Desde o lançamento do primeiro Assassin’s Creed em 2007, a mais popular franquia da Ubisoft introduziu excelentes mecânicas, histórias envolventes, intricadas e bases para vários outros games. Entretanto, é inegável que os lançamentos anuais vinham desgastando a franquia dos Assassinos. Tendo isso em mente, os desenvolvedores optaram por tirar “um ano sabático” para acertar os erros e reformular o que não vinha funcionando e assim surgiu Assassin’s Creed Origins.

Como o próprio nome do game sugere, a trama se propõe a contar o início da Ordem dos Assassinos, o que é curioso se levarmos em conta o primeiro capítulo da narrativa, que mostrava a história da Altair no ano de 1191 e sugeria que a Ordem surgiu na época das Cruzadas, tendo a figura histórica de Al Mualim como seu fundador.

Agora, o início dos Assassinos se ambienta no Egito antigo de Cleópatra e acompanha Bayek, um medjai (uma espécie de protetor do povo) em sua busca de vingança, que acaba por desencadear uma trama muito maior. A história do game é sem dúvida um dos maiores atrativos, levando em conta sua imprevisibilidade, já que não sabemos como a vida de Bayek contribuirá para o surgimento da Ordem dos Assassinos nos moldes que conhecemos hoje.

Em termos de jogabilidade, o “ano sabático” ajudou a melhorar a experiência de Assassin’s, que sempre se propôs a diversificar as várias missões principais e secundárias nesse grande mundo aberto. Mas mesmo assim, ainda não se vê nada muito diferente do que já era consolidado na série, algo que deve agradar aos fãs antigos, mas que peca na falta de algo genuinamente novo.

A única grande mudança fica por conta do sistema de combate, que não se baseia mais no contra-ataque e adotou um sistema mais simples que apresenta ataques fortes, fracos, esquiva e uma mira que não funcionam muito bem e que pode ser um pouco confuso no começo para os jogadores das antigas.

Realmente, o que mais impressiona em Assassin’s Creed Origins são seus belos gráficos. É inegável que a série dos Assassinos sempre apresentou lugares espetaculares, mas a novo capítulo enche os olhos com as douradas areias do deserto, os templos imponentes, as pirâmides de Gizé e a excelente modelagem dos personagens. Andar pelas areias do deserto esperando a próxima aventura acontecer é um acontecimento único, que impressiona, imerge como nunca e faz toda a experiência valer a pena.

Mas nem só de acertos vive Assassin’s Creed Origins. A mais popular série da Ubi sempre foi marcada por seus bugs e a mais nova adição à série não escapa dessa mazela. Em vários momentos da jogatina, o personagem acaba por ficar congelado, travamentos para carregar o cenário também ocorrem com frequência e loadings demorados também são recorrentes.

Durante um momento do teste após a morte do personagem, meu console simplesmente travou e nada o fazia voltar. Fui obrigado a desligar o vídeo game pela tomada, o que fez com que os dados corrompessem, ou seja, sempre mantenha um backup de seu save e fique preparado para alguns bugs desagradáveis.

Assassin’s Creed Origins é uma boa adição para já consagrada franquia da Ubisoft. As novidades do game ainda são tímidas e alguns bugs ainda perseguem os Assassinos, entretanto, os excelentes gráficos, a instigante história, e a boa imersão no mundo do game superam de longe quaisquer eventuais problemas.

Assassin’s Creed Origins está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

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