Mark Hamill está preocupado com o fato de Solo: Uma História Star Wars estar sendo lançado próximo demais de Os Últimos Jedi. Por um longo tempo, pareceu que quando George Lucas terminou seu trabalho com os episódios I, II e III não seriam feitos outros filmes da franquia. Tudo mudou quando foi anunciado em 2012 que Lucas havia vendido sua franquia para a Disney por $4 bilhões e que uma nova leva de filmes Star Wars seria feita.

Por ser Star Wars, nunca houve nenhuma duvida de que os filmes seriam grandes sucessos financeiramente e apesar de Os Últimos Jedi ter tido reações mistas entre os fãs, no geral, ele foi bem recebido, inclusive pela crítica. Além de fazer sequencias para os filmes originais, a Disney anunciou aventuras separadas que os permitiria explorar mais outras histórias. Rogue One contou como a Aliança Rebelde roubou os planos da Estrela da Morte e Solo: Uma História Star Wars será sobre nosso contrabandista favorito.

Solo: Uma História Star Wars chegará aos cinemas em maio, apenas 5 meses após o lançamento de Star Wars: Os Últimos Jedi. Em uma entrevista ao CinemaBlend, Mark Hamill falou sobre suas preocupações em relação a agenda de lançamento da franquia feita pela Disney.

“Eu vou dizer que eles deveriam diminuir a marcha porque você não quer que isso fique saturado demais. Eu falei para a Disney ‘Sério? Cinco meses após nós termos sido lançado já vem o Solo? Vocês não podem esperar pelo menos até o Natal?’ Mas eles já têm outros planos – eles estão fazendo os filmes da Marvel e seus próprios filmes, então está fora do meu alcance”

Entretanto, o ator é um fã da ideia de fazer filmes solo como Solo, pois eles são capazes de romper com a fórmula dos anteriores e podem brincar mais com essas histórias.

“Bem, não deveria haver um limite para a narrativa, já que é uma tela tão infinita. Os filmes solos podem ter suas próprias identidades. Rogue One pôde ser um filme mais arrojado e com ares de filme de guerra… Eu estou supondo, eu não sei, mas eu suponho que Solo seja mais para o lado da comédia porque ele é um patife, um canalha, um jogador, um mulherengo e todas essas coisas. Então eu acho que a vantagem do filme solo é que eles não precisam seguir uma fórmula da trilogia, então podem estabelecer suas próprias premissas, obtê-las, realizá-las e sair deixando o público querendo mais. Então, há infinitas possibilidades”

Apesar de Hamill ter razão sobre a Disney acabar saturando os fãs, parece ser quase impossível que a data de lançamento próxima ao último filme do universo prejudique a bilheteria de Solo de forma significante. Enquanto as reações ao trailer da aventura foram bastante positivas, é difícil ignorar que o filme foi ofuscado pela produção problemática: os diretores originais, Phil Lord e Chris Miller, foram demitidos quando as filmagens já estavam quase finalizadas e Ron Howard teve que vir correndo e refazer a maior parte das cenas. É claro que isso fez com que o orçamento do filme aumentasse significativamente e ele precisará se sair muito bem com o público para que não haja prejuízo. Dito isso, apesar dos problemas de produção, os fãs parecem estar animados com Solo: Uma História Star Wars, só podemos torcer para que as cicatrizes deixadas pelas batalhas travadas nos bastidores não fiquem visíveis na versão final.

Solo: Uma História Star Wars chega aos cinemas brasileiros no dia 24 de maio de 2018

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