O que esperar do show do Bon Jovi no Rock in Rio 2017?

A banda norte-americana Bon Jovi está em solo brasileiro pela sexta vez, já tendo tocado no país em 1990, 1993, 1995, 2010 e 2013. O grupo, formado pelo vocalista Jon Bon Jovi, pelo baterista Tico Torres, pelo tecladista David Bryan, pelo baixista Hugh MacDonnel e pelo guitarrista Phil X (substituindo Ritchie Sambora), fará três shows no Brasil e encerra aqui a turnê. O percussionista Everett Bradley e o produtor John Shanks, na guitarra, reforçam a formação.

This House Is Not for Sale foi o nome escolhido para a série de shows da banda esse ano, tendo iniciado em Greenville (Carolina do Sul – EUA) e encerrando no próximo dia 23, após o show em São Paulo. Há um tempo atrás, Jon teria brincado e comentado que a continuidade das apresentações dependeria da boa saúde dos integrante, optando por passar apenas pela América do Norte e do Sul. No último dia 19, Bon Jovi se apresentava pela primeira vez em solo gaúcho e levou milhares de pessoas ao delírio antes mesmo do horário programado. O show deveria começar as 21h30 min, mas as luzes apagaram, uma bandeira do Brasil foi exibida no telão alguns e uma série de imagens começou a ser exibida momentos antes. Isso é que se pode chamar de começar com o pé direito! Acostumado a receber multidões de torcedores, o estádio do Beira-Rio deu lugar a cerca de 40 mil pessoas com um único desejo: cantar até não poderem mais.

Foto via: Andreá Graiz/Agência RBS

A música que dá nome a turnê foi a escolhida para começar o setlist, uma vez que também é o título do último álbum lançado pela banda. Depois dela vieram os clássicos, começando com “Raise Your Hands”, “Knockout” e “You Give Love a Bad Name“. Qual a melhor maneira de agradar um público brasileiro? Interagindo com ele, o que o vocalista fez desde o início. Visivelmente à vontade, o cantor ainda pegou o violão para cantar, de olhos fechados, a música “Lost Highway“. Confira o setlist completo do show de Porto Alegre:

This House Is Not For Sale
Raise Your Hands
Knockout
You Give Love a Bad Name
Born To Be My Baby
Lost Highway
Because We Can
Sleep When I’m Dead
Runaway
We Got It Going On
Saturday Night (versão acústica)
Bed Of Roses
It’s My Life
Who Says You Can’t Go Home
Roller Coaster
Wanted Dead or Alive
Lay Your Hands On Me
Have a Nice Day
Keep the Faith
Bad Medicine
In These Arms
Blood On Blood
Livin’ On a Prayer

 Amanhã a noite o Bon Jovi se apresenta pela segunda vez no Rock in Rio, possivelmente com o mesmo setlist do último show – muito semelhante ao da turnê de 2013. Muito criticada em sua última passagem pelo festival, onde pessoas assistiram o show sentadas na grama por não conhecerem as músicas, essa é a vez do grupo norte-americano mostrar o porque de sua fama e adoração pelos fãs. Resta saber se os cariocas conseguirão ouvir “Always” e “I’ll Be There For You“, ausentes do setlist e muito pedidas pelos gaúchos.

 

 

 

Foto postada pela banda no Instagram ao chegar no Rio de Janeiro

Aerosmith começa os shows brasileiros com o pé direito

Muitas vezes olhamos para o rock como algo atemporal, ou vemos aqueles ídolos como seres quase mitológicos que nunca passarão por problemas comuns da vida, que não pagam contas, só curtem a vida e não envelhecem. Por mais que a gente queira, é impossível enganar o tempo e uma prova disso nos foi mostrada na última segunda-feira (18), com a passagem do Aerosmith por Belo Horizonte.

Em um show realizado na Esplanada do Mineirão, a banda capitaneada por Steven Tyler mostrou os dois lados dessa moeda chamada vida em uma apresentação energética e repleta de hits. Pouco depois das 22h, o pontapé inicial da etapa brasileira da Aero-Vederci Baby Tour foi dado com muita expectativa do público, estimado em 20 mil pessoas pela organização. Com 47 anos de carreira e uma lista enorme de sucessos, é impossível não se empolgar com o que a banda entrega no palco. Desde o aquecimento ao som de Muddy Waters o jogo já estava ganho pelo quinteto de Boston e isso já se provou logo na abertura, com “Let The Music Do The Talk“. Daquele ponto em diante tivemos espaço para canções de diversas épocas, covers especiais e a constatação de que deuses do rock envelhecem, erram, encaram problemas técnicos e, ainda assim, são capazes de impressionar e se divertir.
Foto via: Thais Pimentel/G1

Ao longo das quase duas horas de apresentação, o Aerosmith passeou pela sua discografia e, curiosamente, deixou um pouco de lado o que foi lançado após o clássico Nine Lives, de 1997. As músicas mais recentes do setlist foram a adorada “I Don’t Want to Miss a Thing” e “Stop Messin’ Around”, cover do Fleetwood Mac que a banda gravou no álbum Honkin’ on Bobo, de 2004. O resto foi, literalmente, história. Lá estavam “Love In An Elevator“, “Cryin’“, “Livin’ On The Edge”, “Crazy”, “Eat The Rich”, “Sweet Emotion” e “Dude (Looks Like a Lady)”, além dos covers de “Oh Well” – mais uma do Fleetwood Mac – e “Come Together”, dos Beatles.

Enquanto as músicas eram tocadas, a banda interagia com o público que devolvia em forma de carinho, devoção e, principalmente, registros com seus celulares. Esbanjando carisma, Tyler chegou a pegar um dos inúmeros celulares para gravar algo do palco e ainda se arriscou no português mandando um “olá, mineiros” na parte inicial do show e um “bom demais da conta” em outro momento. Impressiona ver que após diversas declarações, shows, turnês, discos, atritos e trabalhos fora da banda, os cinco ainda se divertem no palco. Cada um de nós sabe que o tempo não foi tão generoso assim com Joe Perry, Tom Hamilton, Joey Kramer ou Brad Whitford e, ainda que Steven Tyler preserve sua vitalidade e corra pelo palco aos 69 anos, os efeitos do tempo aparecem ao longo da apresentação.

