Na última quarta-feira, 02 de Setembro, o Poltrona Nerd teve a honra de estar presente na coletiva de imprensa de Maze Runner: Prova de Fogo, evento promovido pela agência Febre, onde tomo então um espaço para agradecer à toda equipe e em especial a Claudia Belém e a Juliana Branco.

Como iniciante na área de eventos para imprensa, posso confessar que o nervosismo foi grande, porém agora que já passei pela incrível experiência, posso dizer que talvez o mesmo seja apenas um lembrete de que coisas grandes estão por vir – e, com toda certeza que tenho neste mundo, digo aqui que ficar a frente de atores como Giancarlo Esposito e Kaya Scodelario, foi uma experiência incrível.

E não declaro isso como fã, mas sim como “uma profissional da imprensa em formação” que teve a oportunidade de ouvir respostas geniais, feitas por pessoas que colocam o coração no que fazem, como o próprio Esposito disse ao ser indagado sobre o que é ser ator. Mais abertamente, o ator contou que atuar é viver várias vidas e ter a chance de passar diferentes mensagens, assim como crescer como pessoa ao ter que se deparar com o desafio de interpretar e tomar para si diversos modos de ver e personalidades. “Atuar é tudo”, disse também, emendando que mesmo que as pessoas reconhecem seus papéis de glória, mas também desconhecem vários outros, é uma dádiva ter o presente do “grande saber de atuar”, ao passo que ele devolve alegria e entretenimento ao público.

Já para Kaya atuar era a única coisa em sua adolescência, onde imaginava/queria ser outra pessoa, que a deixava confortável, mesmo que para isso seja preciso destruir seu próprio eu e convicções para estar em um papel.

A DIFERENÇA DE GRAVAR UM GRANDE FILME E UM SERIADO DE TV E PAPÉIS QUE NÃO QUERIA TER FEITO

Os anos de experiência se pronunciam primeiro e Giancarlo coloca o tempo de gravação e preparo de personagem como a maior diferença entre as plataformas. Além disso, seriados de televisão contam com inúmeros produtores e diretores a cada episódio, o que pode exigir diferentes coisas do mesmo personagem, dependendo do que espera quem está no comando em determinada filmagem. A eterna Effy da série Skins, Kaya, que teve seu primeiro grande papel em uma série, concorda, mas acrescenta que com a dinâmica mais rápida dos seriados se aprende coisas essenciais e com as diversas temporadas que se sucedem o elenco e produção acabam se tornando uma segunda família.

O condutor da coletiva fez uma pergunta que todos nós já devemos ter pensado: existe algum papel que os atores não queiram fazer, algo que os assusta ou exige demais? No caso de Esposito, sim. Ele comentou rapidamente de uma peça teatral, dizendo que, algumas vezes, queria desaparecer, que levava até meia hora para entrar e sair do personagem por causa do quão fundo foi ao papel dramático, chegando até a se perder. Contudo ele reforça que aconselha jovens atores a separarem o melhor e pior de cada papel.

A SORTE E MALDIÇÃO DE ESTAR EM UMA ADAPTAÇÃO

Geralmente fãs de sagas literárias tem grandes expectativas quanto ao casting e Kaya confessou que no começo tinha medo de ser escolhida e ter que ouvir comentários como “ela não tem o nariz de Tereza ou o cabelo”, porém ela vê o papel como uma grande sorte, tanto pelos fãs de Maze Runner que lhe acolheram, como pela maior referência que possuí para o papel – ressaltando que, mesmo que os atores tenham acesso aos livros, a primeira leitura, o que seguir, é definido pelo script que recebem.

“É uma maldição e uma sorte”, abrangeu Esposito. O ator explica que ao ser dado o privilégio de estar em tamanha adaptação, há também o desafio de ter que seguir as ideias e princípios de dois autores – o do livro e o roteirista. O script é a bíblia de todo ator dentro do set, mas os livros dão a chance de pesquisar e tomar para si um background maior do personagem.

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A REPERCUSSÃO ENTRE OS FÃS, KAYA E O BRASIL

A mãe da atriz britânica é brasileira, o que rendeu a Kaya várias férias no interior de São Paulo, mais precisamente Itu. A pergunta em especial sobre como era ter se tornado uma atriz nos holofotes e voltar a terra natal para divulgar o filme, foi respondida em português: “Foi o dia mais emocionante da minha vida. Eu tinha minha família lá; meu tio, minha tia, minhas primas, minha família de Itu veio também. ‘O pessoal brasileiro são os melhores do mundo’. (…) Estou adorando. ‘Tô comendo pão de queijo, brigadeiro.” É bom ressaltar que Kaya destacou os brasileiros como as melhores pessoas do mundo várias vezes! Ela adorou os fãs que lhe entregaram uma bandeira do Brasil e achou um ato bem patriota da nossa parte.

“Sempre me perguntam por que não tenho guarda-costas”, relatou Giancarlo, dizendo que a resposta é bem óbvia: ele ama seus fãs e ficou emocionado ao ver na première de Prova de Fogo, que ocorreu no dia primeiro em São Paulo, pessoas segurando fotos de seus diversos trabalhos. Apesar da quantidade de pessoas assustar um pouco, ele considera incrível o comprometimento dos fãs, que todos poderiam amar algo e se comprometer dessa forma. “Really bravo, Brasil!”.

AS CENAS DE AÇÃO DE PROVA DE FOGO E VINGANÇA DE BREAKING BAD?

