O universo do cinema está prestes a ganhar uma interpretação histórica de peso. Tom Hanks foi confirmado para dar vida ao presidente Abraham Lincoln em uma nova produção intitulada Lincoln in the Bardo. O projeto é uma adaptação direta do aclamado romance escrito por George Saunders, que promete trazer uma perspectiva única sobre uma das figuras mais emblemáticas dos Estados Unidos.
Além de protagonizar a obra, o vencedor do Oscar também assume um papel fundamental nos bastidores. Ele será um dos produtores do longa-metragem por meio de sua produtora, a Playtone, trabalhando em conjunto com o produtor Gary Goetzman. A informação é da People.
A trajetória de Tom Hanks como figuras históricas
Embora tenha uma carreira repleta de personagens memoráveis, esta será a primeira vez que o ator interpretará oficialmente um presidente norte-americano. No entanto, sua experiência com personalidades reais é vasta e amplamente elogiada pela crítica.
Anteriormente, o público pôde conferir o talento do ator em papéis como o astronauta Jim Lovell no clássico Apollo 13, o habilidoso piloto Chesley Sullenberger em Sully, e o determinado editor Ben Bradlee em The Post – A Guerra Secreta. Ele também emocionou plateias como Fred Rogers em Um Lindo Dia na Vizinhança e trouxe à vida o icônico Walt Disney em Walt nos Bastidores de Mary Poppins.

Um detalhe curioso que aproxima o ator de seu novo desafio é a conexão genética: o artista é um parente distante de Lincoln por parte de sua mãe, o que adiciona uma camada pessoal à sua entrega no papel.
O enredo emocionante de Lincoln in the Bardo
A base para o roteiro é o livro de Saunders, que conquistou o prestigiado Man Booker Prize em 2017. Diferente de outras cinebiografias ou documentários que focam exaustivamente no período da Guerra Civil ou nas circunstâncias do assassinato do líder político, esta trama escolhe um caminho mais íntimo e sensível.
O foco central da narrativa está no profundo luto vivido pelo presidente após a trágica perda de seu filho, Willie, de apenas 11 anos. O falecimento ocorreu no ano de 1862, em meio às turbulências do governo. A direção e o roteiro ficam a cargo de Duke Johnson, conhecido por sua indicação ao Oscar pela animação Anomalisa, que divide a escrita do roteiro com o próprio autor do livro, George Saunders.
Um dos pontos que mais desperta a curiosidade sobre a produção é a sua estética visual. O filme não será um live-action convencional, pois a equipe planeja combinar atuações reais com técnicas de animação em stop-motion. Essa escolha artística visa traduzir a atmosfera única do material original para as telas. As filmagens da obra estão programadas para acontecer em Londres.