Foto via: Nils Meilvang

Encarar essa humanidade não é ruim. Ter isso em mente torna o show ainda mais incrível de se ver e essa talvez seja a grande verdade do Aerosmith hoje. Enquanto eles se divertirem no palco, a gente vai admirar tudo o que acontece lá em cima. Ver Joe Perry cantando “Stop Messin’ Around” é algo que ficará na lista de momentos especiais da vida de muita gente e não tem preço que pague ouvir “Dream On” ou “Walk This Way” ao vivo pela primeira vez. Mesmo que o setlist tenha sido burocrático e deixado clássicos como “Pink”, “Amazing”, “Hole In My Soul” e “Janie’s Got A Gun” de fora, ver tudo aquilo ao vivo é algo que todo ser humano que gosta de rock deveria fazer pelo menos uma vez.

Na próxima quinta feira (21) o Aerosmith se apresentará na quarta noite do Rock in Rio, fechando a noite no Palco Mundo.

Por John Pereira (editor do portal Audiograma)

HBO confirma um quinto spinoff de Game of Thrones

Mais um capítulo da novela de spinoffs de Game of Thrones foi divulgado…e são boas notícias! Já havíamos divulgado que as produções derivadas da série estariam longe de estrear, mas segundo o Entertainment Weekly, a emissora teria confirmado estar desenvolvendo um quinto projeto relacionado a GoT.

“EW divulgou exclusivamente que o produtor executivo de Game of Thrones, Bryan Cogman, está assinando uma série que seguirá a história franquia. Cogman desenvolveu o projeto ao trabalhar próximo ao autor George R. R. Martin, que fez uma referência enigmática em seu blog há alguns meses sobre a existência de um prelúdio não confirmado” – disse James Hibberd, da Entertainment Weekly. 

Mais detalhes sobre os cinco projetos ainda estão embaixo dos panos, mas a HBO fez questão de nos dar algumas dicas. Para começar, nenhum dos spinoffs terá os personagens que já conhecemos em Game of Thrones. “Não esperem rostos familiares”, disse um executivo da emissora. Martin também confirmou que uma das ideias mais pedidas, a Rebelião de Robert, está descartada das possibilidades.

“Eu não posso dizer sobre o que as séries irão falar (eu poderia, mas não vou), mas eu posso dizer sobre o que elas não irão. Não iremos fazer sobre a Rebelião de Robert, mesmo sabendo que milhares de vocês querem isso…sim, eu sei que há uma petição. Assim que eu acabar de escrever Uma Canção de Gelo e Fogo, vocês irão saber cada fato importante que aconteceu na Rebelião de Robert. “

O autor ainda está trabalhando no próximo livro da saga, Winds of Winter, mesmo que os fãs acreditem que não.

“Antes que alguns de vocês perguntem, EU AINDA ESTOU TRABALHANDO EM WINDS OF WINTER, e eu irei continuar até estar pronto. Vou confessar, eu gostaria de poder me clonar ou achar um jeito de inserir mais horas no dia, ou achar uma maneira de não dormir. Mas é como é, então eu apenas continuarei fazendo malabarismos. WINDS OF WINTER, CINCO SHOWS SUCESSORES, FIRE AND BLOOD (isso é o GRRMarillion, lembram-se?), e algumas coisas que eu ainda não posso falar sobre…é algo bom, eu amo meu trabalho”

Só nos resta aguardar pelas cenas dos próximos capítulos!

Ler é Bom, Vai | Rio: Zona de Guerra, de Leo Lopes

O que aconteceria se misturássemos o conteúdo de programas como Polícia 24 Horas e Cidade Alerta, com um romance cyberpunk futurístico? Provavelmente algo como Rio: Zona de Guerra, o primeiro livro do escritor e advogado carioca Leo Lopes. Publicado pela editora AVEC em 2014, o enredo será adaptado para o cinema ainda esse ano e por isso, resolvemos falar dele no Ler é Bom, Vai!

“Em um futuro próximo, as desigualdades sociais e econômicas chegaram a níveis tão alarmantes que o Estado não tem condições de manter a ordem e garantir a segurança pública. Todo o poder é concentrado nas mãos de megacorporações multinacionais que criam e impõem as leis por meio de suas milícias particulares, chamadas Polícias Corporativas. No Rio de Janeiro, a Fronteira, uma muralha intransponível que cerca a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, protege os interesses das megacorporações, relegando os habitantes dos demais bairros a uma vida sem lei em um território dominado pelas gangues. Tudo pode acontecer quando o assassinato de uma prostituta no edifício de uma megacorporação leva um detetive particular a voltar para a Barra da Tijuca após anos de exílio no que todos se acostumaram chamar de Zona de Guerra.”

Confesso que no começo criei um certo preconceito com a escolha do autor pelos bairros “nobres” e por aqueles que representam a Zona de Guerra, mas depois compreendi que seu real interesse foi ilustrar mais ou menos o que temos hoje. Vivemos em uma sociedade onde as desigualdades sociais e econômicas só crescem – e tendem a crescer ainda mais – e segregam cada vez mais a chamada “elite”. Nosso Estado já entrou em colapso, então para chegarmos aonde Leo Lopes escreveu basta os flutuadores e os holovisores.

Como foi possível perceber na sinopse, a história se passa no Rio de Janeiro, onde um muro gigantesco chamado de Fronteira divide a cidade em dois lados: “o lado de fora” e a Zona de Guerra, liderada por gangues armadas até os dentes. Nada estava fora do normal até uma prostituta ser encontrada morta no andar térreo de uma megacorporação, o que foi tratado como suicídio. Amigos próximos a ela, porém, discordam do ocorrido e contratam um detetive particular para investigar o assassinato. Entra em cena o detetive Carlos Freitas, que a partir do primeiro momento em que surge, se torna o protagonista da história. Ele é o herói da comunidade e o terror dos corporativos, famoso por sua arma Princesa e pela inteligência, além de seu jeito bruto e do repertório cheio de palavrões. Sem encaixar-se na vida luxo da Fronteira, ele se mudou para Zona de Guerra – especificamente no Méier – e tem vivido sua vida desde então. Após 6 anos na área de conflito Freitas é contratado por Vivian, uma prostituta de luxo, para investigar a morte do lado de fora da megacorporação. É apenas o começo dos melhores e piores dias de sua vida.

Recebi o livro da Editora Avec e logo gostei da capa, mas confesso que pensei tratar-se de uma histórias em quadrinhos ou algo do gênero. Um livro curto, com páginas grossas, um cenário futurista e nomes que parecem terem sido criados por um adolescente não me pareceu algo promissor, mas terminei Rio: Zona de Guerra feliz por ter começado a ler. Não há uma profundidade trama, então não esperem por algo denso e complexo de se entender. Leo Lopes desenvolveu algo objetivo e bem direto em seu objetivo principal, só cabendo ao leitor abrir a cabeça e dar uma chance para o novo autor.

“- Você foi embora!!! Você acha que aquilo lá é ruim? Você não sabe as coisas que eu tive que fazer para sobreviver aqui dentro. A Zona de Guerra pode ser o Inferno, mas o Diabo mora dentro da Fronteira.”

