A Microsoft deu um passo para o futuro. Mas e agora?

A indústria dos games foi abalada nesta semana por um acontecimento completamente inesperado por parte da Microsoft. A gigante fundada por Bill Gates e Paul Allen lá em 1975 consolidou-se no mercado após décadas de trabalho e hoje em dia é responsável por um dos maiores consoles no mercado, a marca Xbox. Não vamos louvar aqui a Xbox porque houve suas mancadas em relação ao anúncio do Xbox One e a história de proibir a troca de jogos, pagar para jogar, etc. Porém, a companhia foi em frente e deu um salto de fé para o futuro: disseram alto e claro que acabariam com a guerra consolista e iriam liberar sua rede para outras plataformas.

 

 

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Mas e aí, o que isso significa para o futuro do mercado e outras plataformas?

Não há motivo para enganação. A Microsoft pode ter dado sim um passo em direção a um futuro melhor, uma rede mais aberta, mas tudo é uma grande jogada de marketing. A publicidade gerada em cima da noticia é gigantesca e torna a MS como a “boazinha” do ramo, querendo fazer as pazes com outras produtoras.

Ao abrir a rede para jogadores da Live interagirem com jogadores do PC (até mesmo Steam e Origin, provavelmente), a MS concretizou algo que já deveria ter sido feito há décadas. A criação da internet é de origem militar, mas seu alcance hoje é mundial. Algo fora dos parâmetros pensados. Então por que existem redes fechadas e particulares? Por que não poderíamos interagir com pessoas de outras redes? Toda essa questão gira em um ponto particular: dinheiro.

Seria difícil medir o quanto isso irá custar a Microsoft. Pode existir agora um vácuo na “exclusividade” sendo que, em questão de multiplayer, as desenvolvedoras poderão correr para qualquer lado e terem jogadores em múltiplas plataformas. Entretanto, outro contraponto está na competitividade. Enquanto a MS parece aberta a deixar tudo de lado (em uma vista publicitária, lógico), a Sony não levantou a mesma bandeira branca.

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A Microsoft abertamente cutucou a Sony declarando que seu convite se estende a outros consoles (óbvio que a Nintendo está quietinha, afinal, seu peso no mercado é hoje praticamente irrelevante), a gigante japonesa pegou o pior caminho. Foi lá e declarou a iniciativa como sua há mais de uma década, quando a conectividade era um bebê recém nascido. A Sony declarou que já havia feito o cross-plataform (interatividade entre plataformas) com Final Fantasy 11 no PS2 e PC e estaria disposta a trabalhar com desenvolvedores.

Aí está a grande pegadinha. Desenvolvedores, e não rival.

Agora que temos todos os fatos na mesa, qual o real significado de tudo? Para os jogadores, é um novo dia. O futuro da conectividade está diante de nós assim quando todas as redes tornarem-se. Plataformas serão apenas um nome na loja. Haverá unicamente a opção de fidelidade entre escolher um videogame ou outro e a famosa rixa chega ao fim. Em relação ao mercado, as desenvolvedoras deveriam esbanjar e aproveitar, principalmente as independentes. Com uma gama maior de jogadores a serem atingidos, significa mais vendas e, automaticamente, mais lucros. Contudo, se uma plataforma não entrar na brincadeira (como a Sony acaba de fazer) isso significará tornar-se um vilão da época virtual e perder fama por não querer dividir o parquinho.

Na suma de tudo, acaba se resolvendo em dinheiro e a Microsoft não está lá para mudar o futuro ou ser a boazinha. Está lá para aparecer. E, ao abrir o mundo virtual, não poderia ter feito um melhor golpe publicitário nem mesmo em cem anos.

Afinal de contas, a melhor publicidade é aquela em que ninguém para de falar.

Os 20 games mais aguardados de 2016

Para alguns, finalmente 2016 está entre nós. Para outros, é mais um ano que passa, muitas festividades (igual a muita comilança) e, claro, novos lançamentos no mundo da cultura pop. Aqui no Poltrona Nerd nós fizemos uma incrível lista deixando à disposição dos leitores Os 20 filmes mais aguardados de 2016 para que escolham com plena sabedoria seus investimentos porque, confie, serão muitos investimentos e escolhas difíceis, indo desde Deadpool até Doutor Estranho. Só de pensar já começo a ter uma parada cardíaca.

