mago maluco que lhe disse o seu destino: você precisa salvar a princesa!

Logo do jogo Side Quest

A básica jornada do herói lança o jogador no game em si, que traz comandos bem básicos e esperados de um jogo independente, sendo as únicas ações disponíveis correr, atacar com a espada e lançar magia nos inimigos. Talvez seja essa mesma simplicidade em seus comandos mais básicos a graça de  Side Quest, um jogo descompromissado e, às suas próprias maneiras, bem inteligente em um mercado cheio de jogos independentes baseados nos clássicos puzzles para atrair os jogadores.

Leia também: Entrevistamos os desenvolvedores da Miris Mind, estúdio brasileiro de games.

Artisticamente, Side Quest não peca. Apesar de serem simples, os cenários do jogo passam uma boa sensação, trazendo cores vibrantes que adicionam um toque especial ao humor do jogo, inclusive fazendo piadas ao próprio estilo de cenário e a independência de um estúdio que precisa batalhar para criar aquele conteúdo. Infelizmente, apesar de todo cuidado trabalhando para polir melhor os cenários em que o cozinheiro atravessa na sua jornada para buscar a princesa, o jogo torna-se escasso. Existem poucas fases e você pode chegar ao final rapidamente. Também existem poucos upgrades disponíveis no jogo (os desafios ao longo da trama para melhorar seus equipamentos fornecem um bom passatempo), limitando as opções do jogador em seus meios de avançar para enfrentar as hordas de inimigos.

Entretanto, não é aí que realmente mora a grande façanha de Side Quest. O jogo consegue, como independente, mostrar do que é feito. Através de um roteiro suave e inteligente, apresentando um protagonista para lá de hilário fazendo piadas que quebram a 4ª parede, Side Quest consegue ser realmente genuíno com seu público. Com os avanços do jogo no reino e os diálogos bem humorados, o game ainda entrega uma trilha sonora digna que remete ao tempo medieval.

Enfim, Side Quest torna-se maravilhoso por não tentar ousar demais como indie – embora pudesse arriscar mais -, e por dizer ao jogador como jogar e como ser herói. O jogo faz um bom trabalho em construir seu protagonista e apresentar irreverência na tentativa de ter sucesso no mundo selvagem lá fora.

Side Quest está disponível para PC na Steam por R$ 19,90.

Crítica | LEGO – Marvel: Vingadores

Há muito tempo a LEGO ® vem tomando uma proporção gigantesca no mundo dos games. Desde 1934 esse nome só era associado ao famoso brinquedo de encaixar criado por Ole Kirk, que inicialmente tinha em seu publico alvo crianças de 6 à 12 anos e com o tempo foi conquistando adultos de todas as idades e mudando as categorias e temas de suas pecinhas, se tornando um quebra-cabeça divertido e instigante, e não maçante e entediante para crianças como os quebra-cabeças tradicionais.

Em 2006 saía então o primeiro game da marca, que sempre lançou seus jogos para todas as plataformas que suportassem rodá-los, e continua a fazer o mesmo até hoje. A ideia era dar vida ao que toda criança sempre sonhou enquanto brincava com suas construções criativas, porém, fixas e inanimadas. Isso deu tão certo que se popularizou ao ponto que cada vez mais marcas estão sendo lançadas no estilo LEGO®.

O game em questão é o LEGO ® Marvel: Vingadores que trás o famoso filme da Marvel ao mundo LEGO de maneira divertida e brilhante.

Ao iniciar o jogo fica perceptível o quão grande foi a evolução gráfica, pude configurá-lo em 2K, que seria metade da resolução da nova tecnologia 4K e o dobro dá já ultrapassada FULL HD. É surpreendente a ambientação do game. As pedras, arbustos, grama, nuvens, tudo parece tão real quanto qualquer um dos jogos atuais do mercado, porém todo aquele estilo LEGO está sempre presente em vários aspectos do jogo, principalmente nos personagens, fofinhos e engraçados.

A gama de personagens da Marvel é simplesmente GIGANTESCA e cada um deles apresenta golpes e habilidades diferentes, sendo necessário um novo herói a cada novo desafio.

Homem de Ferro em LEGO
Homem de Ferro em LEGO

É possível voar pelo mapa com os personagens que tem essa habilidade e fazer isso é fluido e divertido. Cada característica de um herói fica caracterizada no estilo “bonequinho” que ele recebe, tornando-os cada vez mais engraçados.

Jogar com o Hulk trás uma satisfação incrível, você se sente uma bola de músculos que destrói tudo em seu caminho e não pode te parar.

Hulk
Hulk

A todo o tempo o jogo dá a possibilidade de jogar em modo cooperativo, mantendo sempre dois ou mais personagens na tela, o que torna a experiência ainda mais divertida e positiva. E para aqueles que jogam sozinhos, podem simplesmente alternar entre os heróis disponíveis.

Há, porém, uma falha no jogo que me deixou bem frustrado. Um exemplo é quando temos que passar certas áreas e não há quaisquer explicações de como fazê-lo, o que pode consumir várias horas de vida tentando descobrir, se você nunca tiver jogado nenhum dos jogos da série LEGO. No entanto, uma vez que você se habitua ao que é necessário fazer com os elementos da tela, quando você se deparar novamente com uma rua sem saída ou um puzzle, você começa a superá-los, bem mais rapidamente, sem aquela sensação de estar andando em círculos.

No geral, muito bom jogo, diversão garantida por várias horas.