A trama de Lopes possui diversas semelhanças o o cenário atual do país e da sociedade, cada vez mais dependente de tecnologias e bitolada com o que ela pode fazer. Os apartamentos, as armas, os carros e até os corredores  possuem inteligências artificiais que reconhecem os proprietários, não existe mais privacidade em qualquer lugar dentro da Fronteira, assim como dinheiro. Os escambos são feitos por meio de créditos calculados por um dispositivo chamado BPM – Banco Pessoal de Memória, que os realiza em tempo real com uma velocidade impressionante. A desigualdade é tanta que não existem mais cadeias, uma vez que ao serem presos, os criminosos são exilados para a Zona de Guerra.

Rio: Zona de Guerra tem uma narrativa simples e tranquila de ver, além de poucas páginas e um vocabulário bastante moderno – com direito a muitos palavrões. Não estamos lidando com um clássico da literatura ou um enredo denso e complexo, mas sim algo que retrate a sociedade como ela está destinada a ser. A ilustração da capa acompanha as intenções do livro, e além de ser muito bem desenhada, é jovem e atraente. Leo Lopes poderia ter interligado melhor os capítulos, visto que não há aquele término que nos dê vontade de ler compulsivamente tudo de uma vez. Fora isso não há muito o que criticar, pois a obra em questão é um bom livro, com um desfecho surpreendente e um desenvolver prático para o leitor.

Tomb Raider | Filme Live-Action ganha trailer de divulgação

Os fãs da Lara Croft podem finalmente conferir as primeiras cenas de Alicia Vikander como a famosa heroína no filme da Warner Bros., Tomb Raider. Após ter um novo pôster e um teaser divulgados recentemente, a nova produção Live-Action ganhou seu primeiro trailer!

Na trama, Lara Croft é a independente filha de um excêntrico aventureiro que desapareceu quando ela mal tinha chegado à adolescência. Agora, uma jovem de 21 anos sem nenhum foco ou propósito na vida, Lara faz entregas de bicicleta nas caóticas ruas de Londres, ganhando apenas o suficiente para pagar o aluguel, e cursa a faculdade, raramente conseguindo ir às aulas. Determinada a forjar seu próprio caminho, ela se recusa a tomar as rédeas do império global de seu pai com a mesma convicção com que rejeita a ideia de que ele realmente se foi. Aconselhada a enfrentar os fatos e seguir em frente depois de sete anos sem seu pai, Lara busca resolver o misterioso quebra-cabeças de sua morte, mesmo que nem ela consiga entender a sua motivação. Contrariando os pedidos finais de seu progenitor, ela deixa tudo para trás em busca do último destino em que ele foi visto: um lendário túmulo em uma mítica ilha possivelmente localizada ao longo da costa do Japão. Mas sua missão não será fácil, já que a jornada para a ilha será traiçoeira. De repente, os riscos não podem ficar mais altos para Lara, que – contra todas as probabilidades e armada apenas com sua mente afiada, fé cega e espírito naturalmente obstinado – deve aprender a ultrapassar seus limites enquanto viaja para o desconhecido. Se sobreviver aos perigos dessa aventura, ela pode enfim encontrar um propósito para sua vida e tornar-se digna do nome Tomb Raider.

Além de Vikander, Dominic WestWalton Goggins e Daniel Wu também estão no elenco.

Estrelado por Angelina Jolie entre 2001 e 2003, o primeiro filme faturou $274 milhões de dólares mundialmente.

Com direção de Roar Uthaug (The Wave), Tomb Raider estreia dia 15 de março de 2018.

Rock in Rio | Justin Timberlake e Alicia Keys agitaram a terceira noite no Palco Mundo

Visivelmente menos cheio do que o anterior, o terceiro dia do Rock in Rio veio para mostrar que venda de ingresso não significa qualidade de apresentações. Antes mesmo da festa começar no palco principal, no Palco Sunset já se ouvia gritos histéricos de fãs encantados pelos artistas. Ao som de grandes músicos como Liniker, Nile Rodgers e Johny Hooker, o público já esquentava o clima para o que aconteceria horas mais tarde no Palco Mundo, e apesar de ser menor em tamanho, o Sunset não deixou nada a desejar…muito pelo contrário!

Foto via: Marcos Serra/G1

Mais uma vez respeitando os horários, Frejat abriu a noite no Palco Mundo e mostrou que o rock nacional ainda faz muito sucesso. Com hits como “Puro Êxtase“, “Negro Gato” de Luiz Melodia, “Malandragem” de Cassia Eller e “Ideologia”, o cantor levantou a multidão e iniciou a noite com o pé direito. Ainda houve espaço para o público entoar um sonoro “fora Temer” em respostas as palavras do músico, que acompanhou os protestos com suas canções. “A cambada do Planalto está querendo acabar com a Amazônia”, disse.

Foto via: Fábio Tito/G1

Talvez fosse a atração menos conhecida da noite, mas definitivamente não a menos animada. Apresentando-se antes de Alicia Keys, o Walk The Moon estreiou no Rock in Rio da melhor maneira possível. Visivelmente felizes e emocionados com o tamanho de sua plateia, a banda podia não ter muitos fãs quando chegou, mas certamente deixou o país com vários! O vocalista e tecladista Nickie Petricca se destacou ao pular por todo o palco e estava claramente extasiado com a multidão. O cantor ainda desceu para a plateia durante “I Can Lift a Car”, selando o bom relacionamento com quem o assistia. O maior sucesso da banda não ficou de fora e “Shut Up and Dance” foi a mais aplaudida!

Foto via: Alexandre Durão/G1

O que dizer de Alicia Keys? A cantora teve o show mais comentado do dia no Facebook, superando até mesmo o grande astro da noite que viria em seguida. Com um visual lindo e o mesmo molde do show de 2013, Alicia provou ter se transformado em uma pessoa completamente diferente: que não liga mais para maquiagens e nem para a chapinha do cabelo – motivos que a fizeram se atrasar dois anos atrás. Com um repertório que transpirava soul, com grandes sucessos como “Empire State of Mind“, “No one”, “Fallin” e “Girl on Fire“, a cantora fez uma apresentação épica no Palco Mundo. Outra tradição foi mantida e assim como fez com Maria Gadú em 2013, a cantora convidou
Dream Team do Passinho, Charles Bonfin, Pretinho da Serrinha e uma representante indígena, Sonia Guajajara, para juntarem-se a ela no terceiro dia. Não era de se estranhar que um pequeno discurso em prol da Amazônia fosse feito, acompanhado por mais gritos de “fora Temer“.