Enfim, chegou a hora de elegermos Os 20 games mais aguardados de 2016. Nossa lista varia entre games tão esperados como Uncharted 4: A Thief’s End, o queridinho Unravel e até jogos que foram infinitamente adiados e cuja data de lançamento era o ano passado, como The Division. Além disso, temos também os mitos: aqueles que estão marcados para este ano e podem muito bem nunca verem a luz do dia. Não é querer dizer nada, mas estamos falando com você, The Last Guardian.

Preparados?

Resident Evil Zero HD Remaster

PC, PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One

Resident Evil é querido do público há quase 20 anos, mas infelizmente tem tido uma queda em seus títulos cronológicos. Agora, após o lançamento arrasador de Resident Evil REMAKE, chegou a hora de RE Zero chegar para os consoles e mostrar a história por trás da história. A trama acompanhará Rebecca, uma integrante da equipe STARS, com Billy, um fugitivo, dentro da famosa mansão Spencer.

Digimon Story: Cyber Sleuth – 2 de Fevereiro

PS4, PSVita

Digimon Story: Cyber Sleuth é o quinto jogo da franquia e o segundo a chegar para os consoles de mesa. Na trama, o jogador irá assumir o papel de Takumi Aiba na aventura de capturar Digimons e enfrentar batalhas ao melhor estilo RPG da saga. O jogo será lançado pela Bandai. Parece ser uma época boa para os fãs de Digimon, com novo anime e a franquia voltando à sua glória, por isso decidimos colocar Cyber Sleuth na lista, afinal, quem não está ansioso?

Unravel – 9 de Fevereiro

PC, PS4, Xbox One

Se Unravel não é o mais esperado, é com certeza um dos maiores esperados jogos indie do ano. Unravel traz aquele jeito sereno e cativo de Limbo, porém, totalmente colorido. Além de um personagem fofinho vermelho que se desfia. No game, Yarny deve alcançar seus objetivos usando o próprio corpo de lã. O jogador deve enfrentar todos os puzzles do jogo faltar qualquer lã. Do contrário Yarny irá se desfazer e o jogo acabar.

Street Fighter V – 18 de Fevereiro

PC, PS4

Street Fighter é o novo título da amada franquia de luta criada pela Capcom exclusivo do PlayStation e PC, trazendo diversas funcionalidades, como ser um dos primeiros jogos a apresentar cross-play entre as plataformas. Haverão também novos lutadores, incluindo uma personagem brasileira.

Far Cry Primal – 23 de Fevereiro

PC, PS4, Xbox One

Far Cry Primal traz uma premissa diferente dos games anteriores da franquia. Agora ambientado em mundo selvagem e pré-histórico, Far Cry Primal segue o protagonista Takkar em sua ascensão como líder de uma tribo, tentando demonstrar seu poder. O jogo mostra-se promissor e promete ser selvagem, com um mundo aberto ainda mais maravilhoso para exploração. A versão de PC chega apenas em março.

Tom Clancy’s: The Division – 8 de Março

PC, PS4, Xbox One

The Division é o novo game da franquia Tom Clancy’s e, até o momento, promete ser uma das melhores apostas da Ubisoft em relação a novos títulos. O jogo se passa em um mundo pós apocalíptico que devastou a humanidade graças a grande epidemia. O jogador poderá acompanhar os protagonistas em uma Nova Iorque destruída e totalmente explorada, com direito a upgrade nas armas, nos personagens e um vasto mundo aberto. A data de lançamento não pode ser confirmada para valer, pois o jogo já sofreu diversos adiamentos.

HITMAN – 11 de Março

PC, PS4, Xbox One

HITMAN é o sexto jogo da franquia do Agente 47 e será lançado pela Square Enix. O novo game irá mostrar a história um pouco antes dos acontecimentos de outros jogos e um agente mais novato, porém, deve trazer um vasto mundo aberto para exploração, novas táticas de espionagem e, claro, o careca mais letal de todos os tempos.

