Depois da reportagem do New York Times em que cinco mulheres confirmaram que Louis C.K. as assediou sexualmente em meados dos anos 2000, o canal FX cortou o contrato que tinha com ator e comediante, segundo o BuzzFeed.

“Estamos encerrando nossa associação com Louis C.K. Estamos cancelando o acordo com a FX Productions e sua produtora, Pig Newton. Não seremos mais produtores executivos ou receberemos nada sobre qualquer um dos programas que produzimos com ele – Better Things, Baskets, One Mississipi e The Cops”.

O ator publicou uma carta confirmando a veracidade dos casos e pedindo desculpas:

“Queria falar sobre as histórias contadas no New York Times pelas cinco mulheres chamadas Abby, Rebecca, Dana e Julia, que sentiram que poderiam se identificar e aquela que não.

Essas histórias são verdadeiras. Na época, dizia para mim mesmo que o que fazia era ok, porque nunca mostrei meu pênis a uma mulher sem perguntar antes, o que também é verdade. Mas o que aprendi mais tarde na vida, tarde demais, é que quando você tem poder sobre outra pessoa, pedir para ela que olhe para o seu pau não é uma pergunta. É uma situação embaraçosa. O poder que eu tive sobre suas mulheres é o fato de que elas me admiravam. O poder que eu tinha sobre essas mulheres é que elas me admiravam. E exerci esse poder de forma irresponsável…”

Segundo informações do Vulture, a representante o ator, Lewis Kay, pediu demissão, e a agência que o representava, 3 Arts Management, não trabalha mais para ele.

O tema assédio sexual em Hollywood ganhou uma grande repercussão a partir do escândalo envolvendo produtor Harvey Weinstein, que abusou de várias atrizes. Harvey foi desligado da Weinsten Company e banido da Academia do Oscar e do Sindicato dos Produtores. Além dele, Kevin Spacey teve seu nome envolvido em vários casos de assédio, perdendo seu contrato com a Netflix e filmes em produção.

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