“Existe uma guerra contra a Amazônia, os povos indígenas e o ambiente estão sendo brutalmente atacados. O governo quer colocar à venda uma gigantesca área de reserva mineral. No próximo dia 20, haverá uma votação no Senado de um decreto legislativo que pode barrar todo esse absurdo. Senadores, vocês têm a chance de evitar isso. E nós estaremos de olho. Estaremos de olho porque não existe plano B. É a mãe de todas as lutas, a luta pela mãe terra. O mundo inteiro precisa vir para a linha de frente. Vamos pressionar. Demarcação já” – comentou. 

Foto via: Fabio Tito/G1

Finalmente chegou a vez do Príncipe do Pop fazer sua performance no terceiro dia do Rock in Rio. O já tradicional carisma e a simpatia de Justin Timberlake retornaram com ele ao Brasil, assim como os trejeitos e os famosos passos de dança. Encarar um público animado pelo show fantástico de Alicia Keys não é fácil, mas Timberlake mostrou que não recebeu o apelido em vão e que não é preciso ter álbum novo para levantar o público.

Trazendo de volta uma música de Frank Sinatra, o cantor abriu o setlist e logo mostrou como seria sua apresentação (“My Way”, que em português significa Minha Maneira). Todos sabemos que o brasileiro gosta de ser reconhecido e bem tratado por seus ídolos internacionais, e ao atender a plateia cantando um trecho de “TKO”, que não estava no repertório, Timberlake ganhou um espaço enorme no coração de seus fãs – principalmente daquela que fazia aniversário no dia e ganhou uma foto com o ídolo, que desceu do palco só para isso. “Can’t Stop The Feeling”, “Señorita”, “Mirrors” e “Sexy Back” foram apenas alguns exemplos do que Justin cantou e encantou a multidão que o aguardava. Uma bela maneira de encerrar uma noite, principalmente após a expressão emocionada – com lágrimas – do cantor (não chore Justin, nós te esperamos de volta!)

Foto via: Multishow

 

Rock in Rio | Shawn Mendes, Fergie e Pabllo Vittar animam o segundo dia do festival

Antes mesmo de acontecer, o segundo dia do Rock in Rio já prometia ser o mais cheio, sendo o primeiro a ter todos os ingressos esgotados e também o mais aguardado pelos fãs de Shank, Shawn Mendes, Fergie e Maroon 5. Além da banda de Adam Levine, uma outra atração encantou o público do festival por dois dias seguidos, tendo reunido centenas de pessoas em frente ao pequeno palco de um dos estandes espalhados pelo festival. Ontem, porém, Pabllo Vittar foi convidada por ninguém menos do que a ex-vocalista do Black Eyed Peas, e ao lado dela levantou a multidão que estava em frente ao Palco Mundo.

O rock nacional abriu a noite do dia 16, trazendo o Skank de volta ao Rock in Rio. Entoando músicas que estão desde sempre na memória do brasileiro, o quarteto mineiro começou as atividades no Palco Mundo da melhor maneira possível, com hits clássicos como “Futebol“, “Saideira“, “Vou Deixar” e “Vamos Fugir“.

Foto: Daniel Ramalho/Veja.com

Shawn Mendes era, provavelmente, a atração mais aguardada da noite. Após um show de simpatia e atenção com os fãs que o aguardavam no hotel, o cantor canadense subiu ao palco e logo se mostrou extremamente feliz de estar ali. Esbanjando sorrisos e agradecimentos – em português -, Shawn não deixou de fora nenhuma de suas músicas mais conhecidas, como “Treat You Better“, “There’s Nothing Holding Me Back” e “Mercy“. Diferente do que é feito pela maior partes dos artistas que se apresentaram no evento, Shawn fez um show contínuo e sem direito a bis, o que não pareceu incomodar o público.

Foto: Fabio Tito/G1

Com um repertório bastante longo – 27 músicas – Fergie trouxe de volta alguns dos sucessos de quando ainda era vocalista do Black Eyed Peas, gerando uma nostalgia gostosa no público presente. Mesmo com os diversos problemas em seu equipamento, principalmente o microfone, a cantora ofereceu um show dançante e bastante animado ao som de hits como “Fergalicious”, “My Humps“, “Boom Boom Pow“, “I Got a Feeling” e “Big Girls Don’t Cry“. Como se ter uma música cantada partes em português não fosse suficiente, Fergie trouxe ao palco uma das maiores atrações do pop brasileiro atual, a cantora Pabllo Vittar. O dueto originalmente feito com Anitta da música “Sua Cara“, levantou a multidão em frente ao Palco Mundo e fez com que a cantora estadunidense ganhasse, para sempre, um espacinho no coração do brasileiro.

Foto: Antonio Scorza/Agência O Globo

O Maroon 5 voltou a marcar presença no Palco Mundo do Rock in Rio, mas assim como na noite anterior, entregou um show extremamente burocrático apesar do setlist excelente. As músicas seguiram a ordem do dia anterior, apenas com a troca de “Garota de Ipanema” pela romântica “Lost Stars“. Tradicionalmente agitado, Adam Levine permaneceu sério e pouco dialogou com o público, muito diferente do que fez na última vez que veio ao festival. Fechando o segundo dia do evento, Adam fez a alegria dos fãs ao tirar a camisa e exibir as muitas tatuagens que tem pelo corpo, e mesmo com os agudos extensos, os uivos estridentes e a popularidade de suas músicas, o músico tinha tudo para realizar outro show épico digno do Maroon 5.

Foto: Daniel Ramalho/Veja.com

Hoje sobem ao palco o Frejat, seguido por Walk the Moon, Alicia Keys e Justin Timberlake.

Rock in Rio 2017 | Confira o que rolou no primeiro dia do festival!

O primeiro dia do Rock in Rio começou polêmico e causando tumulto entre os fãs de Lady Gaga. A cantora deixou milhares de fãs desesperados e entristecidos ao cancelar sua participação no festival na véspera do início do evento, devido a fortes dores no corpo provocadas pela doença fibromialgia. Gaga iria encerrar o primeiro dia, após as apresentações de Ivete Sangalo, Pet Shop Boys e 5 Seconds of Summer. A banda escolhida para substituir a cantora foi o Maroon 5,  o que gerou certa indignação de parte do público, já que a banda irá apresentar no segundo dia de festival.