Quantum Break – 5 de Abril

Xbox One

Quantum Break está sendo desenvolvido pela Remedy Entertainment e promete revolucionar o mundo dos games com a escolha de ações. O jogo acompanha Jack Joyce, um homem com poderes de manipulação temporal envolvido em uma perseguição frenética. De acordo com a desenvolvedora, os jogadores controlarão a história do jogo através de suas ações, que irão impactar todo o futuro do enredo. Uma série complementar também está sendo desenvolvida e deve ser lançada no mesmo dia, utilizando o sistema de ações do jogo e mudando as cenas dos espectadores. Pareceu confuso? É o efeito temporal.

Uncharted 4: A Thief’s End – 26 de Abril

PlayStation 4

O queridinho dos fãs e mais azarado caçador de recompensas, Nathan Drake, está de volta para uma última caçada ao tesouro. Na trama, já se passaram alguns anos desde Drake’s Deception e Nathan reencontra seu irmão que lhe diz estar em apuros. Nathan Drake entra mais uma vez em uma perseguição ao tesouro perdido com a ajuda de Sully e a desaprovação de Elena. Uncharted 4: A Thief’s End já sofreu alguns adiamentos, porém, deve lançar ainda este ano e será o último game da saga.

Mirror’s Edge: Catalyst – 24 de Maio

PC, PS4, Xbox One

Mirror’s Edge: Catalyst é com certeza um dos games mais esperados do ano devido à imensa comunidade fã do primeiro Mirror’s Edge. Apesar de Catalyst não ser uma sequência direta, o jogo irá trazer todos os elementos originais – assim como a tão pedida protagonista – e o estilo parkour em primeira pessoa que consagrou o primeiro título. A trama deve abordar mais da história de Faith Connors e certamente irá desbancar alguns outros jogos, podendo ser o melhor do ano.

No Man’s Sky – 21 de Junho

PC, PS4

No Man’s Sky ganhou notoriedade mundial ao conseguir a curiosidade de toda a mídia internacional em que o parece ser um grande jogo indie. Grande, mesmo. No Man’s Sky será um game de exploração espacial, com 18 planetas disponíveis para que os jogadores explorem ao seu máximo e o quanto quiserem, ou seja, mapa aberto. Em suas explorações, os jogadores poderão encontrar novos lugares, fauna e deixá-los no Atlas da comunidade online para que todos conheçam suas pesquisas. Além disso, o jogo terá um sistema de upgrade para o seu personagem e promete levá-lo realmente a uma galáxia muito, muito distante.

Deus Ex: Mankind Divided – 23 de Agosto

PC, PS4, Xbox One

Deus Ex: Mankind Divided está sendo desenvolvido pela Eidos e lançado pela Square Enix. O jogo é uma sequência direta de Human Revolution, lançado em 2011, e tem Adam Jensen novamente como protagonista. A trama acompanha a humanidade em desespero após os eventos do game anterior e o Incidente Panchaea. A Eidos prometeu que Deus Ex: Mankind Divided trará inúmeras alterações no modo de jogar, incluindo mudanças no stealth e na ação. Por enquanto a data de lançamento é 23 de agosto, mas o jogo já sofreu mais de um adiamento, então vale a pena ficar de olho.

Megaman Legacy Collection – 25 de Agosto

PC, PS4, Xbox One

Megaman é um dos jogos mais clássicos de todos os tempos, ganhando notoriedade ao lado de franquias como Zelda e Mario, entretanto, o personagem não tem tido muito destaque por parte da Capcom nos últimos anos. Felizmente, para os fãs mais assíduos, a companhia decidiu revitalizar alguns dos jogos antigos e lançar tudo em uma coletânea para o público. De acordo com a Capcom, Legacy Collection terá os seis jogos originais reproduzidos com fidelidade, um museu com artes e 100 faixas originais da trilha sonora.

Jogos que serão lançados este ano e odiamos não saber quando.

