Gavião Arqueiro | Crítica Gavião Arqueiro | Crítica

Gavião Arqueiro | Crítica

Divulgação/Marvel Studios

Gavião Arqueiro sempre foi um personagem que destoou do MCU. Ao lado de Viúva Negra, são os únicos Vingadores sem poderes ou habilidades especiais. Mas, são os personagens que cativaram pela simplicidade e o heroísmo existente. O diálogo entre os dois no primeiro filme dos Vingadores (2012) e o discurso de Clint Barton para a jovem Wanda em A Era de Ultron (2015) mostram a força do herói.

Gavião Arqueiro | Crítica
Divulgação/Marvel Studios

Nessa linha que surge a série Gavião Arqueiro. Divido em seis episódios finalizados ontem no Disney+, a série tem com pano de fundo a ótima HQ de Matt Fraction e David Aja. Visando o futuro do MCU, a série introduz a jovem Kate Bishop, discípula de Clint Barton.

A trama é situada durante a semana do Natal de 2024, um ano após o blip de Vingadores: Ultimato. Clint Barton (Jeremy Renner) está cansado e com sequelas da batalha contra Thanos. Ele perdeu parte da audição e só deseja aproveitar o período natalino com sua família no tradicional Rockefeller Center em Nova York. Enquanto isso, jovem Kate Bishop, interpretada por Hailee Steinfeld, encontra o traje do Ronin durante um leilão. Ao vestir o traje, ela se torna alvo de todos os inimigos que o Ronin criou durante os cinco anos que Clint vestiu o manto após o blip de Thanos. Ao ver novamente o traje, gatilhos são despertados no vingador. Um passado que ele deseja esquecer. Para isso, precisa ajudar Kate e limpar de vez o Ronin da história.

Apesar de um início morno, Gavião Arqueiro se estabelece entre a passagem do terceiro para o quarto episódio com a introdução da personagem Eco, vivido pela ótima Alaqua Cox. A presença de Eco, que irá ganhar uma série própria, é o centro emocional da narrativa. Enquanto a dinâmica entre Clint e Kate é movida pelo humor, a presença de Eco faz o contraponto trazendo os elementos mais sérios da narrativa.

A sintonia entre Jeremy Renner e Hailee Steinfeld, equilibrando a diversão e o drama, fazem os seis episódios serem pouco para série. Assistiria fácil um episódio só com os dois conversando e interagindo. Carrancudo no início, Clint Barton observa que Kate tem um pouco dele. O grande momento entre os dois é quando Kate revela que ela presenciou quando criança as ações de Clint durante a batalha em Nova York no primeiro Vingadores. “Com apenas um pedaço de madeira e barbante, você me mostrou que um herói não precisa voar e soltar lasers”. É justamente a primeira cena da série, destacando que as ações em Nova York motivaram várias pessoas.

A série também promove alguma surpresas, como o retorno de Yelena, vivida pela brilhante Florence Pugh. A personagem foi introduzida em Viúva Negra, que preparou o terreno para um embate contra Clint. Contudo, é com Kate Bishop que a personagem tem seus melhores momentos. O roteiro hábil deixa um caminho aberto para uma potencial parceria entre as duas personagens.

Gavião Arqueiro é uma ótima aventura natalina e destaca a importância de um herói. Uma premissa simples e execução caprichosa sobre o quanto Clint estava enganado sobre suas ações. Sua coragem ao enfrentar aliens e inimigos mais poderosos que ele motivaram no surgimento de uma grande heroína. Uma das séries mais importantes do MCU.

4

ÓTIMO

Gavião Arqueiro é uma ótima aventura natalina e destaca a importância de um herói. Uma premissa simples e execução caprichosa sobre o quanto Clint estava enganado sobre suas ações. Sua coragem ao enfrentar aliens e inimigos mais poderosos que ele motivaram no surgimento de uma grande heroína. Uma das séries mais importantes do MCU.