Pontualmente as 19 horas os tradicionais fogos de artifício saíam por trás do Palco Mundo e iluminaram a noite, dando início ao primeiro dia de festival. Gisele Bündchen inaugurou a passarela do palco e fez um discurso emocionante sobre o Amazônia Live, projeto que visa estimular a preservação e restauração do local. Ao som de Farol, Ivete Sangalo abriu a noite do Rock in Rio cantando um repertório pra lá de conhecido pelo público – hits como Poeira, Festa, Sorte Grande e Quando a Chuva Passar. O auge da apresentação foi quando a cantora e a modelo se uniram e fizeram uma versão da música Imagine, de John Lennon, antes do show de Ivete começar. Grávida de gêmeos, a baiana dançou, pulou e cantou sem parar, levando o público ao delírio ao homenagear outros nomes da música, como Cazuza, Daniela Mercury e até mesmo Lady Gaga. Ivete arriscou, até mesmo, cantar uma parte de Bad Romance. Não é preciso dizer que os “Little Monsters” adoraram!

Divulgação/I Hate Flash

Trazendo toda sua experiência de mais de 30 anos de carreira para o Palco Mundo, a dupla britânica Pet Shop Boys relembrou clássicos dos anos 80 e fez a felicidade do público mais velho. Abrindo para a boyband 5 Seconds of Summer, Neil Tennant e Chris Lowe entoaram músicas que são, até hoje, reconhecidas por quem quer que as ouça. Go West, Domino Dancing e Always on my Mind foram alguns exemplos que levaram os espectadores do Rock in Rio de volta ao passado, sem deixar de lado o ritmo dançante e divertido do Pet Shop Boys.

Foto via Daniel Ramalho/Veja.com

Já os novatos da banda australiana 5SOS fizeram um show bastante morno, animando apenas o público mais jovem do festival.

Foto via Daniel Ramalho/Veja.com

De última hora, Adam Levine e a turma do Maroon 5 substituiu a cantora Lady Gaga e fez uma bela ao Rio de Janeiro cantando Garota de Ipanema.

Foto via Daniel Ramalho/Veja.com

Último livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard ganha data de lançamento no Brasil

Rick Riordan voltará a estampar livrarias muito em breve, para a felicidade dos fãs. O autor irá lançar o último volume da trilogia Magnus Chase e os deuses de Asgard, voltada para a mitologia nórdica.

Magnus Chase finalmente encontrará seu destino final. O filho de Frey, deus do verão e da medicina, já provou mais de uma vez que não é nenhum herói clássico, como se tornou Percy Jackson, mas assim como o companheiro de saga, conseguiu conquistar muitas coisas ao lado de seus amigos.

De sem-teto para semideus nórdico, Magnus irá enfrentar sua missão mais perigosa desde que chegou ao Valhala. Não poderíamos falar de mitologia nórdica sem mencionar Loki causando problemas, principalmente agora que está livre de sua prisão e preparando o navio dos mortos Naglfar. O Ragnarök se aproxima e o deus busca invadir Asgard ao lado de um exército de gigantes e zumbis, restando a Magnus e sua equipe impedir que isso aconteça. O menino terá de se juntar a seus companheiros do andar dezenove, cruzar os oceanos de Midgard, JötunheimNiflheim, para impedir que o navio saia no solstício de verão.

Confira também: Ler é Bom, Vai | Magnus Chase e os Deuses de Asgard, a nova maravilhosa saga de Rick Riordan

Deuses do mar nada amistosos, gigantes igualmente irritados e até mesmo dragões cuspidores de fogo são alguns exemplos do que Magnus terá de vencer, além de sua própria luta pessoal interna. Será que o menino conseguirá repetir os desfechos das sagas anteriores e sair vitorioso da disputa com o deus da trapaça? Só lendo o livro para saber – e a Editora Intrínseca fez questão de produzir uma capa maravilhosa, assim como as duas primeiras, para coroar o enredo de Rick Riordan.

O Navio dos Mortos chega às livrarias em 03 de outubro!

Ler é Bom, Vai | O Navio das Noivas de JoJo Moyes

JoJo Moyes está de volta ao Ler é Bom, Vai! O livro da vez talvez tenha sido o que demorei mais tempo para ler, visto que não apresenta tantos momentos marcantes como estava acostumada, mas ainda sim merece ser lido pelos fãs de romances.

“Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas — apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças — amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado.”

Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, muitas esposas de militares que estavam lutando na guerra foram repatriadas e levadas de encontro a seus maridos. Dentre elas estavam seiscentas e cinquenta e cinco noivas australianas, dispostas a sair de casa e mergulhar de cabeça no desconhecido mundo dos sete mares. Baseando-se em histórias que mais pareciam contos de fadas, essas jovens logo vêem seu mundo desabar ao embarcar no porta-aviões HMS Victorious, um enorme navio de carga sem qualquer tipo de luxo, apenas o suficiente para marinheiros sobreviverem por semanas no mar. Durante as seis semanas mais longas de suas vidas, essas mulheres irão aprender a dar valor a muitas coisas que até então não julgavam sem importantes, como o amor da família e a “riqueza” de suas casas.

Como é possível perceber pela sinopse, O Navio das Noivas é centralizado em mais de um personagem no decorrer de suas páginas. As quatro mulheres descritas têm suas histórias narradas desde o momento em que recebem a carta as convidando para embarcar, passando por todos os perrengues que são obrigadas a enfrentar em alto mar, apenas para chegar aos braços de seus amados. Por se passar na década de 40, alguns costumes arcaicos chamam a atenção e podem gerar incredulidade no leitor. Até que ponto estas jovens estão dispostas a ir só para encontrar os maridos, que são tomados como deuses por cada uma delas? Ter de deixar a família e o conforto do lar para trás, buscando encarar semanas e semanas em um porta-aviões antigo tomado por marinheiros e seus equipamentos, apenas para estar próxima de um homem que muitas mal conhecem?

Divulgação/Intrínseca

As 100 primeiras páginas demoram muito a passar – típico dos livros da autora -, pois é quando JoJo nos insere completamente no universo do navio e deus tripulantes. As emoções, mesmo que poucas, começam a surgir quando já estamos familiarizados com as personagens e suas histórias. Em diversos momentos consegui imaginar aquelas palavras faladas em uma tela de cinema ou de televisão, o que confesso achar ideal para o tipo de enredo que O Navio das Noivas nos apresenta: parado, mas transbordando romantismo. As quatro mulheres principais tem seu próprio mundo destrinchado e Moyes faz questão de nos oferecer uma preferida do início ao fim, sem se preocupar em deixar o favoritismo transparecer. Os homens também ganham seus próprios capítulos e, mesmo que menores, ajudam a aliviar a trajetória densa enfrentada pelas jovens.

