O Sentido da Vida, novo filme do consagrado cineasta japonês Ryūsuke Hamaguchi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2022 por Drive My Car, ganhou o Prêmio do Público de Melhor Filme de Ficção Internacional na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O longa estreia no primeiro semestre de 2027, com distribuição da Vitrine Filmes e codistribuição da Sato Company.
O filme é uma coprodução entre França, Japão, Alemanha e Bélgica, e teve estreia mundial no último Festival de Cannes, onde as atrizes Virginie Efira e Tao Okamoto foram consagradas com o prêmio de Melhor Interpretação Feminina. Em agosto, o longa foi selecionado como representante do Japão na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2027.
Inspirado livremente no livro de cartas de não-ficção When Life Suddenly Takes a Turn, de Makiko Miyano e Maho Isono, O Sentido da Vida marca a estreia de Hamaguchi em uma produção de língua francesa.
Virginie Efira interpreta Marie-Lou, diretora de uma instituição de cuidados para idosos que enfrenta resistência da equipe e pressões orçamentárias ao tentar humanizar o atendimento aos residentes. A personagem busca aplicar a Humanitude, prática francesa focada na escuta, no afeto, no olhar e na dignidade do paciente, introduzida no Japão há cerca de 12 anos.
O encontro de Marie com a diretora de teatro Mari (Tao Okamoto), que luta contra um câncer terminal, altera profundamente seu caminho. Transitando com naturalidade e intimidade entre o francês e o japonês — idiomas que Tao e Virginie aprenderam para o projeto —, as duas mulheres unem forças em uma luta compartilhada para tornar o impossível possível.
Ryūsuke Hamaguchi é considerado um dos cineastas mais originais e influentes do cinema japonês contemporâneo, conhecido por dramas profundos que exploram a intimidade, os relacionamentos humanos e as complexidades da comunicação. Além do Oscar, ele traz no currículo os prêmios FIPRESCI e de Melhor Roteiro no Festival de Cannes por Drive My Car, o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim por Roda do Destino e cinco prêmios no Festival de Veneza por O Mal Não Existe, incluindo o prêmio FIPRESCI e o Grande Prêmio do Júri.
Em O Sentido da Vida, Hamaguchi transpôs a própria ética do cuidado para os bastidores das filmagens. O longa foi rodado em uma instituição real na França, onde equipe e elenco foram capacitados no método Humanitude, e contou com a colaboração de residentes e funcionários para retratar afeto, escuta e finitude.