Primeiro, as apresentações. Sou colunista, mestre das artes ocultas, gamer, cinéfilo, gosto de lasanha e meu filme favorito é Toy Story. Ah, também sou aspirante a escritor (curta minha página!). Já escrevi cinco obras e publiquei três. Se você, caro leitor do Poltrona Nerd, clicou no link da coluna é porque já considerou entrar no ramo da literatura e tirar o capuz, caindo de cabeça na singular profissão de ser um escritor. Por que é singular? Porque é complicada. Demora, paga pouco – calma lá, você ganha bem se conseguir vender, ao menos, vinte mil exemplares -, geralmente dá dor nas costas, dor de cabeça, olhos inchados, tendinite, insônia e… Já falei da dor de cabeça? Claro. Tem tudo isso e mais um pouco, mas posso dizer com certeza (ainda não cheguei no estado do absolutismo) que é a melhor profissão do mundo. Porque simplesmente é. Monteiro Lobato se referia a escrever como a construção de um castelo, em que o leitor é o hóspede. George Orwell tinha outras visões mais peculiares sobre a vida de um escritor (falamos sobre isso outra hora, pois é profundo e pede momentos existenciais) e Asimov sempre pregou: um escritor que não escreve está morto.

Sobre o que, então, vamos tratar por aqui? Desde que comecei a escrever e fui criando minhas raízes, ganhando popularidade pelas bandas da minha cidade – porque as coisas simplesmente são assim -, muitas pessoas tem procurado minha personalidade em busca de dicas. Como começo? O que eu não posso fazer? O que eu posso fazer? Por que o céu é azul? Por que a noite é tão densa e negra? Por que não há sol por aqui? Enfim, posso apenas responder três destas perguntas. As outras estão fora da minha área de conhecimento. Deste modo, desejo passar o pouco conhecimento e experiência que tenho adiante. Estou há três anos no ramo, escrevo desde os 14 anos de idade e as coisas aconteceram de repente. De um dia para o outro, lá estava eu. Escrevendo sem parar, como um maluco descabelado, com olheiras e então o livro estava pronto. Próximo passo? A publicação. Não é algo fácil, admito. Mas está longe de ser impossível.

Vou fazer desta coluna meu diário. Compartilhar aquilo que posso. Aquilo que penso. E como não fazer as trapalhadas que já cometi. Ninguém é perfeito e não existe receita. Como já mencionei antes, algumas coisas simplesmente são assim. Existem alguns passos básicos que devem ser do conhecimento de todos. Entre eles, é melhor você saber que as coisas não vão acontecer do dia para a noite. Pode parecer desanimador à primeira vista, mas acostuma-se. Nem mesmo J.K Rowling, uma das escritoras mais bem sucedidas nos últimos anos, ganhou notoriedade tão rápido. Se você não sabe, a mãe (aprenda, seus livros serão seus filhos e eles vão lhe dar uma tremenda dor de cabeça, angústia e você vai querer refazê-los várias vezes porque não são perfeitos) de Harry Potter foi recusada em mais de uma editora até emplacar. Paulo Coelho era compositor e Stephen King (ainda vai ser bem mencionado aqui) já havia publicado uns dez livros até fazer sucesso com Carrie, a Estranha.

A primeira lição é importantíssima. É necessário trabalho duro. As coisas demoram. Primeiro você precisa ter a ideia. Geralmente, se escrever for o que você quer e o dom estiver aí, a ideia vai aparecer como um estalo. Bem parecido com os cartoons, quando a lâmpada surge na cabeça. Depois, vai ficar circulando e incomodando, como um mosquito à noite. Você vai pensar. Vai mesmo. Os personagens vão tomar forma. Então chegou a hora de escrever. Faça como desejar. Use o computador, uma máquina de escrever ou à mão. É necessário sentir-se confortável. Você precisa da musa. E ela vai embora bem rápido se não houver conforto ou o ambiente não for favorável. Stephen King escrevia em uma saleta parecida com um porão no inicio da carreira. O espaço é importante, assim como o silêncio e o farfalhar das folhas. Resumindo, escreva. Comece por aí. Saiba, no entanto, que é necessário ler para poder escrever.

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