Essa crítica não contém spoilers! 

Ainda estou me recuperando psicologicamente do que acabei de ver. Eu, como fã do universo de J.K. Rowling desde os 7 anos de idade, estava mais do que ansiosa (contando os dias, chorando com os trailers, etc) para ver o novo filme da autora nos cinemas, Animais Fantásticos e Onde Habitam. E agora estou sofrendo por ter de esperar dois anos pelo próximo.

Desde 2001, vivíamos na expectativa de quando o próximo filme seria lançado. Uma vez que muitos já tinham lido os livros, a teoria já existia e a prática é que era aguardada. Agora, todos estávamos no mesmo barco, apenas com informações de trailers e no máximo o nome do protagonista e suas criaturas (para quem não sabe, existe um pequeno livro homônimo lançado por Rowling, que introduz a história de Newt Scamander).

O melhor da produção é o elenco. Eddie Redmayne demonstrou, mais uma vez, porque já recebeu um Oscar, desenvolvendo mais uma atuação brilhante, que só coroou um filme já maravilhoso. Todos irão amar Newt Scamander, e isso se deve unicamente ao ator que o interpretou. Não é só ele, porém, que merece créditos por atuação, mas todo o elenco se encaixa perfeitamente em seus respectivos personagens, com destaque para Dan Fogler (Jacob Kowalski), Ezra Miller (Credence Barebone) e Alison Sudol (Queenie Goldstein). Fogler conseguiu, por exemplo, que um No-Maj fosse uma das grandes atrações da trama, trazendo grande parte do alívio cômico em meio a tantas aventuras.

Outro ponto muito positivo de Animais Fantásticos, é a independência em relação a saga Harry Potter. As referências existem? Sim, afinal estamos falando de um aluno de Hogwarts, que foi ensinado por Alvo Dumbledore. As semelhanças, entretanto, acabam aí. É uma história completamente nova, com um assunto completamente original e personagens completamente únicos. Obviamente que ter assistido aos filmes anteriores irá ajudar em alguns momentos, mas toda a nova geração de fãs pode aproveitar o presente, tendo curiosidade em conhecer o passado.

Finalmente, os animais fantásticos. Como o título do filme já diz, os grandes protagonistas são as criaturas da maleta de Newt, e eu duvido você não querer levar algumas pra casa. A fotografia do filme é sensacional, a computação gráfica é literalmente mágica e a trilha sonora irá transportar todos para 2001, sendo semelhante aos filmes de Harry Potter. Quase tudo é feito no computador, com exceção dos personagens humanos, então era necessário um trabalho excepcional para que desse certo. E deu, muito. O 3D, por exemplo, acrescenta muito e transporta você de uma maneira espetacular ao universo mágico retratado na tela.

Animais Fantásticos e Onde Habitam superou todas as minhas expectativas. Imaginei que fosse ser ótimo, mas é mais do que isso. Para os fãs da saga Harry Potter, é mais uma chance de ver o nome de J.K. Rowling em uma tela de cinema, de ouvir a tradicional música com o símbolo da Warner, e principalmente, de esperar por um próximo filme. E mesmo para quem está iniciando agora no universo de Rowling, é uma excelente maneira de começar, além de despertar o interesse por seus antecessores. Só temos a agradecer a David Yates por tirar essa ideia do papel, e transformar um livro de 64 páginas em um novo universo.

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Animais Fantásticos e Onde Habitam é sensacionalmente bom, superando até mesmo boa parte dos filmes de Harry Potter (com exceção dos dois primeiros). A nova produção é mais mágica, com efeitos maravilhosos e um elenco fenomenal. É realmente o início de uma nova era.

  • Excelente
5

Resumo

Animais Fantásticos e Onde Habitam superou todas as minhas expectativas. Diferente do que aconteceu com Harry Potter, não existem livros, então todos fomos pegos de surpresa com essa nova trama. O melhor da produção é o elenco, com destaque para Eddie Redmayne, Ezra Miller, Dan Fogler e Alison Sudol, mas todos se encaixam perfeitamente em seus personagens. Os grandes protagonistas, porém, são as criaturas e são igualmente maravilhosas. A fotografia do filme é sensacional, a computação gráfica é literalmente mágica e tudo junto nos proporciona a já conhecida sensação de felicidade ao assistir um filme de J.K. Rowling.

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