Me apaixonei por O Navio das Noivas logo de cara, devido a capa maravilhosa em tons de roxo e azul. Assim como todas as outras artes que ilustram os livros de JoJo, essa segue o padrão e é uma ótima adesão para a coleção – que só aumenta – na estante.  Dividido em três partes, o começo do livro tem Jennifer como protagonista, uma jovem aventureira e inconsequente que resolveu levar a avó para viajar pela Índia. Quando a idosa reconhece a carcaça de um navio, a história começa e só voltaremos a ouvir falar da menina no último capítulo.

Confesso não ter sido esse meu livro favorito de JoJo Moyes e a maior prova disso foi a demora que levei para terminá-lo. Não pense, porém, que O Navio das Noivas é ruim, longe disso, apenas esperava algo mais emocionante e cativante. O enredo poderia ser muito bem adaptado para os cinemas, e talvez com personagens reais interpretando os originais, a produção consiga dar um enfoque em seus elementos atrativos. Assim como outras produções da autora, esta nos faz pensar em diversos assuntos, alguns até esquecidos no dia a dia, o que a classificam como uma de minhas autoras favoritas. Não é apenas um romance que estamos lidando, mas sim algo extremamente bem escrito e detalhado, preocupado em ensinar ao leitor enquanto conta sua narrativa.

“A primeira vez que o reencontrei, senti como se eu tivesse levado um soco. Eu já havia escutado essa expressão milhares de vezes, mas até então nunca entendera seu verdadeiro significado: demorou um pouco até minha memória estabelecer um vínculo com o que meus olhos estavam vendo, depois um choque percorreu meu corpo, como se eu tivesse acabado de levar um forte golpe. Não sou uma pessoa fantasiosa. Não embelezo minhas palavras. Mas, com toda a sinceridade, posso dizer que cheguei a ficar sem fôlego. Nunca imaginei que fosse revê-lo.”

Rock in Rio 2017 | Confira a programação do maior festival de música do país!

O maior festival de música do Brasil está de volta para a sua sétima edição e nós estaremos lá!

Inaugurado em 1985, onde cerca de 1 milhão e 380 mil pessoas gritavam e ecoavam vozes como as de Freddie Mercury e James Taylor, o Rock in Rio vem reunindo milhares de fãs ao redor do mundo, visto que também ocorre em Lisboa e em Madrid. Em 1991 o festival foi transportado para o Maracanã, que foi palco para as grandes performances de A-HA, George Michael, Prince e entre outros. O Rock in Rio só voltou a pisar em solo brasileiro 10 anos após sua última edição, e no ano de 2001 já ocupava seu lugar tradicional na Cidade do Rock. Nomes como Cassia Eller, Barão Vermelho, Oasis e Iron Maiden empolgaram 1.235.000 de pessoas, que só voltariam a ver o festival no país em 2011.

Finalmente, em 2011 a Cidade do Rock sediou novamente seu maior evento, trazendo nomes como Elton John, Metallica, Stevie Wonder, Shakira, Coldplay e System of a Down. Mais de 700 mil ingressos foram vendidos em apenas quatro dias. Apesar do número reduzido – em relação a edições anteriores -, a quinta edição do Rock in Rio contou com a presença de Beyonce, David Guetta, Muse, Bruce Springsteen e muitos outros. A última edição aconteceu no ano de 2015, 30 anos após o primeiro festival, e produziu diversas homenagens a artistas falecidos que passaram pelos palcos. Queen + Adam Lambert, homenagem a Cassia Eller, Rod Stewart, Queens of the Stone Age, Sam Smith e A-HA foram algumas das atrações do evento, que retorna ao solo carioca esse ano.

Além do Line-Up que traremos abaixo, o Rock in Rio e a Comic Con Experience trarão uma grande inovação para o universo geek, além de um recorde quebrado com o lançamento da maior tela de projeção do mundo, com 1450 metros quadrados de projeção (75 metros de comprimento e 20 de altura). A tela estará presente na Oi Game Arena, o palco da Game XP, e nela serão transmitidas batalhas dos melhores gamers do país. Bandas e DJs ficarão responsáveis pela trilha sonora, e irão tocar trilhas clássicas de games e filmes. “O público poderá, por exemplo, desafiar um lutador de UFC em uma luta virtual de Street Fighter, com uma plateia de 1.500 pessoas torcendo presencialmente”. O espaço ocupará duas das arenas olímpicas integradas na nova Cidade do Rock. O objetivo é fazer o Game XP ser um evento anual no Rio de Janeiro e colocar o mesmo no calendário oficial da cidade.

“A ideia é que ninguém fique parado e possa desfrutar do conteúdo que mais tenha interesse do Rock in Rio. Se quer se infiltrar ainda mais no universo de games, estamos inovando com a Game XP e o que podemos adiantar é que estamos investindo para trazer o que temos de melhor no mercado mundial”, comentou Roberto Fabri, diretor de marketing e curador da Game XP.

Os espaços da Game XP serão divididos em três áreas: a Experience Bay, uma área aberta que será como uma espécie de Parque de Diversões com os personagens favoritos dos games, prometendo colocar os espectadores dentro das fases de jogos em tamanho real – Mario Bros Le Parkour, Angry Birds e um circuito de Assassin’s Creed Origins; a Arena Expo Play, um espaço com exposições disponíveis ao público, onde grandes marcas da indústria dos games, e-Sports e entretenimento oferecerão experiências e experimentações de jogos gratuitas para quem estiver dentro do evento (entre as atrações está a NBA Fan Zone, uma área de mil metros quadrados que irá misturar esporte e tecnologia); e uma área Freeplay, disponibilizando os últimos lançamentos dos jogos de videogame, além de uma área retrô com os fliperamas de antigamente.

Terá também o Art Street, um espaço com mais de 50 artistas ilustrando o universo dos games e da música. Os Cosplays não poderiam ficar de fora e é por isso, que o Concurso Cosplay Game XP irá premiar o vencedor com um pacote turístico para a etapa final em São Paulo, durante a Comic Con Experience 2017. Além disso, a Disney levará uma ativação especial de Star Wars: Os Últimos Jedi, diretamente para o palco do Rock in Rio.

Divulgação

Alguns artistas conhecidos voltarão a pisar no palco do Palco Mundo esse ano, e outros chegarão ao país pela primeira vez. Um grande esquema de transporte público foi planejado pela organização do evento, buscando atender a todos da maneira mais confortável possível. Todas as informações estão disponíveis aqui.

