Missão Refúgio
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Missão Refúgio é mais um filme de Jason Statham contra o mundo

Em Missão Refúgio, filme dirigido por Ric Roman Waugh (Destruição Final 2), Jason Statham interpreta um homem que vive isolado, até que uma situação perigosa o tira da toca. Seu passado como militar vem à tona, revelando de onde vem as habilidades que ele tem para lutar com um exército de coadjuvantes e extras usando apenas as mãos ou qualquer coisa que encontre pelo caminho e possa servir como arma. E claro, no fim ele salva quem deve ser salvo e ainda desmantela um departamento governamental corrupto, uma gangue criminosa ou os dois. Definitivamente não parece nada inovador, certo?

De vez em quando tenho a impressão que Jason Statham não é realmente um ator, mas sim um assassino mortal que apenas finge ser um ator. Ele não interpreta personagens, simplesmente revive um único tipo de homem em cenários que não diferem tanto assim de um filme para o outro, mas convenhamos, é justamente o que os fãs do ator esperam quando seu nome está no cartaz. É algo em que o público pode confiar. Ele sabe o que está fazendo e entrega exatamente o que é necessário. Porém, em alguns de seus filmes anteriores essa fórmula já conhecida apareceu de maneiras mais empolgantes.

As cenas de ação de Missão Refúgio são bem executadas, ainda que não apareçam com tanta frequência. O roteiro, de Ward Parry, constantemente desvia das reações humanas em favor de falas de durão, o que é inevitável no gênero, mas acabam sendo um pouco estranhas quando existe uma criança traumatizada na jogada. A trama se apoia fortemente em algumas artimanhas de serviço secreto, que nos presenteiam com vários codinomes assustadores e muito mistério, mas pouco conteúdo para nos envolver. Honestamente, não há um único passo escrito nesse roteiro que não seja totalmente previsível.

Desta vez, nosso herói é o ex-agente do governo Michael Mason, que vive sozinho em uma ilha remota na Escócia. Ele é cara que não se preocupa em dar nome ao seu cachorro, que bebe vodca aos goles enquanto joga xadrez sozinho, mas ainda tem um coração de ouro de herói de ação. Seu único único contato humano é uma entregadora de mercadorias, Jesse (Bodhi Rae Breathnach). Quando uma tempestade a deixa isolada e ferida no farol em que ele vive, eles formam um laço relutante. Ele precisa deixar o local por alguns momentos para comprar remédios para a garota e é prego por um sistema de vigilância avançado chamado T.H.E.A., que o MI6 usa para acessar todas as câmeras do Reino Unido (sejam câmeras de segurança, câmeras de celular ou câmeras de painel de carro).

É aí que inimigos do passado dele reaparecem e eles precisam fugir para sobreviver. Depois que Mason e Jesse são forçados a fugir da ilha, a maioria dos obstáculos menos inspirados do roteiro são causados ​​ou resolvidos por conta do T.H.E.A., algo que o filme usa para justificar qualquer sequência de ação que precise apresentar em seguida. Deixando para trás o único local que realmente conferia ao filme um mistério único e isolado, o ex-militar durão e sua nova protegida seguem um caminho previsível. À medida que a dupla aprende a se importar um com o outro, eles são perseguidos por assassinos, que ele repele como se fossem moscas.

Esse software em questão coloca a Primeira-Ministra (Harriet Walter) e o atual chefe do MI6, Manafort (Bill Nighy), em maus lençóis com o Parlamento por invasão governamental da privacidade da população. E não demora muito para que duas de suas subordinadas mais íntegras (interpretadas por Naomi Ackie e Celine Buckens) percebam que Mason não é um terrorista, mas sim um ex-agente do MI6 incriminado por antigos colegas por se recusar a cumprir ordens particularmente cruéis.

Apesar de todos os clichês, a execução do filme é feita com profissionalismo suficiente para torná-lo uma distração aceitável, ainda que pouco memorável. Statham, como sempre, não tem dificuldade em nos convencer de que seria capaz de deter uma fila interminável de agressores letais. O problema é que, entre as brigas, ficamos tentando acreditar ou nos importar com o vínculo crescente entre o solitário e brusco Mason e a adolescente carente Jessie, que não se beneficia de diálogos banais ou de uma psicologia de personagens rasa.

Em última análise, o que distingue o filme dos muitos outros filmes de ação com Jason Statham que o precederam é a relação cada vez mais próxima de Mason com a jovem, interpretada de forma excelente por Breathnach, que o ajuda a se reconectar com seu lado humano. Basicamente, se você gosta dos filmes do ator, esse é mais um que precisa ir ver.

Missão Refúgio estreia em 12 de março, com distribuição da Diamond Films.

2.5

Regular

Missão Refúgio segue a fórmula típica dos filmes de ação de Jason Statham: um ex-agente isolado que precisa usar suas habilidades letais para sobreviver e proteger alguém. Apesar das cenas de ação competentes, o roteiro previsível e cheio de clichês limita o envolvimento emocional da história. No fim, é um entretenimento funcional para fãs do ator, mas pouco memorável ou inovador.

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