Eles Vão Te Matar é uma eletrizante e sanguinária comédia de ação de horror na qual uma jovem precisa sobreviver à noite no Virgil, o misterioso e mortal esconderijo de um doentio culto demoníaco, antes de se tornar a próxima oferenda em uma batalha única, um verdadeiro e autêntico evento cinematográfico com mortes épicas e humor sarcástico. O filme é estrelado por Zazie Beetz, Myha’La, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette. Dirigido por Kirill Sokolov e coescrito por Sokolov & Alex Litvak, o filme foi produzido por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Dan Kagan.
Confira algumas curiosidades sobre a produção:
LOCAÇÕES
Eles Vão Te Matar se passa em Nova York, mas foi filmado na Cidade do Cabo, na África do Sul. Antes da pré-produção, o roteirista e diretor Kirill Sokolov fez o storyboard de cada quadro do filme que queria filmar — criando cerca de 1200 cartões — que utilizou no processo de escolhe do elenco, para mostrar aos atores, em potencial, como ele imaginava o filme.
DESIGN DE PRODUÇÃO
O filme se passa quase inteiramente dentro do Virgil, prédio residencial em Nova York, cujo design foi inspirado no Inferno, de Dante. O título provisório era, na verdade, Nove Andares do Inferno — referindo-se aos nove círculos do inferno no famoso poema. Cada andar do Virgil recebeu um tema do Inferno: Limbo, Luxúria, Gula, e assim por diante.
O primeiro andar, Limbo, apresenta um carpete azul com um padrão sutil de ondas, inspirado no Rio Estige, onde as almas são “bem-vindas” ao Inferno. O segundo andar, Luxúria, foi projetado para lembrar um clássico bordel europeu, com cores bordô profundo e texturas de veludo, além de adereços ousados. O terceiro andar, Gula, abriga as áreas de cozinha e sala de jantar do Virgil. A produção ambientou cenas nos corredores dos três andares diferentes, mas para economizar tempo e custos de construção, um cenário de corredor — construção enorme com aproximadamente 50 metros de comprimento, 3 metros de largura e 3,5 metros de altura — foi revestido, mudando papel de parede, quadros, pintura e assim por diante.
As paredes dos vários cenários de salas foram construídas para se moverem, de modo que a configuração dos cômodos pudesse mudar conforme o cenário usado, e a produção construiu vários elevadores diferentes para acomodar diferentes propósitos. Por exemplo, um elevador precisava acomodar uma história de três planos de filmagem com equipamento e muito trabalho de dublê. Para realçar os interiores e distinguir cada andar dos outros tanto visual quanto emocionalmente, proporcionando ao público uma experiência mítica e em constante mudança no interior do Virgil, as equipes incorporaram vários elementos climáticos: uma pena caindo como neve; chuva voando pela sala de jantar; e flocos de neve caindo em uma cena de clímax.
Para outra sequência de clímax dentro de um poço de elevador, a equipe de produção criou uma miniatura do cenário de três andares. A câmera passou meio dia filmando no interior dela, e a miniatura era tão precisa que, quando as imagens foram para o departamento editorial, não se percebeu que foram filmadas em um set de miniatura. Para preencher o segundo andar com arte apropriada para Luxúria, evitar custos e criar algo com um visual curado, a equipe de design realizou um ensaio fotográfico para captar amantes em diferentes poses, depois imprimiu aproximadamente trinta retratos em tamanho real e pintou sobre eles para um visual personalizado.

FIGURINO E ADEREÇOS
O figurinista Neil McClean procurou extensivamente o tecido perfeito para os trajes dos membros do culto — que fosse escuro o suficiente para a estética que os cineastas procuravam, mas que também pudesse ser filmado corretamente nos cenários mais sombrios do filme. Ele encontrou um tecido texturizado específico, um pouco brilhante e leve o suficiente para ser vestido durante as sequências de ação e com sua própria energia cinética, porém, ele não pôde ser usado na sequência do filme que envolve fogo, pois derreteria como borracha. A equipe de McClean conseguiu um tecido semelhante, porém confeccionado para retardar o fogo, para aquela cena específica.
Em um momento no início do filme, a personagem de Zazie Beetz, Asia, empunha um facão. A equipe de adereços criou sete versões dele, usando materiais adequados para aparência, função e segurança, incluindo um facão real afiado, outro não afiado, um de borracha, um feito de material brilhante, etc.
FOTOGRAFIA
O roteirista e diretor Kirill Sokolov e o diretor de fotografia Isaac Bauman cresceram amando filmes dos anos 1990 e buscaram dar a este filme essa estética específica. Eles encontraram pontos em comum nas cores vivas e no uso de lentes Panavision esféricas para um visual um pouco vintage, além de uma iluminação de fundo Richardson meio estourada para aumentar o drama e o efeito cinematográfico.
Durante a pre-produção, o diretor de fotografia Isaac Bauman compilou um documento longo com suas sugestões para cada cena, depois trabalhou com o diretor Kiril Sokolov sobre qual seria o conceito visual do filme, e acabou por montar uma espécie de bíblia de 600 páginas, compartilhada com a equipe de produção.
ACROBACIAS
Zazie Beetz treinou por quatro meses antes do início das filmagens principais, incluindo três semanas na Cidade do Cabo. Graças aos seus esforços, ela conseguiu realizar a maioria de suas próprias acrobacias, incluindo uma sequência com tiros reais. A equipe de produção estava determinada a captar o máximo possível da ação no set, incluindo efeitos práticos, sendo uma das sequências mais impressionantes a da luta com uso de fogo real com a maior parte do elenco em cena. Heather Graham ficou tão inspirada pela disposição de Zazie Beetz em realizar suas próprias cenas de ação que pediu ao diretor Kirill Sokolov para fazer algumas das suas.
O diretor e seus coreógrafos de dublês e lutas criaram cada sequência de luta de forma diferente, evocando estilos de samurais a faroestes spaghetti e horror puro, escalando a história e movendo a câmera de forma diferente, de modo que ela também se torna quase um personagem no filme. Para o estilo samurai, a produção construiu um sistema para obter um spray de sangue que paira quase como uma nuvem acima da sala, com dois metros de altura e atingindo o teto.
Apesar do filme apresentar ação quase sem parar, ninguém se feriu no set, além de alguns pequenos hematomas ou cortes. O diretor e roteirista lutou para ter por uma sequência no filme que inclui um globo ocular correndo pela cena em busca de um dos personagens — eles captaram a cena no set, de forma prática, usando uma vara e movimentos desajeitados no estilo antigo dos marionetistas, que se tornou um dos elementos favoritos do diretor no filme.
Eles Vão Te Matar inclui sequências em que os personagens rastejam rapidamente por um espaço, então a produção tornou o piso e partes das paredes macios, para tornar o ambiente confortável para os atores.
Eles Vão Te Matar já está em cartaz nos cinemas brasileiros, com distribuição da Warner Bros. Pictures.