A chegada de Milly Alcock ao papel de Kara Zor-El representa uma mudança de mentalidade dentro da própria DC. Em entrevista à revista Vanity Fair, a estrela deixou claro que não buscou orientação de outras intérpretes da personagem — como Melissa Benoist, protagonista da série Supergirl (2015–2021), ou Sasha Calle, que viveu a heroína em The Flash (2023).
A justificativa é direta, quase fria, mas profundamente honesta: “Elas são apenas pessoas vivendo suas vidas. Não é como se tivéssemos um laço de sangue.” A declaração pode soar distante à primeira vista, mas revela um posicionamento importante — o de que cada atriz tem sua própria jornada e responsabilidade criativa. E, nesse sentido, Alcock parece determinada a não se tornar refém de versões anteriores.
Essa abordagem também dialoga com o atual momento da DC Studios, que tenta se reinventar após anos de inconsistência narrativa. Ao evitar referências diretas, a atriz reforça a ideia de um recomeço — algo que o público, cansado de universos fragmentados, tende a receber com entusiasmo.
Antes de vestir o manto da Supergirl, Alcock já havia enfrentado a intensidade do fandom global ao interpretar Rhaenyra Targaryen em A Casa do Dragão. E essa experiência, segundo ela, foi fundamental para prepará-la para o que vem pela frente.
“Simplesmente existir como mulher nesse meio é algo que as pessoas comentam”, destacou a atriz, apontando para um problema estrutural da indústria. A fala escancara uma realidade desconfortável: a forma como atrizes são constantemente analisadas, julgadas e, muitas vezes, tratadas como propriedade coletiva.
Na trama do novo Supergirl, uma jovem alienígena, Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley), rastreia a prima festeira e atormentada do Superman para levar à justiça o brutamontes que matou sua família, Krem das Colinas Amarelas (Matthias Schoenaerts). Kara tem uma motivação pessoal para cumprir essa missão: durante um encontro anterior com Krem, o adversário envenena seu amado supercão, Krypto, que morrerá em três dias sem o antídoto que ele guarda entre seus pertences pessoais. O adorável, mas indomável, Krypto é o último vestígio da vida de Kara em Krypton antes da destruição de seu mundo natal, um evento que continua a assombrar a super-heroína dos quadrinhos.
A protagonista Kara Zor-El/Supergirl será interpretada por Milly Alcock, conhecida pelo papel jovem da princesa Rhaenyra em A Casa do Dragão. O elenco ainda conta com Matthias Schoenaerts, Jason Momoa, Eve Ridley, David Krumholtz, Emily Beecham, entre outros nomes.
Supergirl estreia nos cinemas no dia 25 de junho de 2026. A direção fica a cargo de Craig Gillespie, cineasta responsável por sucessos como Eu, Tonya e Cruella.