Abá e sua Banda se passa no Reino de Pomar e conta a história do príncipe Abá (Filipe Bragança). Quando criança, sua mãe, a rainha Nanás, foi morta em um atentado, deixando seu pai, o rei Caxi, sem muito rumo na vida. Além disso, a música, que era algo tão importante para esse reino, acaba sendo ficando em segundo plano.
Já mais velho, Abá se disfarça de plebeu e atua como vocalista e guitarrista de um trio musical formado com Ana (a banana baterista interpretada por Carol Valença) e Juca (o caju gaitista interpretado por Robson Nunes). Eles tem planos de tocar em um festival, mas a vida de Abá acaba virando de cabeça para baixo quando o tirano Don Coco prende o Rei Caxi para tomar o poder. Mas ainda tem uma pedra no caminho do vilão e ele tenta eliminar o príncipe herdeiro da coroa.
Ao contrário dos monarcas da família de abacaxis da qual Abá faz parte, o terrível Don Coco quer destruir a floresta, acabar com as abelhas e transformar o Reino do Pomar em um exército de cocos. Abá e seus companheiros de banda vão entrar em uma aventura para salvar os súditos do rapaz.
A trama do jovem que reluta em seguir o destino traçado pelos pais e que está em conflito com as suas responsabilidades e seu maior sonho é algo corriqueiro nas animações infantis, mas em Abá e sua Banda, os roteiristas Daniel Fraiha, Sílvia Fraiha e Sylvio Gonçalves e o cineasta Humberto Avelar constroem um mundo em que eles podem, através de mensagens subliminares, mostrar temas políticos e sociais para seu público alvo infanto-juvenil.
No longa, o Reino de Pomar vai se tornando cada vez mais um local ruim para boa parte da população, por conta de um governante incompetente. O vilão vem na forma de um militar que está tentando dar um golpe de estado. E em sua jornada, Abá vai cruzar caminho com os rebeldes – um grupo mais engajado de cidadãos descontentes com o que tem acontecido no reino, que luta por dias melhores.
Questões ecológicas, políticas e de identidade são mostradas através de uma animação bem bonita e traz uma junção de elementos de diferentes estilos artísticos, além de misturar técnicas 2D e 3D. Tudo embalado por uma trilha sonora com músicas compostas por André Mehmari, Silvia Fraiha e Milton Guedes, que desempenham um papel essencial na narrativa e mostram o quanto a arte é relevante e pode ser utilizada como ferramenta para unir as pessoas.
Abá e Sua Banda, além de entreter, tem como objetivo fazer com que crianças e jovens entendam as responsabilidades que devem ter com o outro, praticando o pensamento coletivo e cuidando do planeta em que vivem. Claro, tudo de uma forma lúdica e muito agradável de ser vista. Com músicas cativantes e uma dublagem muito bem feita, é um filme que vale a pena para os que curtem animações que fogem um pouco do convencional.
Abá e sua Banda chega aos cinemas em 17 de abril de 2025, com distribuição da Vitrine Filmes.
Bom
Com uma trilha sonora bem trabalhada e essencial para a trama, além de uma animação com um estilo muito belo, Abá e sua Banda conta a história de amadurecimento de um príncipe que não está preparado para viver seus deveres . Um filme que agrada os mais jovens por suas cores e elementos mais clichês, mas também é capaz de prender os mais velhos com seus temas políticos e sociais.