Para a cena em que tiveram que gravar de ponta cabeça, Scodelario tem apenas uma palavra em alto e bom som: HORRÍVEL! Ela conta que os produtores não queriam que a cena fosse feita, mas o diretor insistiu tanto que não teve jeito. O set sempre foi cheio de risos e brincadeiras, mas na gravação dessa cena todos sentiram um momento de tensão, apesar de terem feito vários testes práticos.

Ela também conta que existem treinamentos para toda correria, mas que não é tão levada a sério assim, pois ela acredita que os personagens não são super-heróis, são pessoas normais presas naquele mundo e que por isso cada um tem seu jeito de correr.

Fã de esportes, Giancarlo diz que os treinos são bons e que é claro que há alguns requisitos físicos para toda a ação que se discorre no filme. E falando em cenas de ação e chocantes, foi trazido a tona o fim trágico de Gus e se o personagem dele em Maze Runner “poderia se vingar” e explodir a cabeça de alguém – bem, ele achou a pergunta bem engraçada, mas disse que não, Jorge é alguém que a questão é: bom ou ruim? As oportunidades e acontecimentos abrem diversos caminhos para o enredo. Mas talvez ele pudesse “dar alguns chutes” (vale destacar que o bom humor do ator é algo que conquista o coração de qualquer um!).

Kaya Scodelario

KAYA, TERESA E PROVA DE FOGO

Foi discutido abertamente com os atores a jornada de seus personagens e como eles se diferem do que é conhecido pelos leitores da trilogia. Kaya admitiu que, principalmente Prova de Fogo, é uma adaptação interessante dos livros, trazendo inclusive elementos do terceiro e último livro já para as telas de cinema. Assim a atriz deixou claro que sim, o filme não é assim tão fiel as páginas dos livros, mas o conjunto procura explorar outras vertentes, como é o exemplo do par romântico que Tereza forma com o principal, Thomas (Dylan O’brien) – para ela um romance “de passeios no parque” não faria sentido no mundo em que se passa a história, então a melhor forma é trazer uma forma mais indireta do que existe entre os dois. Ela ressalta, inclusive, que ela e Dylan chegam a esse senso em conjunto. Então, não espere beijos e encontros: eles precisam correr.

As mudanças de Tereza entraram em jogo e a atriz contou um pouco como se sentiu ao deixar de ser a única garota do “clube do bolinha”, com a chegada de Rosa Salazar no papel de Brenda. Primeiro, ela se sentiu nervosa por ter mais uma integrante no grupo, mas então Rosa era incrível e trouxe uma energia renovada para o grupo e foi ótimo.

Sobre Prova de Fogo em relação ao primeiro filme da franquia, ela expôs as maiores diferenças: enquanto no primeiro temos um cenário contínuo, a sequência trás um mundo “aberto”, o que a deixou bastante animada. Foram dias inteiros de gravações, em diversos cenários e ela coloca isso como a descoberta de que somos apenas “pequenas partes de um grande mundo”.

Tratou-se de abordar a reviravolta que Tereza trás para o roteiro, as mudanças que podemos não estar esperando partidas dela. Kaya considera que “Mulheres podem ser de tudo um pouco”, que vem a ser a questão de Tereza que mesmo seguindo o grupo de Thomas, vem a demonstrar linhas de pensamentos diferentes. Mas Kaya acredita que a importância é que Tereza é uma grande garota e para ela é fenomenal interpreta-las e trazer suas histórias a tona, ainda mais na longa jornada que foi dada a ela como a figura feminina da história.

Giancarlo Esposito

GIANCARLO, JORGE E PROVA DE FOGO

O ator de 57 anos foi introduzido à história por sua filha de catorze anos. Giancarlo ficou animado de entrar para a franquia, que é “jovem e incrível”, e disse adorar ver os jovens querendo seus autógrafos em livros da série. Ele se inspirou (e muito!) na imagem que Wes Bell construiu para o personagem Jorge e acha que o diretor tirou o melhor dos três livros e conseguiu ter isso, do jeito que queria, no roteiro da adaptação, tendo um bom background para o papel.

Em especial, ele acha que Jorge tem várias questões dentro de si a partir do momento que enxerga o desejo de liberdade das crianças. E acha que toda relação estabelecida dentro do filme depende muito do casting e matching entre os atores – o que ele disse ser ótimo com Rosa, escalada para interpretar Brenda, chegando a comparar as questões com as que enfrenta com suas quatro filhas. Apesar de todo amor, Esposito diz que é sim difícil se comunicar com elas, às vezes.

Todo o elenco é na sua maioria formado de jovens atores e o experiente ator “ama isso!”, porque está sempre aprendendo mais e se sentiu muito acolhido pelo grupo por eles quererem saber tudo sobre suas experiências e Breaking Bad. É uma honra para Giancarlo estar com esse elenco e ter novos desafios pela frente.

O QUE ESPERAR DA PRÓXIMA SEQUÊNCIA DE MAZE RUNNER

Kaya quer ver o próximo caminho que Wes Ball irá explorar entre suas escolhas de adaptação e Giancarlo levantou a possibilidade de Jorge se deparar com a decepção de não encontrar o “paraíso” que aguarda com seus planos e a diferença de cenários do que imagina estar do outro lado.

Maze Runner: Prova de Fogo é dirigido novamente por Wes Ball, baseado na obra de James Dashner e chega aos cinemas brasileiros em 17 de Setembro.

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