Hércules

Desde a ótima adaptação da Disney em 1997 que Hércules não aparecia nas telonas. Depois da fraca e horrenda versão estrelada por Kellan Lutz no início do ano, chega aos cinemas a aguardada versão estrelada pelo astro Dwayne “The Rock” Johnson, que há anos trabalha para viver o herói grego.

Inspirada na HQ The Thracian Wars, de Steve Moore, coube a Brett Ratner recuperar o prestígio da lenda por trás do herói. O longa não chega a ser o épico esperado, mas lembra os bons momentos do personagem.

A trama inicia com uma fantástica sequência em flashback sobre a jornada dos 12 trabalhos que Hércules (The Rock) aceitou para se livrar da maldição da Deusa Hera e provar seu valor como o filho de Zeus. Após a trágica morte de sua família, o semideus vive como um mercenário ao lado de seus companheiros de guerra, Autolycus (Rufus Sewell), Tydeus (Aksel Hennie), Atalanta (Ingrid Bolso Berdal) e Amphiarus (Ian McShane), oferecendo seus serviços em troca de ouro para quem quiser se livrar de ameaças aos reinos. A presença de Hércules é requisitada pelo Rei Cotys de Trácia (John Hurt) para enfrentar um grupo de selvagens que ameaçam seu povo.

O roteiro escrito por Ryan Condal e Evan Spiliotopoulos aborda um Hércules mais humano e carregando o peso de uma tragédia. A visão mais realista também é exemplificada no cenário que pouco usa do CGI, o que proporciona cenas de ação mais impactantes, embora medianas e econômicas. A censura foi um grande empecilho, já que a ideia do longa era seguir uma linha mais sangrenta, o que não aconteceu.

Depois de um trabalho físico rigoroso para aceitar o papel, não há dúvidas alguma de que The Rock está convincente como Hércules. O ator foi a escolha ideal e mesmo diante de um roteiro que pouco privilegia (seja em diálogos ou nas cenas de ação) é capaz de superar tais problemas.

Hércules tinha uma visão grandiosa por seus produtores, mas acaba como um longa que oferece apenas bons momentos de entretenimento. Faltou mais ousadia e um roteiro mais seguro para corresponder a grandiosidade de The Rock em cena. Contudo, é uma releitura honesta que diverte e merece a atenção.

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