Josephine: Fragmentos de um Crime, da diretora americana com nacionalidade brasileira Beth de Araújo, ganha trailer oficial divulgado pela distribuidora Retrato Filmes e tem estreia marcada para 19 de novembro nos cinemas do Brasil. Estrelado por Channing Tatum (Magic Mike), Gemma Chan (Capitã Marvel) e a estreante atriz mirim Mason Reeves, a prévia destaca o impacto da relação entre a pequena Josephine e sua família após ela testemunhar acidentalmente um crime sexual.
A produção leva o nome da protagonista, uma menina de apenas oito anos que passa por um episódio traumático ao presenciar um crime violento. Além das profundas sequelas psicológicas, a pequena Josephine (Mason Reeves) ainda carrega o peso de ser a única testemunha capaz de contribuir para o avanço do caso na justiça.
O filme foi indicado a três categorias do Gotham Awards, uma das principais premiações da temporada: Melhor Filme, Melhor Atuação Coadjuvante (Channing Tatum) e Atuação Revelação (Mason Reeves). Coordenada pela distribuidora estadunidense Sumerian Pictures, o longa tem investido em uma campanha voltada para conquistar indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, atuação e Roteiro Original.
Com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, de acordo com 97 críticas registradas na plataforma, Josephine: Fragmentos de um Crime foi o grande vencedor do Festival de Sundance, onde conquistou os prêmios de Melhor Filme pelo júri oficial e pelo público, feito raro no evento. O último longa a receber os dois prêmios na mesma edição foi No Ritmo do Coração, em 2021, que posteriormente venceu o Oscar de Melhor Filme.
O filme fez sua estreia latino-americana no Festival do Rio 2026, na mostra Panorama Mundial, voltada para produções estrangeiras aclamadas internacionalmente, com a presença da diretora na sessão de gala. Em entrevista ao site do festival, Beth comentou sobre o personagem vivido por Channing Tatum, inspirado no pai dela, que é brasileiro: “Estou curiosa para saber se o público vai se identificar com o personagem do Channing, porque ele é, em parte, baseado no meu pai brasileiro, que é um homem que tem muita paixão e muita convicção. Talvez isso soe como um estereótipo, mas acho que existe algo brasileiro nessa força de vontade”.
No Festival de Berlim, a diretora revelou que a narrativa surgiu de uma memória pessoal. Com a mesma idade de Josephine, Beth e seu pai interromperam um episódio de agressão no parque em que a cena do filme se passa. “Eu queria explorar a hipervigilância que ficou depois daquele dia pelos olhos de uma menina da mesma idade”, compartilhou em uma coletiva de imprensa.