Robert Duvall, ator de O Poderoso Chefão, morre aos 95 anos
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Robert Duvall, ator de O Poderoso Chefão, morre aos 95 anos
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Robert Duvall, ator de O Poderoso Chefão, morre aos 95 anos

Robert Duvall, vencedor do Oscar por A Força do Carinho e indicado à premiação por atuações memoráveis em produções como O Poderoso Chefão, Apocalypse Now e O Grande Santini, faleceu aos 95 anos. A morte foi anunciada no Facebook por sua esposa, Luciana Duvall, que informou que o ator morreu em casa, de forma tranquila, cercado pela família.

Em comunicado emocionado, Luciana descreveu o artista como “um dos maiores atores de nossa época”, destacando que, além do reconhecimento mundial, ele era, acima de tudo, um companheiro dedicado e apaixonado pela arte e pela vida cotidiana. Segundo ela, o intérprete se entregava completamente a cada personagem, buscando sempre representar com autenticidade a essência humana — característica que definiu sua carreira e o tornou referência para gerações de atores.

Um ator que ajudou a moldar o cinema moderno

Com um estilo marcado pelo naturalismo e pela intensidade contida, Robert Duvall consolidou-se como um dos nomes mais respeitados de Hollywood, ao lado de contemporâneos como Robert De Niro, Dustin Hoffman e Gene Hackman. Embora muitas vezes evitasse o estrelato tradicional, sua habilidade de desaparecer dentro dos personagens lhe garantiu sete indicações ao Oscar e o reconhecimento da crítica e de seus colegas de profissão.

Sua estreia no cinema aconteceu em 1962, interpretando Boo Radley no clássico O Sol É Para Todos, papel que imediatamente chamou a atenção pela força silenciosa de sua presença em cena. A consolidação viria ao longo da década de 1970, período em que trabalhou com alguns dos diretores mais importantes da história do cinema, como Francis Ford Coppola, Robert Altman e George Lucas.

O sucesso definitivo com “O Poderoso Chefão” e clássicos inesquecíveis

O grande ponto de virada de sua carreira ocorreu em 1972, quando interpretou Tom Hagen em O Poderoso Chefão. O conselheiro calmo e estratégico da família Corleone tornou-se um dos personagens mais lembrados do filme e garantiu a Duvall sua primeira indicação ao Oscar. Ele reprisaria o papel em O Poderoso Chefão: Parte II (1974), reforçando sua posição como um dos atores mais confiáveis e respeitados da indústria.

Poucos anos depois, o ator voltaria a marcar a cultura pop ao interpretar o icônico tenente-coronel Kilgore em Apocalypse Now (1979), responsável por uma das falas mais famosas da história do cinema. A atuação lhe rendeu outra indicação ao Oscar e consolidou sua reputação como um intérprete capaz de criar personagens profundamente memoráveis mesmo em participações relativamente breves.

O Oscar

A consagração máxima veio em 1984, quando venceu o Oscar de Melhor Ator por A Força do Carinho. A performance, caracterizada pela contenção emocional e pelo realismo, é frequentemente citada como um dos maiores exemplos de atuação minimalista no cinema americano. Ao longo das décadas seguintes, continuou atuando em produções de destaque, como Dias de Trovão, Impacto Profundo e Geronimo: Uma Lenda Americana, alternando entre papéis principais e coadjuvantes sempre com o mesmo nível de excelência.

Além da atuação, Duvall também dirigiu e produziu projetos importantes, como O Apóstolo (1997), filme que lhe rendeu nova indicação ao Oscar e conquistou o prêmio de Melhor Filme no Independent Spirit Awards.

Um legado permanente

Robert Duvall encerra sua trajetória como um verdadeiro “ator de atores”, admirado tanto pelo público quanto por profissionais da indústria. Seu legado atravessa mais de seis décadas de cinema e televisão, incluindo também participações premiadas em séries como Lonesome Dove e Broken Trail, que lhe renderam vitórias no Emmy.

Hollywood se despede de um de seus gigantes, mas sua obra permanece viva, influenciando atores e espectadores ao redor do mundo

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