Já imaginou entrar em um buraco de minhoca em que o tempo retrocede totalmente para uma época boa de viver? É esse o sentimento singular que existe dentro do Museu do Videogame Itinerante. Esse sentimento é contagiante, gostoso e afeta mesmo aqueles que nunca foram tão entusiastas nessa tecnologia dos videogames. Talvez esse sentimento único seja despertado por um simples fato: você pode realmente jogar e tocar nos últimos 42 anos da história.

Esta é a primeira vez – no Brasil – em que a 10ª arte é verdadeiramente honrada. Lá dentro do museu não existe aquele papo de videogame é coisa de criança. Lá todos são crianças. As pessoas vagueiam sem saber para onde vão, sem saber qual videogame de sua infância testar primeiro e se divertem com as coisas simples e bobas de antigamente. Para os conhecedores da arte, entrar naquele lugar, como gamer, causa um conflito de sentimentos. O primeiro deles é nostalgia. O segundo é ansiedade. É preciso testar todos. Atualmente o museu conta com 200 consoles, desde o Magnavox Odyssey (primeiro videogame do mercado, criado em 72), Atari 2600, Super Nintendo, PlayStation 4 até videogames quais nunca ouvimos falar e que precederam tecnologias de hoje em dia.

Resumindo todas as impressões deste redator, o Museu do Videogame Itinerante é incrível.

O museu começou em 2011 na capital de Mato Grosso do Sul, criado pelo jornalista e curador Cleidson Lima. Aqui no Poltrona Nerd, nessa visita maravilhosa ao museu, conseguimos bater um papo com Esdras Serrano, um dos fundadores do museu ao lado de Cleidson. Entre uma viagem e outra naquele túnel do tempo, Esdras contou um pouco sobre a história pessoal do museu. Como começou de verdade.

“O museu começou com uma briga de casal” disse Esdras. “O Cleidson tinha muitos consoles em casa, ocupando espaço, e a esposa falou que ele tinha que se livrar de tudo aquilo. Daí em diante o museu foi montado em Campo Grande e já recebemos mais de 450 mil pessoas.”

Quando perguntado sobre como o museu acumulou aquele acervo incrível, uma vez que, em alguns casos, existe um aparelho para demonstração e outro para uso, continuou:

“Muitos dos consoles aqui são meus e do Cleidson. Algumas coisas são doadas por pessoas que tinham guardado e não usavam.”

Ainda há mais. O museu permaneceu quatro anos nas escuras, sem receber nenhuma consideração pelo governo.

“Fomos reconhecidos pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) apenas no ano passado e estamos visitando diversas cidades no Brasil.”

Depois do reconhecimento, o museu poderá viajar livremente pelo Brasil. Agora o museu já está partindo para o próximo ponto.

“Somos uma equipe de cinco pessoas” continuou Esdras. São necessários dois caminhões para transportar todo o equipamento e montar no próximo local. Ao chegar à cidade, contratamos mais uma equipe local para atender a demanda de pessoas.”

Quando perguntei sobre a movimentação – sendo que o museu estava lotado na FENADOCE, local onde está exposto atualmente -, Esdras foi adiante.

“Hoje é um dia fraco. O museu já recebeu 50 mil pessoas no mesmo dia. Parecia um baile de carnaval.”

Para quem vive próximo de Pelotas ou vai dar uma passadinha na cidade do doce em Rio Grande do Sul, leve uma manta e vá lá. Para os fãs mais assíduos de videogame, o museu é praticamente ponto de turismo obrigatório. O sentimento de jogar seu console favorito de infância é embriagante. Também é possível ver algumas histórias surpreendentes – como um avô ensinando seu neto a jogar um game qual ensinou seu filho – e, acima de tudo, aproveitar o tempo com seus amigos jogando aquele clássico que vocês curtiam quando criança. Para quem não é muito chegado e gosta de uma partida ocasional, saiba que a Sony é patrocinadora oficial e vai aonde o museu vai. Existem oito aparelhos do PlayStation 4 e duas máquinas rodando Drive Club. Há também concurso de Just Dance e de cosplay. Além de tudo isso, a entrada do museu é franca.

Sem exageros, o Museu do Videogame Itinerante é tudo isso e mais. Confira as fotos do evento na galeria abaixo:

 

O museu estará na FENADOCE até o dia 14 (domingo), depois disso seu rumo é Salvador. Curta a página do Museu do Videogame Itinerante e saiba mais!

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