Marshals: Uma História Yellowstone
Divulgação
Marshals: Uma História Yellowstone
Divulgação

Já vimos os primeiros episódios de Marshals: Uma História de Yellowstone

Marshals: Uma História de Yellowstone chega para apresentar um novo começo para o personagem Kayce Dutton (Luke Grimes), o filho caçula do falecido patriarca John Dutton (Kevin Costner) de Yellowstone, após os eventos da série original. Para ser uma chance para ele finalmente se libertar da longa sombra de seu famoso sobrenome. Apesar de fazer parte do mesmo universo, o drama policial tem apenas uma vaga semelhança com 1923, 1883 e Yellowstone. A estrutura da nova série é simples, com um “crime da semana” ancorado por um protagonista cuja experiência militar e instintos de fazendeiro o tornam excepcionalmente apto a rastrear homens perigosos em vastas áreas rurais.

De todos os Duttons, Kayce sempre foi o mais próximo de um herói convencional por ser um veterano militar e marido amoroso, que sempre teve que enfrentar a família por conta de seu casamento. Agora que sua esposa não está mais em cena, os dias de Kayce são passados ​​cuidando de cavalos em seu rancho ao lado do filho Tate (Brecken Merrill), e suas noites são assombradas por pesadelos de tragédias passadas. Até que um dia, um antigo camarada dos SEALs da Marinha, Calvin (Logan Marshall-Green), aparece pedindo sua ajuda para capturar os homens que estão assediando mulheres da reserva indígena que fica nas proximidades. Os dois começam a trabalhar juntos e logo Kayce passa a integrar a equipe dos U.S. Marshals comandada por seu amigo.

O resto do grupo é formado por Belle (Arielle Kebbel), uma ex-agente infiltrada da ATF de personalidade reservada; Andrea (Ash Cruz), filha de policial que irrita os caubóis locais ao colocar hip-hop latino na jukebox do bar country; e Miles (Tatanka Means), um membro da força policial de Broken Rock que decide se juntar aos federais. Entre missões, que vão desde controlar multidões em um protesto contra uma mina, até frustrar um negócio de fentanil entre neonazistas e uma gangue latina, a turma bebe cerveja e confraterniza. Trabalhos aparentemente simples geram complicações inesperadas que forçam nossos heróis a perseguições de carro ou até mesmo de cavalo, tiroteios e tudo o que envolve muita adrenalina. E, pelo menos uma vez por episódio, Kayce mata alguém, mas a série deixa bem claro que ele não tinha escolha e que, embora não vá perder o sono por isso, também não gosta particularmente de ter feito isso.

Repetidamente, em cada episódio, Kayce se irrita quando as pessoas tentam lhe contar tudo sobre sua própria família e, por extensão, sobre ele mesmo. Sempre tem alguém o lembrando o quão destrutivos ou disfuncionais eles podem ser, o quão agressivamente costumavam lidar com as coisas, o quanto seu poder na região diminuiu. Nos três primeiros episódios, porém, ele é definido quase que inteiramente por quem ele não quer ser (seu pai) e por como se sente em relação ao seu passado, que foi retratado em Yellowstone.

A série derivada foi desenvolvida por Spencer Hudnut, que atua como showrunner e produtor executivo. O idealizador da franquia, Taylor Sheridan, também é creditado como produtor executivo, mas seu nível de envolvimento permanece indefinido após sua saída da Paramount para a NBC. Lembrando, essa série não é uma produção da Paramount, mas sim do canal aberto CBS, o que faz com que ela chegue com um padrão de qualidade mais baixo e sem muito da ousadia da série original. Em teoria, a premissa promete ação frenética e introspecção, um estudo de personagem inserido em um drama policial. Na prática, a série se estabelece em um ritmo familiar com suspeitos identificados, perseguições iniciadas, confrontos resolvidos, com grandes nuances emocionais fervilhando em segundo plano. Para uma franquia construída sobre questões morais complexas e consequências geracionais, as arestas aqui parecem relativamente mais suaves.

Vale ressaltar que o elenco é definitivamente comprometido com seu trabalho, oferecendo atuações sólidas mesmo quando o material pula de uma análise mais profunda para uma abordagem mais concisa e direta. Retornos bem-vindos, como Thomas Rainwater (Gil Birmingham) e Mo (Mo Brings Plenty), fornecem a conexão com a saga maior. Brett Cullen também retorna como Harry Gifford, chefe da divisão de Marshals de Montana, cujo ressentimento em relação ao clã Dutton vem de longa data.

Se você é fã de Yellowstone e suas derivadas, Marshals: Uma História de Yellowstone pode ser uma boa pedida para continuar recebendo novas histórias que se passam dentro do mesmo universo, porém não espere uma série do mesmo nível, mas uma série policial ao estilo NCIS com alguns personagens já conhecidos.

Marshals: Uma História Yellowstone chega ao catálogo do Paramount+ nesta segunda-feira, 2 de março.

Conteúdo relacionado

Críticas

Mais lidas