Em 2004 chegava aos cinemas Os Incríveis, o primeiro filme de super-heróis da Pixar e também o primeiro filme estrelado por personagens humanos. O filme sobre a família Pêra, formada por pessoas com super poderes – Helena, a Mulher Elástica; Beto, o Senhor Incrível e seus filhos Violeta, que pode ficar invisível; Flecha, que é rápido e o bebê Zezé, que até então não tinha poderes – se tornou um sucesso de público e ainda levou dois prêmios Oscar, incluindo o de Melhor Animação.

Os Incríveis e sua sequência foram escritos, desenvolvidos e dirigidos por Brad Bird (Ratatouille) que soube trazer temas adultos como família e violência e situações bastante realistas para um filme infantil.

O Filme

Os Incríveis 2 começa exatamente onde o primeiro filme nos deixou, com a família Pêra tentando salvar a cidade de um ataque do Escavador. Ao invés de ficarem gratos pela ajuda dos heróis, as autoridades acusam os Incríveis e seu colega Gelado de serem destrutivos.

Então, Winston Deaver e sua irmã genial Evelyn, oferecem aos heróis uma chance de se tornarem relevantes e indispensáveis novamente. A Mulher Elástica, que vivia a sombra de seu marido, o Senhor Incrível, finalmente tem a chance de estar no centro das atenções ao ser a escolhida como a nova cara dos heróis, para isso ela deve usar um novo uniforme que possui uma câmera, assim todos poderão ver o quanto ela faz pela comunidade. Helena aceita o trabalho e entra em uma missão para capturar o Hipnotizador, um novo vilão que utiliza telas para hipnotizar as pessoas. Enquanto isso, Beto – o Senhor Incrível – fica em casa para cuidar de seus três filhos: a adolescente em crise Violeta, que está lidando com seu primeiro amor; o filho do meio Flecha, que não consegue lidar com seus deveres de casa e o bebê Zezé, que está descobrindo seus primeiros poderes.

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O que achamos?

Os Incríveis 2, assim como o primeiro filme da família Pêra, é uma ótima animação e um ótimo filme de heróis. O longa consegue atender as expectativas dos fãs que esperaram catorze anos pela sequência e consegue manter ou até mesmo elevar o nível de diversão e aventura apresentados em 2004, equilibrando muito bem humor e ação.

O filme é bastante atual e mais uma vez a Pixar critica o uso excessivo das telas, o vilão Hipnotizador acusa os humanos de terem se tornado seres passivos, viciados em dispositivos e escravos das grandes corporações – algo parecido foi feito em Wall-E, no qual os seres humanos já não faziam mais nada sem uma tela na frente de seus rostos. A trilha sonora de jazz composta por Michael Giacchino (Rogue One) deixa o filme vibrante e com um toque antigo que contrasta justamente com toda essa tecnologia mostrada.

Personagens queridos do primeiro filme estão de volta e, como esperado, Edna Moda e Zezé mais uma vez roubam a cena.

Outro grande destaque é o trabalho de tradução e dublagem feitos para a versão brasileira do filme resultam em algumas das partes mais engraçadas do filme. Os nomes traduzidos do primeiro filme continuam aparecendo na sequência – temos Beto, Toninho, Ricardo – além disso são utilizadas expressões tipicamente brasileiras como “a casa caiu”, também temos locais e cultura pop brasileira sendo citados em alguns pontos.

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Bao

Como sempre, antes do filme propriamente dito começar, a Pixar exibe um de seus curtas – dessa vez veremos Bao nos cinemas, o primeiro curta da Pixar dirigido por uma mulher, a chinesa/canadense Domee Shi e que também está dentro do tema “família”, amplamente abordado em Os Incríveis 2.

Bao conta a história de uma mulher solitária que ganha uma chance de ser mãe quando um de seus bolinhos ganha vida e se torna um garotinho muito fofo, mas sua possessividade leva a um dos momentos mais tristes e estranhos dos curtas da Pixar, seguido por final emocionante.

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Os Incríveis 2 chega aos cinemas brasileiros em 28 de junho.

  • Ótimo
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Resumo

Os Incríveis 2, assim como o primeiro filme da família Pêra, é uma ótima animação e um ótimo filme de heróis. O longa consegue atender as expectativas dos fãs que esperaram catorze anos pela sequência e consegue manter ou até mesmo elevar o nível de diversão e aventura apresentados em 2004, equilibrando muito bem humor e ação.

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