Depois de levar a magia dos contos de fada em suas conceituadas animações ao longo dos anos, a Disney decide recriar e fazer uma espécie de tributo em forma de live-action. Depois do interessante Malévola, que apresenta um novo ponto de vista do conto A Bela Adormecida, chega aos cinemas Cinderela, uma nova versão da animação de 1950 inspirada no conto de Charles Perrault.

Dirigido por Kenneth Branagh (Thor), o longa resgata o encanto da animação original e surpreende pela simplicidade. Não há exagero em efeitos visuais, o que representa um ótimo trabalho técnico, usando o CGI em momentos pontuais. Para quem esperava uma cópia do filme original, vai sair surpreso com a repaginada que o longa empregou, principalmente pela parte estética.

Lily James vive a protagonista Ella com muita personalidade, fugindo um pouco daquele estigma de jovem indefesa. Embora haja um príncipe (Richard Madden) para salva-la, não há uma dependência quase que doentia das donzelas. As decisões de Cinderela levam para os braços do amado. A madrasta vivida pela excelente Cate Blanchett é o grande destaque como uma vilã tradicional da Disney, com a sutileza do olhar e na forma de se portar, mas que transmite toda a maldade intimidadora. Em uma pequena participação, Helena Bonham Carter faz uma fada madrinha apaixonante e divertida como a original.

Desde o início de Cinderela, fica nítido o carinho dos realizadores com a obra. O visual do filme é incrível com o bom uso das cores, destaque para o belíssimo vestido azul da protagonista. O trabalho técnico merece muitos elogios, desde a competente montagem de Martin Walsh (Chicago) até os figurinos incríveis e uma direção de arte impecável.

Sem o intuito de reinventar a história original, Cinderela traz a mensagem de que devemos ser gentis e corajosos diante das adversidades. A produção aposta na nostalgia sobre os contos de fada, que sempre vão continuar encantando crianças e adultos.

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