Sim, existem alguns jogos que irão ser lançados ainda este ano e, infelizmente, as produtoras estão causando um tormento aos seus fãs por não revelar uma data de lançamento. Aqui vale mencionar que alguns jogos podem ser adiados para o ano que vem, como Scalebound, ou nunca nem mesmo serão lançados. Confira:

 

Batman: A Telltale Game Series

PC, PS4, Xbox One

A Telltale já está conhecida e amada pelos fãs por fazer grandes jogos com roteiros maravilhosos. Desde The Walking Dead até Game of Thrones, incluindo o premiado The Wolf Among Us, a desenvolvedora sempre acerta em cheio. Então como errar com o Cavaleiro das Trevas? Ainda em 2015, o jogo foi anunciado com trailer empolgante e, como de costume da Telltale, não existem mais informações sobre o game além daquela promessa: lançamento em algum momento de 2016.

DOOM

PC, PS4, Xbox One

Você provavelmente já conhece Doom. Especialmente se for uma criança dos anos 80/90. DOOM, no entanto, promete ser melhor ainda. O novo jogo da famosa franquia que ganhou até mesmo um filme vem sendo desenvolvido há anos e parecia cancelado, quando de repente foi revivido pela Bethesda em 2011. O título é conhecido entre os fãs como Doom 4 e trará todo o estilo clássico de volta, como monstros estranhos, alienígenas e um multiplayer violento. DOOM está agendado para o segundo semestre deste ano, sem data definida.

Gears of War 4

Xbox One

Gears of War 4 será o quinto jogo da franquia e o quarto ligado diretamente, sendo sequência de Gears 3. O game foi anunciado durante a E3 2015 e recebeu  uma demo que fala um pouco sobre os protagonistas sem revelar muita coisa. Infelizmente, Gears é um destes jogos que sabemos chegar esse ano (ou não), mas a desenvolvedora The Coalition não revelou uma data especifica de lançamento.

Mafia III

PC, PS4, Xbox One

O novo game 2K Games marca a volta do protagonista Lincoln Clay para a renomada franquia Mafia. Na trama, Lincoln está de volta para se vingar da máfia por tudo o que lhe fizeram. Obviamente, isso vai render alguns bons tiroteios. O forte do jogo está mesmo em seu desenvolvimento de mundo aberto – que sempre foi marcante na franquia – e a incrível Nova Orleans disponível para exploração, dando aquela ênfase contida na clássica música do The Animals (There Is a House in New Orleans). Infelizmente, sabemos apenas que o jogo chega aos consoles este ano.

Overwatch

PC, PS4, Xbox One

Overwatch causou alvoroço por parte da comunidade gamer por  ser realmente muito divertido como um multiplayer. Overwatch é um misto de MMO com FPS em que os jogadores poderão escolher seus personagens, diversos heróis com habilidades mistas, e jogar em um modo cooperativo contra outras pessoas. O game está sendo desenvolvido pela Blizzard e foi anunciado lá em 2014, ganhando uma beta fechada em outubro de 2015. De acordo com a Blizzard, Overwatch será lançada no segundo semestre deste ano.

The Last Guardian

PS4

The Last Guardian deveria ganhar o prêmio de jogo mais aguardado da última década. O projeto foi anunciado inicialmente para o PlayStation 3 ainda em 2007, sendo desenvolvido pela genDESIGN com exclusividade para o console, entretanto, foi cancelado múltiplas vezes e revivido para o tormento dos fãs, que esperam algo realmente grandioso e épico. Na última E3, a Sony confirmou que The Last Guardian será mesmo lançado. E mais: dizem que vai ser esse ano. Não vale à pena segurar o fôlego…

The Walkind Dead: Season 3

PC, PS4, PS3, Xbox 360, Xbox One

The Walking Dead da Telltale já arrecadou diversos prêmios, incluindo Melhor Jogo do Ano para a primeira temporada, qual conseguiu conquistar os fãs com as desventuras de Lee e Clementine pelo mundo dominado por zumbis. Com o término da primeira (e as lágrimas nos olhos de muito marmanjo), ficamos com o coração em frangalhos esperando uma segunda temporada. Novamente a Telltale entregou o prometido e nos tornou ainda mais apaixonados pela garotinha bad ass. Porém, e agora, Telltale? Cadê a terceira temporada? A desenvolvedora não liberou nem mesmo uma data, deixando a comunidade especular que a terceira temporada chegue no final de ano como é de costume.

