Eles Vão Te Matar é uma eletrizante e sanguinária comédia de ação de horror na qual uma jovem precisa sobreviver à noite no Virgil, o misterioso e mortal esconderijo de um doentio culto demoníaco, antes de se tornar a próxima oferenda em uma batalha única, um verdadeiro e autêntico evento cinematográfico com mortes épicas e humor sarcástico. O filme é estrelado por Zazie Beetz, Myha’La, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette. Dirigido por Kirill Sokolov e coescrito por Sokolov & Alex Litvak, o filme foi produzido por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Dan Kagan.
A estrela do filme, Zazie Beetz, falou um pouco mais sobre como foi realizar esse filme repleto de sangue. Confira:
Como o projeto chegou até você e quais são as suas primeiras impressões?
Kirill me enviou seu roteiro e o link de seu primeiro longa-metragem. Li o roteiro e assisti ao filme. No roteiro, gostei do elemento pisca-pisca e a diversão evidente de Kirill com o gênero e a história. Eu folheava as páginas, o que é incomum, me diverti e tive momentos de perder o fôlego. Podia ser divertido, ao mesmo tempo em que a personagem corre grandes riscos, não apenas de sobrevivência, mas também com questões emocionais reais e de seu próprio passado complicado — uma combinação maravilhosa de diversão e leveza, com drama para compensar. Há tantos momentos cômicos ótimos que trazem luminosidade e leveza a esse gore, à intensidade emocional e da ação, um filme muito bem equilibrado. Tem todos esses elementos, empolgação, comédia, acho que tem emoção genuína. Acho muito divertido de se ver, visualmente é muito atraente.
O que você achou da visão do diretor Kirill Sokolov de Eles Vão Te Matar?
Eu consegui compreender tão claramente sua visão estética e seu tom, que é muito único. Me pareceu algo novo, como mais uma reviravolta nesse gênero, tão popular atualmente. Eu conseguia visualizar o roteiro tão claramente, e muito do que imaginei após assistir ao outro filme dele foi como os cenários e as cores se encaixaram, então fiquei bastante impressionada com o quanto ele conseguiu combinar seu estilo com o roteiro, que não nasceria da mente de ninguém mais. Acho que Kirill é tão idiossincrático como pessoa, e a personalidade dele está espalhada por todo o filme. Ele tem uma energia muito brilhante e elétrica, e acho que você vê isso neste filme. Esteticamente, tem aquele clima divertido do leste europeu dos anos 1990. Digo isso como alguém que — metade da minha família é da Alemanha Oriental — passou muito tempo nos anos 1990 na Alemanha.

Como foi o trabalho prático no set vs. CGI?
Eu estava interessada em saber se faríamos na prática as cenas de ação no set ou se seria mais CGI, e fiquei muito empolgada quando Kirill disse que iríamos para a prática. Às vezes era complicado no set, mas no fim das contas é muito mais divertido e envolvente de interpretar, fazer e reagir a partir disso, acho que cria uma experiência visual muito melhor e mais interessante. Ele me guiou — ele é famoso por ter esses storyboards tão elaborados, cada minuto ou segundo do filme planejado, que me mostrou em um Zoom de uma hora, e me deixou animada. Eu gostei da energia, da paixão dele, e decidi fazer Eles Vão Te Matar.
E como era a vibe do Virgil?
Em termos de cor, o Virgil tem essas cores intensas, saturadas, de tons de joias, profundas, adoro a história das cores do filme, é isso que costuma me atrair naturalmente para um projeto. Mas também tem um elemento pop, vintage e moderno que acho único do Kirill, e também me faz lembrar filmes dos anos 1990 como O Quinto Elemento, com uma sensibilidade antiga, mas nova, sombria, excêntrica, dramática, com tantas coisas loucas acontecendo. Acho que Eles Vão Te Matar tem muito desse elemento.
O que faz uma boa experiência de filme de terror?
Um bom filme de terror, para mim é o que trabalha com apostas realistas. Vida e morte são obviamente importantes, mas também é se envolver com as personagens para além do ‘espero que ela sobreviva, dos sustos. Não acho que esse filme seja tão cheio de sustos, mas sim uma diversão de thriller e meio gore, mas também há uma conexão com os personagens, que fazem uma escolha e seguem com ela. Quer dizer, tem sangue correndo, olhos esbugalhados, mas é engraçado, brincalhão e assustador. Para mim, esses são elementos que fazem um bom filme de terror e que tornam Eles Vão Te Matar interessante.

Fale um pouco mais sobre luta da sua personagem para sobreviver à noite.
Virgil é um culto satânico com sacrifícios humanos, e a Asia é a próxima. Em geral, eles procuram pessoas sozinhas, sem contatos para saber onde e como estão, e de quem não esperam grandes reações. Mas ela reage, briga, e os deixa chocados, porque eles não são lutadores. Asia não é militar treinada nem nada, ela é meio desajeitada e insana às vezes, e eu gostei disso. Ela não é essa máquina, mas ela está fazendo o melhor que pode. Ela está tentando entender as ferramentas, o contexto e a situação que tem diante dela.
E como foi o treinamento para o filme?
Na verdade, eu já estava filmando outra produção na Cidade do Cabo. Comecei a treinar lá, depois fui para casa por um mês e consegui um treinador incrível, Michael Olajide. Ele é especialista em boxe, foi boxeador, uma alma e um homem lindos, foi ótimo. Em casa, treinei cinco dias por semana por cerca de duas horas para deixar o movimento do boxe o mais enraizado possível no meu corpo. Depois fui para o set e fiz treinamento de dublês todos os dias por três semanas antes das filmagens, com foco um pouco maior no condicionamento físico, e depois em aprender as lutas, mais baseadas em coreografia, então é menos exigente fisicamente do que treinar, levantar peso e fazer esse tipo de coisa. Estávamos fazendo isso, eu poderia estar bem cansada, mas eles insistiram muito em não me esgotar, o que eu apreciei de verdade, fez uma diferença enorme. Só não posso enfatizar isso o suficiente, acho que isso me deu a resistência para fazer toda a ação neste filme.
Eles Vão Te Matar já está em cartaz nos cinemas brasileiros, com distribuição da Warner Bros. Pictures.