Eclipse
Divulgação
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Eclipse ganha cartaz oficial e data de estreia

Eclipse, novo longa-metragem de Djin Sganzerla, é um thriller de atmosfera sensorial e muito simbolismo, que retrata as camadas invisíveis da violência contra a mulher a partir do encontro entre ciência, ancestralidade e intuição. Confira o cartaz oficial do longa que chega aos cinemas em 07 de maio.

Produzido pela Mercúrio Produções, com co-distribuição da Pandora e patrocínio do BNDES e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, o longa foi selecionado para a 33ª edição do San Diego Latino Film Festival, onde terá exibições a partir de 21 de março, integrando a programação dedicada ao cinema latino contemporâneo.

Na trama, acompanhamos Cleo, uma astrônoma de 43 anos, grávida e emocionalmente fragilizada, surpreendida pela visita de Nalu, sua meia-irmã de origem indígena. O encontro revela segredos sombrios e desperta memórias fragmentadas em Cleo, levando as duas mulheres a investigações obscuras. Entre ciência e ancestralidade, razão e intuição, surge um elo inesperado que transforma as duas irmãs. O longa conta com elenco formado por Djin Sganzerla, Sergio Guizé, Lian Gaia, Selma Egrei, Helena Ignez, Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce, Pedro Goifman e Julia Katharine.

“Ao tratar da relação entre mulheres e do convívio entre pessoas de diferentes origens, o filme Eclipse reflete questões essenciais para o Brasil de hoje. O BNDES tem um compromisso permanente com diversidade e se alegra de apoiar produções com narrativas que refletem a pluralidade do Brasil”, comenta Marina Moreira Gama, superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.

O olhar da cineasta Djin articula delicadeza e contundência para expor a cultura patriarcal sem recorrer à espetacularização da dor. Como define a filósofa Marcia Tiburi, este é “um filme que trabalha com desmistificações do sistema patriarcal de um modo muito sutil: a enganação do amor romântico, a farsa do marido e da família perfeita, a casa apresentada como um território perigoso no qual a maternidade pode ser uma armadilha, um ensaio visual sobre a sororidade, entrelaçando estética e política”, no qual a união entre mulheres surge como força vital para enfrentar estruturas opressoras.

A diretora explica que Eclipse nasceu da necessidade de dar forma a um sentimento de suspensão e atravessamento, motivada por seu interesse profundo pelo universo feminino: “O que move as mulheres, como elas sentem e compreendem o mundo, e como o mundo as enxerga. Quanto mais mergulho nesse universo, mais me apaixono. Este roteiro não poderia abordar outro tema senão o protagonismo feminino”.

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