Enquanto isso, também de praxe, a Telltale lançará uma mini série adicional tendo Michonne como protagonista. Veja o trailer do The Game Awards 2015:

Enfim, essa é a nossa lista dos games mais esperados de 2016. Com certeza o ano vai ser recheado de diversos outros lançamentos e tivemos que deixar alguns games para trás, afinal, a lista é curta. Mas e aí, qual é o jogo que você mais espera? Lembre-se que 2016 está apenas começando.

Dia #6 | Enfrentando a “burrocracia”

Olá. Mais uma semana, mais uma coluna minha aqui no Poltrona Nerd. Espero que você, leitor, esteja feliz. Afinal, é um belo dia de domingo (ao menos aqui nessas bandas) e se você não está lendo em um domingo, espero que seja um belo dia. Enfim, na semana passada falei um pouco sobre a revisão, etc. Hoje prometi falar sobre a área burocrática do negócio. Tenho também falado muito sobre a parte técnica e não me concentrado realmente no cerne da literatura. Aquilo que faz um escritor se movimentar. O combustível de todos os poetas.

Amor.

Mentira. O combustível é vontade, mas isso é história para outra hora, assim como aquela coisa toda de Totte (ainda vou falar mais sobre isso um dia). O negócio é o seguinte: essa coluna será a última sobre isso. No futuro, pretendo me focar no meu dia a dia e as coisas que tem acontecido na minha carreira. Espero que aconteçam na sua e desejo tanto sucesso quanto eu tenho tido em apenas 3 anos de escrita. Agora, vamos começar?

Muita gente acredita que escrever é só isso. Você escreve e publica. Então você recebe as congratulações e 5 reais de direitos autorais. Não é bem assim. É um processo muito delicado e difícil, como você já deve estar ciente a essas alturas. Você escreve, revisa e revisa, manda para alguém e então chega na famosa burrocracia (sim, com dois r): registrar. O registro da Biblioteca Nacional serve para que ninguém roube sua obra intelectual. Por exemplo, você escreveu e quer passar para alguém, ou vai enviar para uma editora sem ter antes o registro. De repente, publicam fora do seu nome. Isso é roubo. E, sem o registro, você não pode provar perante a lei que a obra lhe pertence.

No inicio da minha carreira apanhei para esse sistema. No meu primeiro livro, não fazia ideia dessa história toda de registro. Quando encontrei uma editora e eles me pediram uma cópia da Averbação foi que descobri. Corri e pedi ajuda ao Tio Google. Encontrei bons tutorais sobre como registrar. Não é difícil e vou ensinar rapidinho aqui como é.

Você precisa acessar o site da Biblioteca Nacional (clica aqui e já vai te jogar lá), preencher o formulário e pagar o GRU (Guia de Recolhimento da União) no Banco do Brasil. Para preencher o formulário, precisa de alguns requisitos básicos. Você precisa de uma residência, óbvio. E se for menor de 18 anos alguém precisa assinar junto com você. Com esse formulário preenchido, você precisa enviá-lo junto com livro impresso. Recomendo imprimir o livro em A4, vice-versa com fonte Arial 12. Rubrique todas as páginas e coloque no envelope junto com o formulário. Neste envelope coloque uma cópia da sua identidade (pode ser CNH), cópia do CPF e cópia do comprovante de residência (eles aceitam qualquer comprovante, mas dê preferência a contas de banco, água, luz, enfim). Caso seja menor de idade, ponha cópia do RG e CPF de seu tutor legal. Feito toda essa burocracia, envie tudo junto para o endereço da Biblioteca Nacional (vou disponibilizar lá no fim).

Lembrete: não ESQUEÇA de colocar o comprovante de pagamento do GRU no envelope.

