Refugiados – A Última Fronteira é uma obra obrigatória e fundamental diante do caos envolvendo os refugiados no mundo.  A repórter, ativista e quadrinista francesa Kate Evans expõe na graphic novel tudo que presenciou durante seu trabalho jornalístico na chegada de 1 milhão de famílias fragilizadas que buscam esperança na Europa, mais precisamente em Calais, cidade portuária da França que ganhou o apelido preconceituoso de Selva.

O que ganhamos nesta narrativa intimista e pontual é a forma como os refugiados são vistos por quem está de fora acompanhando na TV. “Vão tomar nosso emprego”, “Agora iremos perder oportunidades”, “São Animais”. 

Preservando algumas identidade e fundindo histórias, Kate Evans não amacia na dor e desespero destas pessoas que só queriam uma vida melhor. Mas o que ela presenciou foram incessantes lutas contra o ódio e preconceito e, as condições desumanas onde se encontravam.

Traços

Refugiados – A Última Fronteira é uma história pesada. Há momentos de embrulhar o estômago e de acreditar que não há futuro para aquelas famílias. As cores a lápis de alguns quadros representam a esperança, a inocência das crianças brincando no meio de tanta desgraça. Os traços cartunescos apostam em cores vivas que destoam do cenário hostil dos habitantes em Calais.

Edição caprichada

A Darkside Books sempre capricha em seus lançamentos. E Refugiados segue a regra. A edição conta com rendas que representam a principal fonte de economia de Calais, vistas de forma corriqueira durante a história.

O que achamos?

Refugiados – A Última Fronteira é um retrato incômodo, mas necessário. Os relatos de Kate Evans proporcionam lágrimas, revolta, mas reserva esperança pela existência de pessoas solidárias e motivadas a dar um pouco de conforto a quem mais precisa. Uma leitura essencial!

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