Confira o Line-Up da sétima edição do Rock in Rio:

 

15 | 09
SG LEWIS 15:05 • PALCO SUNSET

CÉU CONVIDA BOOGATINS 16:30 • PALCO SUNSET
FERNANDA ABREU CONVIDA FOCUS CIA. DE DANÇA & DREAM TEAM DO PASSINHO 18:00 • PALCO SUNSET
SALVE O SAMBA 20:00 • PALCO SUNSET

LADY GAGA  00:25 • PALCO MUNDO
5 SECONDS OF SUMMER  22:35 • PALCO MUNDO
PET SHOP BOYS  21:00 • PALCO MUNDO
IVETE SANGALO 19:00 • PALCO MUNDO

16 | 09
HOMENAGEM JOÃO DONATO COM LUCY ALVES, EMANUELLE ARAÚJO, TIÊ E MARIANA AYDAR 15:05 • PALCO SUNSET
BLITZ CONVIDA ALICE CAYMMI E DAVI MORAES 16:30 • PALCO SUNSET
CHARLES BRADLEY & HIS EXTRAORDINAIRES 18:00 • PALCO SUNSET
MIGUEL CONVIDA EMICIDA 20:00 • PALCO SUNSET

MAROON 5 00:25 • PALCO MUNDO
FERGIE 1 22:35 • PALCO MUNDO
SHAWN MENDES 21:00 • PALCO MUNDO
SKANK 19:00 • PALCO MUNDO

17 | 09
HMB & VIRGUL & CARLÃO 15:05 • PALCO SUNSET
JOHNNY HOOKER CONVIDA LINIKER E ALMÉRIO 16:30 • PALCO SUNSET
MARIA RITA CONVIDA MELODY GARDOT 18:00 • PALCO SUNSET
NILE RODGERS & CHIC 20:00 • PALCO SUNSET

JUSTIN TIMBERLAKE 00:25 • PALCO MUNDO
ALICIA KEYS 22:35 • PALCO MUNDO
WALK THE MOON 21:00 • PALCO MUNDO
FREJAT 19:00 • PALCO MUNDO

21 | 09
ANA CANAS CONVIDA HYLDON 15:05 • PALCO SUNSET
THE PRETTY RECKLESS 16:30 • PALCO SUNSET
THE KILLS 18:00 • PALCO SUNSET
ALICE COOPER CONVIDA ARTHUR BROWN 20:00 • PALCO SUNSET

AEROSMITH 00:25 • PALCO MUNDO
DEF LEPPARD 22:35 • PALCO MUNDO
FALL OUT BOY 21:00 • PALCO MUNDO
SCALENE 19:00 • PALCO MUNDO

22 | 09
SINARA CONVIDA MATEUS ALELUIA 15:05 • PALCO SUNSET
BAIANA SYSTEM CONVIDA TITCA 16:30 • PALCO SUNSET
O GRANDE ENCONTRO CONVIDA BANDA DE PÍFANOS ZÉ DO ESTADO E O GRUPO GRIAL DE DANÇA 18:00 • PALCO SUNSET
NEY MATOGROSSO & NAÇÃO ZUMBI 20:00 • PALCO SUNSET

BON JOVI 00:25 • PALCO MUNDO
TEARS FOR FEARS 22:35 • PALCO MUNDO
ALTER BRIDGE 21:00 • PALCO MUNDO
JOTA QUEST 19:00 • PALCO MUNDO

23 | 09
QUABALES CONVIDA MARGARETH MENEZES 15:05 • PALCO SUNSET
CIDADE NEGRA CONVIDA DIGITALDUBS & MAESTRO SPOK 16:30 • PALCO SUNSET
BOMBA ESTÉREO CONVIDA KAROL CONKA 18:00 • PALCO SUNSET
CEELO GREEN CONVIDA IZA 20:00 • PALCO SUNSET

GUNS N’ ROSES 00:25 • PALCO MUNDO
THE WHO 22:35 • PALCO MUNDO
INCUBUS 21:00 • PALCO MUNDO
TITÃS 19:00 • PALCO MUNDO

24 | 09
EGO KILL TALENT 15:05 • PALCO SUNSET
DOCTOR PHEABES & SUPLA 16:30 • PALCO SUNSET
REPUBLICA 18:00 • PALCO SUNSET
SEPULTURA 20:00 • PALCO SUNSET

RED HOT CHILI PEPPERS 00:25 • PALCO MUNDO
THIRTY SECONDS TO MARS 22:35 • PALCO MUNDO
THE OFFSPRING 21:00 • PALCO MUNDO
CAPITAL INICIAL 19:00 • PALCO MUNDO

O evento contará ainda com sua tradicional tenda eletrônica, cuja programação pode ser conferida aqui.

Pearl Jam e Foo Fighters devem vir ao Brasil em 2018

Os boatos de que Pearl Jam e Foo Fighters virão ao Brasil em 2018 estão cada vez mais forte (a música agradece!)

De acordo com o jornal “O Globo”, Pearl Jam deverá vir ao país em março do ano que vem para shows no Rio de Janeiro e São Paulo. Na cidade carioca o show será no Estádio do Maracanã, enquanto em São Paulo tudo indica que o grupo será uma das atrações do Lollapalooza 2018 (o Line-Up do festival ainda não foi divulgado, então tudo se trata de especulações). A última vinda da banda foi em 2015, quando se apresentou em cinco cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Distrito Federal).

 

Já o Foo Fighters deve vir ao Brasil entre o fim de fevereiro e o início de março (#PreparemOsBolsos), de acordo com o jornalista Lauro Jardim. As apresentações do grupo de Dave Grohl seriam em quatro cidades brasileiras: São Paulo (possivelmente no Allianz Parque), Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro, também no Estádio do Maracanã.

 

Vale lembrar que nada foi confirmado oficialmente ainda, mas tudo indica que as duas bandas virão mesmo ao Brasil. Nos resta torcer e aguardar!

 

Ler é Bom, Vai | O intenso thriller psicológico de Karin Slaughter em Flores Partidas

Antes de começar a escrever sobre o livro, gostaria de agradecer a Editora Harper Collins pela confiança e parceria em nosso trabalho. Para começar com o pé direito essa relação, a HC nos enviou dois livros de Karin Slaughter, uma autora norte-americana que nos dará a honra de sua presença na XVIII Bienal Internacional do Livro Rio. Os dois exemplarem logo me chamaram atenção pelas capas, semelhantes e divergente entre si ao mesmo tempo, e é sobre um deles que falarei hoje no Ler é Bom, Vai!

Eu ainda não estava familiarizada com o trabalho de Slaughter, mas após ler Flores Partidas já adicionei-a a lista de minhas autoras favoritas. Sempre fui uma pessoa apaixonada e viciada em séries policiais, desde C.S.I e Law & Order aos livros de Agatha Christie. Gosto quando os desfechos terminam por ser algo que eu não esperava, mas mesmo quando não o fazem, é a maneira como tudo é entrelaçado que fica marcado. Sem adiantar o texto, foi exatamente o que aconteceu com a trama de Karin, pois mesmo não sendo difícil adivinhar quem está por trás de todas as atrocidades, é a complexidade desenvolvida em cada personagem que capta nossa atenção do início ao fim. Não há a menor dúvida de que Flores Partidas foi uma das gratas surpresas literárias que tive neste ano.

