Lioness retorna ainda mais intensa na 3ª temporada; confira nossas primeiras impressões
Divulgação/Paramount+
Lioness retorna ainda mais intensa na 3ª temporada; confira nossas primeiras impressões
Divulgação/Paramount+

Lioness retorna ainda mais intensa na 3ª temporada; confira nossas primeiras impressões

Quando Taylor Sheridan anuncia uma nova temporada de qualquer série, a expectativa naturalmente sobe. Afinal, o criador de Yellowstone, Landman, Tulsa King e tantos outros sucessos construiu uma reputação difícil de igualar quando o assunto é drama, ação e personagens moralmente complexos. Com Lioness, isso não é diferente.

O Paramount+ nos enviou os dois primeiros episódios da terceira temporada e, sem entrar em spoilers, posso dizer que o retorno da série mantém exatamente aquilo que conquistou o público desde o início: tensão constante, cenas de ação extremamente bem construídas e um roteiro que sabe prender a atenção do começo ao fim.

Caso você ainda não conheça a produção, aqui vai um breve resumo. Inspirada em um programa militar real dos Estados Unidos, Lioness acompanha Joe (Zoe Saldaña), uma agente da CIA responsável por comandar o programa secreto Lioness, criado para infiltrar operativas em organizações criminosas e terroristas. Cada temporada apresenta uma missão diferente, sempre cercada por dilemas políticos, operações militares e decisões que carregam consequências devastadoras.

E, sinceramente? É o tipo de série que você começa “só para ver o primeiro episódio” e, quando percebe, já passou horas em frente à televisão. Foi exatamente isso que aconteceu comigo. Maratonei as duas primeiras temporadas praticamente sem parar e estava contando os dias para conferir esse novo capítulo.

Desta vez, a estrutura da narrativa muda um pouco. Em vez de apresentar uma nova recruta para o programa Lioness, a trama acompanha Cruz, Josie e toda a equipe de resposta rápida comandada por Joe em uma missão que nasce de um ataque extremamente brutal. A partir daí, o grupo precisa identificar e eliminar uma ameaça que atinge um alvo perigosamente próximo, tornando tudo ainda mais pessoal.

Na verdade, a temporada trabalha com duas missões paralelas, algo que amplia o alcance da narrativa e aumenta constantemente a sensação de urgência. Sheridan, que mais uma vez assina sozinho todos os oito episódios e retorna ao papel de Cody Spears, conduz a história com bastante confiança. A abertura da temporada é simplesmente devastadora. É uma sequência que causa impacto imediato e prepara o terreno para uma narrativa que alterna entre momentos explosivos e uma investigação cada vez mais intensa. Quando o episódio finalmente chega ao fim, fica difícil resistir à tentação de apertar imediatamente o botão do próximo.

Visualmente, Lioness continua impressionando. As operações militares possuem um nível de realismo que faz toda a diferença, tanto na coreografia das ações quanto na construção da tensão. Sheridan entende como poucos a dinâmica desse universo e evita transformar a ação em mero espetáculo. Cada confronto existe para mover a história e aprofundar seus personagens, nunca apenas para impressionar visualmente.

O elenco segue sendo um dos maiores trunfos da produção. Zoe Saldaña entrega, mais uma vez, uma atuação impecável. Se na segunda temporada Joe precisava demonstrar toda sua força e capacidade de liderança diante do caos, agora a personagem enfrenta conflitos muito mais internos. Há um desgaste emocional evidente em cada decisão, e Saldaña transmite isso com enorme naturalidade, oferecendo talvez sua interpretação mais madura na série até agora.

Nicole Kidman permanece excelente como Kaitlyn Meade. Sua personagem continua carregando aquela frieza calculista que faz qualquer conversa parecer uma negociação de vida ou morte. Michael Kelly mantém a mesma presença firme como Byron Westfield, enquanto Morgan Freeman continua acrescentando peso institucional sempre que aparece em cena.

Outro mérito da temporada é mostrar que nem mesmo seus protagonistas estão protegidos. Sheridan mantém o clima constante de imprevisibilidade, fazendo o espectador questionar o destino de praticamente todos os personagens. É justamente essa sensação de que qualquer decisão pode ter consequências irreversíveis que mantém a tensão elevada durante toda a exibição.

Os dois primeiros episódios deixam uma impressão extremamente positiva. A terceira temporada chega com uma abordagem diferente, aumenta a escala dos acontecimentos e continua explorando os custos físicos e psicológicos de quem vive em operações secretas. Sem abrir mão da ação, a série também encontra espaço para desenvolver melhor seus personagens, tornando os conflitos ainda mais humanos.

Se esse início servir como termômetro para o restante da temporada, Lioness tem tudo para entregar seu ano mais intenso até agora. Taylor Sheridan demonstra novamente que domina como poucos a construção de suspense e personagens complexos, enquanto Zoe Saldaña reafirma por que Joe continua sendo uma das protagonistas mais interessantes da televisão atual.

Para quem já acompanha a série, a espera definitivamente valeu a pena. E, para quem ainda não conhece Lioness, talvez este seja o momento ideal para finalmente embarcar em uma das produções mais consistentes do catálogo do Paramount+.

A terceira temporada estreia neste domingo, 2 de agosto, no Paramount+.

 

Conteúdo relacionado

Críticas

Mais lidas