De Volta ao Jogo

De Volta ao Jogo (John Wick) parecia ser um filme de ação descartável semelhante aos estrelados por Nicolas Cage, que insistem dar seriedade em suas produções. Contudo, a produção é uma grata surpresa. A principal delas é trazer Keanu Reeves como um homem durão estilo anos 80. Sempre criticado por sua pouca expressão em tela, o ator surpreende no papel de um lobo solitário afetado pelo seu passado. A frieza do personagem caiu como uma luva dada a notória inexpressão do ator.

Na trama, John Wick (Reeves) é um assassino de aluguel da máfia russa. Conhecido por ser calculista e sempre cumprir de forma eficiente seus trabalhos, ele decidiu se aposentar. Após se casar, sua esposa adoece e morre. Perdido, Wick tenta seguir em frente ganhando um cachorrinho de presente da falecida esposa. Mas, ele acaba se envolvendo com os russos que antes prestava serviços. O incidente afeta seu emocional e se torna o estopim para voltar à ativa.

Dirigido por Chad Stahelski e escrito por Derek Kolstad, De Volta ao Jogo não apresenta muita originalidade em seu roteiro, mas relembra os longas de ação que ficaram para trás em Hollywood. Diferente da franquia Os Mercenários, que sofre com a classificação indicativa, aqui o longa segue a censura correta para um filme do gênero e rende excelentes sequências de ação.

Descrito por seus algozes como cruel e assustador pela sua forma de eliminar seus alvos, Reeves mesmo com uma aparência franzina aparece em cena seguindo a descrição. O personagem segue o estilo Justiceiro, um anti-herói focado apenas em vingança e com poucas palavras.

Seguindo a simplicidade, o longa apresenta cenas cruas de luta, tiros e sangue jorrando como nas produções de antigamente. Pelas cenas, o elenco teve uma boa preparação para as cenas físicas, pois pouco se vê dos dublês.

No mais, De Volta ao Jogo é um bom e honesto filme de ação. Passará discretamente nas salas de cinema, mas é uma produção bastante eficaz naquilo que propôs.

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