Os jogos indie tem recebido grande atenção do público e do mundo dos games, especialmente com sucessos como Limbo e Journey à disposição. Estes jogos trazem carisma e uma sensação muito diferente de estar jogando algo “sério” como um AAA. Porém, sabemos que o Brasil é um grande consumidor de jogos, mas nem tanto produtor. Desta forma, é realmente difícil ver que algum jogo posso se destacar aqui e conseguir alcançar o mundo lá fora. Exceto se for tão bom quanto o indie brasileiro desenvolvido pela Reload Game Studio, Get Over Here.

Em nossa cobertura oficial da Brasil Game Show, tivemos a oportunidade de testar em primeira mão Get Over Here em sua versão de PS4 e Xbox One, sendo que o jogo já foi lançado para PC. E após uma palestra motivadora sobre como ser um desenvolvedor indie no Brasil durante a conferência anual da Sony no estande PlayStation, ainda tivemos também a incrível oportunidade de conhecer o estande da Reload no pavilhão indie e bater um papo (além de levar uma surra épica jogando Get Over Here) com André Gerard, game designer responsável pelo cativante indie.

Ao encontrar com Gerard, muito disposto a falar sobre Get Over Here, perguntamos primeiramente sobre o inicio do desenvolvimento. E, claro, o motivo do nome.

“Get Over Here nasceu da zueira” respondeu André. “Na Reload, desenvolvemos muita coisa em ramo da publicidade, trabalhamos com aplicativos, etc. Nós queriamos fazer algo nosso e que nos remetesse à época da juventude, em que ficávamos na casa da mãe, zuando e jogando com os amigos. Então fomos em frente e fizemos Get Over Here, qual trata exatamente sobre isso. É um multiplayer PvP com até 4 jogadores. Queríamos algo clássico e então o nome surgiu daí [sobre Mortal Kombat] e o foco do jogo em puxar e aniquilar”

Como já diz o slogan do próprio jogo, Get Over Here é sobre mirar, puxar e finalizar. Falando sobre um personagem que faz isso, é inevitável lembrar de Mortal Kombat e o próprio Scorpion. No entanto, Get Over Here também traz outras familiaridades, especialmente com o estilo “zueiro” de outro indie bem famoso, Castle Crashers, do estúdio Behemont.

“Sempre temos a Behemonth em mente quando fazemos algo. É como uma inspiração. E nos inspiramos em Castle Crashers porque o jogo é exatamente sobre isso. Jogar com os amigos e zuar bastante”

Já essa altura, em uma conversa sobre como Get Over Here foi criado, fomos convidados a jogar no próprio estande da Reload Game Studio em um Xbox One. Não vamos divulgar o resultado da partida, pois não foi bonita. Quando perguntado sobre como via o cenário indie no Brasil, André continuou:

“Tivemos o maior apoio possivel da Sony e Microsoft na transição para os consoles atuais. Tudo que precisamos, eles estão lá e nos ajudam com o hardware de ambos os consoles. É uma parceria realmente ótima. Mas o mercado ainda é complicado. Tivemos outros jogos que não foram tão bem sucedidos, mas temos esperanças para Get Over Here. É o nosso forte.”

Infelizmente, Get Over Here não irá chegar para nenhuma plataforma da Nintendo e não conseguimos arrancar uma data de lançamento para o PlayStation 4 e Xbox One de André, mas existe a confirmação de que o jogo chegará para ambos os consoles realmente em breve.

A Brasil Game Show acontece entre os dias 8 e 12 de outubro em São Paulo, na Expo Center Norte.

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