Lilly Wachowski critica J.K. Rowling e fãs de Harry Potter
Divulgação/Santiago Felipe/Getty Images
Lilly Wachowski critica J.K. Rowling e fãs de Harry Potter
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Lilly Wachowski critica J.K. Rowling e fãs de Harry Potter

Lilly Wachowski, co-diretora de Matrix e Speed Racer, voltou a criticar publicamente J.K. Rowling e também os fãs que continuam consumindo produtos relacionados a Harry Potter.

Em entrevista à Variety, a cineasta, que é uma mulher trans, afirmou que parte do dinheiro movimentado pela franquia acaba financiando as posições políticas de Rowling sobre os direitos de pessoas trans.

“Ela está financiando o genocídio de pessoas trans. J.K. Rowling financia o genocídio de pessoas trans, ponto final. Portanto, se você apoia “Harry Potter”, está apoiando o genocídio de pessoas trans. O dinheiro gasto para você aproveitar esses produtos — uma parte dele — vai para J.K. Rowling, e esse dinheiro é usado por ela para financiar legislações antitrans ao redor do mundo. Da mesma forma que, se você é contra Elon Musk, você boicota ou não compra um Tesla; e se é contra o aquecimento global ou as mudanças climáticas, tenta não consumir tanta gasolina e busca reduzir o uso desses produtos. É uma conta simples. Assim, o fato de você apreciar essas obras e continuar apoiando-as significa apoiar a minha erradicação”, disse Lilly.

As polêmicas de J.K. Rowling

A relação de Rowling com a comunidade trans se tornou uma das maiores controvérsias envolvendo uma autora de grande alcance nos últimos anos.

A escritora passou a se identificar publicamente com posições chamadas de “gender critical”, defendendo que sexo biológico e gênero não devem ser tratados como conceitos equivalentes em determinadas discussões sobre direitos das mulheres.

A controvérsia ganhou força em 2020, quando Rowling criticou uma expressão sobre “pessoas que menstruam” e afirmou que o conceito de sexo biológico continuava sendo relevante. Desde então, ela fez diversas declarações criticando políticas de inclusão de pessoas trans e defendendo espaços exclusivos para mulheres.

Em 2024, Rowling também provocou uma nova onda de críticas ao publicar mensagens nas redes sociais nas quais se referiu a mulheres trans como homens. Uma dessas situações levou a uma denúncia apresentada à polícia britânica pela ativista trans India Willoughby. Rowling negou ter cometido crime.

A discussão ganhou ainda mais força em 2025, após a Suprema Corte do Reino Unido decidir que a definição legal de “mulher” se refere ao sexo biológico. Rowling comemorou a decisão, enquanto organizações LGBTQIA+ criticaram os possíveis impactos sobre pessoas trans.

As declarações de Rowling fizeram com que parte do público passasse a defender boicotes à franquia Harry Potter. Por outro lado, ela também ganhou apoio de grupos que compartilham de suas posições sobre sexo biológico e direitos das mulheres.

Enquanto isso, Lilly Wachowski também está trabalhando em novos projetos. A diretora se juntou à programadora de cinema Sarah Marie Flores e ao produtor Lawrence Mattis para fundar a Anarchists United Foundation e o Anarchists United Studio, iniciativas voltadas à defesa e produção de histórias protagonizadas por comunidades marginalizadas.

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