Galera, aproveitando que Mark Waid vem ao Brasil para a CCXP 2015, nada melhor do que comentarmos sobre a maior obra do autor e, sem dúvida nenhuma, uma das maiores HQs de todos os tempos: O Reino do Amanhã.

Muitos criticam os anos 90 lembrando-se de sagas tenebrosas na Marvel e sobre o Superman Vermelho e Azul. Entretanto, na contramão dessas ideias no mínimo duvidosas, temos excelentes HQs como: O Longo Dia das Bruxas, Homem-Aranha 2099 e o próprio Reino do Amanhã.

Hoje, pode-se dizer que o plot não tem nada de original, pois outras HQs já usaram ideias semelhantes, mas a verdade, é que o Reino do Amanhã foi uma das primeiras a apresentar conceitos tão inovadores e impactantes.

Uma das sacadas mais geniais da história é como o Universo DC reagiria a uma aposentadoria do Superman. O cenário não poderia ser pior. Com a desistência do Homem de Aço, outros heróis também se aposentaram e entregaram o combate ao crime a novos super-heróis que, não tem o menor respeito pela vida e são heróis apenas pela glória.

Com a conduta irresponsável dos novos heróis, o mundo se vê obrigado a pedir auxílio de seus ex-campeões que já se encontravam desacreditados, mas com a volta do Superman ao campo de batalha a faísca dos verdadeiros heróis se ascende novamente.

O público em geral não gosta do Superman, mas em minha opinião, nenhum super-herói representa o ideal do justo e correto mais do que o Super e isso fica claro na obra-prima de Waid uma vez que, sua aposentadoria representa a derrocada da era heroica e sua volta, a restauração da esperança.

Outro ponto a considerar são os pontos de vista divergentes da Liga da Justiça do Superman e dos Renegados do Batman que causam uma cisão entre os heróis e apesar das boas intenções de ambos os lados, uma possível batalha entre as facções pode destruir o mundo (e você achando que só em Guerra Civil divergências entre os super-heróis podem causa confrontos épicos).

Os vilões também tem papel fundamental na história principalmente, Lex Luthor. Desde a partida de Superman, Luthor e a Frente de Libertação da Humanidade vinham conduzindo eventos nos bastidores numa tentativa de destruírem todos os super-heróis e controlarem o mundo de uma vez por todas. Destaque para as maquinações de Luthor envolvendo o Capitão Marvel e o Superman.

Se ainda nada disso te convenceu da grandiosidade da obra em questão, a arte foto realista suprema de Alex Ross também é um destaque a mais para a trama, pois transforma a experiência da leitura em algo quase cinematográfico e vivo.

A ótima edição encadernada de luxo da Panini também traz uma singela homenagem a Christhoper Reeve “Por nos fazer acreditar que um homem pode voar”

Por fim, o que transforma a obra de Mark Waid em algo memorável é o ponto de vista de um cidadão comum ante aos atos questionáveis dos heróis e, como um “reles” humano pode tomar decisões e enxergar algo que nem os todos poderosos super- heróis podem.

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