A trama se inicia nos exatos 24 anos após o desaparecimento de Julia Carroll, irmã mais velha de Lydia e Claire. Devido a confusões, brigas e desentendimentos no passado, as duas irmãs pararam de se falar e seguiram suas vidas separadamente, até o momento do livro. Quando o marido de Claire é assassinado, o destino corrobora para um reencontro das irmãs nas piores condições possíveis, despertando lembranças e mágoas que as mantiveram longe durante todo esse tempo. Não pense que estamos descrevendo um drama familiar digno de Casos de Família, pois a história de Karin é intensa, triste e extremamente detalhada e violenta em diversas situações – durante diversos momentos me peguei querendo entrar no livro para evitar que algo acontecesse.

Três personagens tem seu ponto de vista descrito nas páginas: o pai das meninas, Sam Carroll, que escreve cartas para a filha desaparecida; Lydia, que narra a vida ao lado da filha adolescente; e Claire, sofrendo o luto pela perda do marido e o choque pelas descobertas que faz sobre ele. Flores Partidas é sobre a complexidade que cada figura desenvolve ao longo da trama, e o fato de três pontos de vista serem expostos ao leitor é essencial para uma melhor compreensão do enredo. A intensidade de cada situação nos assusta e nos motiva a continuar lendo para chegar ao desfecho, que mesmo previsível, acaba nos surpreendendo.

Outro fator que me agradou muito durante a leitura foi a inexistência de um(a) mocinho(a) e/ou um(a) vilão(ã). Está certo que temos um assassino psicopata na história, mas atribuir apenas a ele a responsabilidade de ser o lado ruim da trama é equivocado. Assim como nós, as irmãs Carroll tem segredos em seu passado que continuam a persegui-las no presente, e são eles que acabaram por separá-las e uni-las quando mais precisam. O livro é cheio de reviravoltas e quando achamos estar chegando perto do fim, Karin vem e nos leva para um destino completamente diferente do que imaginávamos. Como foi descrito no título da matéria, Flores Partidas é um thriller psicológico tenso e esse sentimento permeia por todas as páginas. Através de uma escrita simples, mas rebuscada, a autora envolve o leitor desde as primeiras páginas de sua história e nos estimula a querer sempre mais.

Slaughter escreveu também um livro chamado “A Garota de Olhos Azuis”, no qual é contada a história de Julia Carroll. Caso você tenha lido Flores Partidas primeiro, saberá o que aconteceu com a menina, caso contrário isso ainda é um mistério. A autora nos mostra a perspectiva de Julia dentro de tudo que aconteceu com ela, mesmo antes do sequestro em 1991, e sem revelar a trama de Flores Partidas, esclarece muitos fatores do mesmo. Não é uma sequência, mas sim um complemento para quem já é fã do trabalho da autora.

Artigo | It: A Coisa nos faz ansiar pelo próximo filme

ATENÇÃO, O TEXTO SEGUIR CONTÉM SPOILERS DO FILME IT: A COISA

 

Após o desastroso lançamento de A Torre Negra, Stephen King pode ter retomado a atenção de seus fãs com o lançamento de It: A Coisa. Também baseada em um livro homônimo, a história se desenvolve na cidade americana de Derry nos anos 80, onde um grupo de sete pré-adolescentes enfrenta situações familiares conturbadas, episódios de bullying , com requintes de violência e tortura, racismo, estupro, intolerância religiosa e agressão. Esses adolescentes formam um grupo, o Clube dos Otários (The Losers Club), formado por 6 garotos e a menina Beverly, percorrendo a cidade em suas bicicletas se une contra os agressores. Além disso, enfrentam uma criatura aterrorizante, que denominam “A Coisa” , e que vive nos esgotos da cidade, se alimentando dos piores medos das crianças para cometer uma série de assassinatos.

O filme tem início quando Georgie, irmão mais novo do protagonista Bill, tem seu barquinho de papel arrastado para dentro de um bueiro enquanto brincava na tempestade. Ao tentar pega-lo é arrastado para dentro do bueiro pelo palhaço Pennywise, após ter seu braço arrancado pela criatura e deixar um rastro de sangue. Ao lado dos amigos do grupo, Bill (Jackson Robert Scott) tenta investigar o que aconteceu com seu irmão. Juntos vivem uma série de aventuras, passando por diversas transformações e sendo obrigados a enfrentar seus piores medos.

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O filme alterna cenas que mostram os dramas familiares vividos por cada criança, em relações que vão da imposição religiosa ao estupro, e apresentam cenas de terror entre as crianças e a criatura. O palhaço tenta arrastá-los para o esgoto onde vive, e onde mantém crianças desaparecidas ao longo de décadas. Os jovens desaparecidos “flutuam “ em um mórbido carrossel, que é apresentado ao público em uma das cenas mais bizarras e marcantes da produção. A excelente fotografia do filme torna o momento da “flutuação bastante impactante.

A atuação maravilhosa dos atores mirins – falas engraçadas que provocam risadas nos espectadores – sobressai em relação as cenas de suspense, desenvolvendo uma trema superior a apenas algo para provocar medo. É impossível não relacionar as cenas das crianças e suas bicicletas com os episódios de Stranger Things, cativando ainda mais os fãs desse tipo de produção. O filme não explica a origem do palhaço Pennywise e nem qual seu objetivo para fazer o que faz, mas aumenta a curiosidade do espectador para uma possível continuação. Uma vez que, desde a primeira cena, conheçamos a cara da Coisa e seu modo de agir, as cenas de suspense não assustam verdadeiramente a platéia (a menos que você tenha medo de palhaços).

A obra de Stephen King que dá origem ao filme é uma trama longa e que se passa em dois períodos, uma parte na década de 50 e a outra trinta anos depois, porém, com os mesmos personagens. It: A Coisa trata apenas do primeiro momento, onde os personagens são ainda crianças, e essa quebra temporal pode desagradar os aficcionados pelos livros. O pacto de sangue entre os personagens ao final da trama sugere que haverá uma continuação, o que pode trazer um grande alívio aos leitores.

Apesar da cena sangrenta do inicio do filme, da excelente interpretação dos personagens infantis e da brilhante caracterização do palhaço Pennywise, o filme não aterroriza a platéia e provavelmente não supera a expectativa de todos os que esperaram pelo seu lançamento.

Nos resta flutuar e aguardar o próximo filme.