Do Grand Théâtre Lumière, na Riviera Francesa, direto para as salas de cinema de todo o país. A produção inédita O Beijo Elétrico, filme de abertura de Cannes 2026, integra a programação do 17º Festival de Cinema Francês do Brasil, entre 29 de outubro e 11 de novembro. O longa tem direção de Pierre Salvadori, cineasta indicado quatro vezes ao César e que estará em São Paulo e no Rio de Janeiro para conversar com o público sobre sua obra. O filme já foi visto por mais de 600 mil espectadores na França. A distribuição no Brasil é da Bonfilm.
Na trama, ambientada em 1928 em Paris, Antoine Balestro (Pio Marmaï) é um jovem pintor em ascensão que não consegue mais trabalhar desde a morte da esposa, para desespero de seu galerista Armand (Gilles Lellouche). Certa noite, embriagado, ele tenta entrar em contato com a amada por intermédio de uma mulher que se apresenta como vidente. Ela, no entanto, é Suzanne (Anaïs Demoustier), uma artista de circo que se revela uma talentosa impostora. Incentivada pelo galerista, Suzanne realiza sessões falsas, mas que fazem Antoine voltar a pintar. Mas as coisas se complicam quando se ela se apaixona pelo homem que está enganando.
Salvadori conta que a história do filme surgiu em 2016 quando filmava com a diretora Rebecca Zlotowski. Ele interpretava Jean Servier, um cineasta que começava a rodar um drama sentimental com elementos de ocultismo. E recorda: “Para me ajudar, Rebecca resumiu em poucas palavras o filme que Servier deveria realizar: ‘Uma falsa vidente faz um jovem pintor acreditar que pode colocá-lo em contato com sua esposa falecida. Ao fazer isso, se apaixona por ele e se torna a porta-voz de sua própria rival.’ Eu adorei a ideia e dez anos depois, escrevi e dirigi o filme”, celebra.
Para o diretor, mesmo com uma narrativa marcada pelo luto, pela depressão e pela desventura, é possível fazer uma comédia romântica. “Ninguém consegue escrever uma comédia com personagens felizes. Não me lembro de uma única boa comédia que não envolvesse sofrimento. As comédias nos encantam; ajudam-nos a seguir em frente, mas seus personagens são, muitas vezes, desorientados, frustrados, desajeitados ou perdidos”.

Nascido na Tunísia em 1964, o diretor, roteirista e ator Pierre Salvadori estreou na direção com Cible émouvante (1993), indicado ao César de Melhor Primeiro Filme. Ao longo da carreira, tornou-se conhecido por combinar comédia, romance e drama, frequentemente explorando personagens desajustados, mentiras, amizade e relações afetivas. Com En Liberté! (2018), foi indicado a três prêmios César e recebeu o Prêmio SACD durante a mostra Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes. Seus trabalhos anteriores, Doce Mentira (2011) e Finalmente Livres (2017) foram exibidos no Festival.
O Festival de Cinema Francês do Brasil tem apoio de Varilux – marca do grupo Essilor Luxottica – como “patrocinador master” e patrocínios do banco BNP PARIBAS, da EDENRED e da AIR FRANCE, além do Ministério da Cultura – por meio da Lei Rouanet – e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros essenciais são as Alianças Francesas, a Embaixada da França no Brasil, além das distribuidoras dos filmes: Autoral, Bonfilm, Califórnia, Fênix, Synapse Distribution, Pandora, Vitrine e os exibidores de cinema independente e as grandes redes de cinema comercial.