Morre Glória Menezes aos 91 anos, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira
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Morre Glória Menezes aos 91 anos, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira
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Morre Glória Menezes aos 91 anos, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira

A dramaturgia brasileira está de luto. Glória Menezes, um dos grandes nomes da história da televisão, do teatro e do cinema nacional, morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, em seu apartamento no Rio de Janeiro. Segundo informações do G1, a morte ocorreu por causas naturais.

Com uma carreira que atravessou mais de seis décadas, Glória Menezes construiu uma trajetória que se confunde com a própria história da teledramaturgia brasileira. Ao longo dos anos, a atriz interpretou mocinhas, vilãs, personagens cômicas e figuras dramáticas, sempre com uma presença marcante diante das câmeras.

Mais do que uma estrela da televisão, Glória foi uma dessas artistas capazes de atravessar gerações. E, convenhamos, não é qualquer carreira que consegue deixar personagens tão vivos no imaginário popular.

Uma carreira que começou no teatro

Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 19 de outubro de 1934, Glória Menezes recebeu o nome de Nilcedes Soares de Magalhães. Ela iniciou sua trajetória artística no teatro e, posteriormente, passou a atuar na televisão e no cinema.

Sua carreira profissional começou ainda no final dos anos 1950. A atriz estudou na Escola de Artes Dramáticas da USP e ganhou reconhecimento logo nos primeiros trabalhos, incluindo uma premiação como atriz revelação.

No cinema, um de seus trabalhos mais importantes foi “O Pagador de Promessas” (1962), filme dirigido por Anselmo Duarte que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Mas foi na televisão que seu nome se tornou definitivamente parte da memória afetiva do público brasileiro.

Glória Menezes e a história da TV Globo

Na Globo, Glória Menezes estreou em 1967, na novela “Sangue e Areia”, de Janete Clair. Na trama, interpretou Doña Sol e contracenou com Tarcísio Meira, que vivia o toureiro Juan Gallardo. A novela marcou a chegada do casal à emissora e abriu uma das fases mais importantes da carreira da atriz.

A produção foi exibida entre dezembro de 1967 e junho de 1968 e ocupou o horário das 20h. Glória e Tarcísio formaram um dos pares mais emblemáticos da televisão brasileira, tanto na ficção quanto fora dela.

Aliás, a parceria entre os dois já vinha de antes. Eles haviam trabalhado juntos na televisão e protagonizado “2-5499 Ocupado”, considerada a primeira novela diária da TV brasileira. Durante esse período, também começaram o relacionamento que culminaria em um casamento de 59 anos.

A união entre Glória Menezes e Tarcísio Meira se tornou uma das histórias de amor mais conhecidas do meio artístico brasileiro. Os dois permaneceram juntos até a morte do ator, em 2021.

Uma coleção de novelas inesquecíveis

Ao longo de sua trajetória na Globo, Glória Menezes participou de mais de 40 telenovelas, atravessando diferentes períodos e estilos da dramaturgia brasileira.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Irmãos Coragem” (1970), “O Homem que Deve Morrer” (1971), “Cavalo de Aço” (1973), “Pai Herói” (1979), “Guerra dos Sexos” (1983), “Brega & Chique” (1987), “Rainha da Sucata” (1990), “Deus nos Acuda” (1992), “A Próxima Vítima” (1995), “Torre de Babel” (1998), “Senhora do Destino” (2004), “A Favorita” (2008) e “Totalmente Demais” (2015).

O último trabalho de Glória Menezes em uma novela foi “Totalmente Demais”, exibida pela Globo a partir de 2015. Na trama, ela interpretou Stelinha, mãe de Arthur, personagem de Fábio Assunção.

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