O longa de ficção A Cronologia da Água, que será lançado nos cinemas, no dia 5 de fevereiro, com distribuição da Filmes do Estação, teve seu cartaz divulgado. Primeiro longa dirigido por Kristen Stewart, o filme teve sua estreia mundial no Festival de Cannes 2025, na mostra Un Certain Regard, e sua primeira exibição brasileira na Mostra Panorama do Festival do Rio 2025. Desde então, vem construindo uma trajetória sólida em festivais internacionais, com forte repercussão da crítica.
Antes da estreia oficial, uma série de sessões especiais do filme, com exibições a preços promocionais estão sendo realizadas nas principais capitais do país. Confira as sessões de pré-estreia no dia 24 de janeiro:
Rio de Janeiro
Estação Net Gávea, às 18h10
São Paulo
Espaço Petrobras de Cinema, às 18h30
Cine Belas Artes, às 20h50
Cinesystem Frei Caneca, às 21h
Fortaleza
Cinépolis Rio Mar, às 20h
Porto Alegre
Cinemateca Paulo Amorim, às 21h05

Baseado nas memórias da escritora Lidia Yuknavitch, A Cronologia da Água acompanha Lidia em diferentes momentos da vida, da infância atravessada por violência e silêncios familiares à vida adulta marcada por vícios, perdas e uma relação conflituosa com o próprio corpo. Vivida por Imogen Poots em uma atuação amplamente celebrada pela crítica, Lidia é uma mulher em constante queda e reinvenção, que encontra na arte um caminho possível para reorganizar o caos, dar sentido à dor e recuperar o direito ao desejo.
No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme aparece com 91% de aprovação, ostentando o selo Certified Fresh. A imprensa internacional vem destacando o longa como um marco na carreira de Kristen Stewart como diretora.
Em vez de seguir a cartilha da cinebiografia tradicional, o filme aposta em fragmentos, memórias e sensações, criando um retrato íntimo, físico e emocional dessa personagem. Filmado em 16 milímetros, com uma fotografia cheia de textura e uso intenso de closes, A Cronologia da Água constrói uma experiência sensorial pensada para a sala de cinema.
“A Cronologia da Água é um convite para olhar a vergonha de frente, encarar o que é feio e, ainda assim, reconhecer que o seu corpo e a sua história são seus. A experiência de ser mulher costuma ser tratada como um grande segredo. Desde pequenas, aprendemos a guardar quase tudo só para nós, mas contar esses segredos pode ser profundamente libertador. Quis fazer um filme intenso, difícil de segurar, com ritmo rápido, sons que envolvem e uma pulsação que se aproxima do jeito como a memória funciona. Para mim, é um chamado para parar de se esconder. Espero que o público saia do cinema entendendo que usar a própria voz, escrevendo, criando arte ou simplesmente dizendo a própria verdade é um ato de poder”, revela a diretora.