Depois disso, espere três meses e receberá o certificado prontinho na sua casa, quentinho para ser usado. Nunca envie o original para uma editora. Tire cópias, quantas precisar. Outra dica: quando terminar a sua própria revisão do livro, já envie para o registro. Não tem problema nenhum. É uma ideia melhor do que passar para qualquer revisor.

Acabado tudo isso, você está apto para publicar e acabamos a parte técnica da coisa. Daqui para frente, ensinarei o que puder. Farei desta coluna realmente o meu diário e contarei algumas coisas engraçados que foram acontecendo comigo. Erros que cometi. Se você tiver qualquer duvida sobre tudo ou precisar de ajuda, não hesite em mandar uma mensagem na minha página ou para o email [email protected].

Lembre-se do endereço da BN:

  • Palácio Gustavo Capanema
  • Rua da Imprensa 16 – Centro – 12º andar, sala 1205
  • Cep 20030-120
  • Rio de Janeiro – RJ

 

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Dia #3 | Tomando as rédeas da sua ideia

Recentemente tenho feito as mais diferentes descobertas sobre minha segunda escolha de carreira. Sim, segunda escolha. Como falei antes, escrever livros no Brasil não deixa ninguém rico (só se você vender vinte mil exemplares) e é necessário ter uma segunda carreira. Entre o círculo de amigos escritores que conheço existem variadas profissões, como advocacia, vendedor de livros, professor e o mais comum, jornalista. Faço parte deste último grupo e é por isso que estou escrevendo esta coluna.

Enfim, na última semana falei sobre o fato de ter uma ideia.

É muito importante. Você já teve? Se já teve, é hora de começar a fazer literatura. Independente do que você escreva e do que as pessoas lhe digam (sim, meu amigo(a), elas vão dizer) você está fazendo literatura. Crepúsculo é literatura? É sim! Literatura está englobada nas letras, não importando o quão ruim seja minha obra ou a do próximo. Crepúsculo fez alguém começar a ter gosto pela leitura e, então, partir para algo melhor. Ou não. Por isso, mantenha sua mente aberta para todas as ideias que possam aparecer. Digamos que você tem a ideia. Sente e escreva. Essa é a dica suprema.

Como eu faço isso?

Se você tiver o dom de manusear as palavras e conseguir fluir as coisas, vai ser bem simples. Como já citei no Dia #1, você precisa de um espaço próprio. Conheço algumas pessoas que conseguem escrever até na calçada, mas não é o meu caso. Gosto de ter um espaço só para mim cujo único barulho é o da rua. Me incentiva saber que estou escrevendo sobre a urbanização quando ela está logo ali. No entanto, travo se há alguém por perto ou estou na sala. Não funciona deste jeito. Caso você seja como eu, vai precisar definir também um horário. Sou um cara da manhã, momento em que tudo funciona melhor, mas recentemente tenho me privado da manhã em função de estudos e é frustrante. A maioria dos escritores (estou falando de quase todos) são corujas. Para os escritores clássicos como Scott Fitzgerald, por exemplo, a noite era sua amiga e trabalhavam à base de cafeína e uísque. Brincadeira. Apenas uísque mesmo.

Sendo assim, com um espaço e seu horário definidos, mãos à obra. Dê o seu melhor e não se esforce demais. Saiba que você não irá terminar o livro em uma semana (de modo intrigante, Anne Rice escreveu Entrevista com o Vampiro neste tempo). Existem outras tarefas cotidianas e obrigações no lar que você precisa cumprir. Caso more sozinho, terá mais tempo para si mesmo, do contrário, precisa dedicar tempo ao seu papagaio, gato, cachorro, mãe, esposa/namorada e filhos. Ou às vezes você simplesmente sente preguiça e vai ver um filme.

Nota importantíssima: não deixe a preguiça derrota-lo. Uma vez derrotado, sempre derrotado.

Mas não vá muito longe. Escreva duas horas por dia, pois isso já irá lhe dar algumas boas páginas e um avanço significativo na trama. Se você escrever todos os dias (preciso escrever todos os dias, pois sou ansioso e gosto de me livrar das ideias para chamar a próxima na fila) vai terminar seu livro em questão de meses dependendo da quantidade de páginas. Ainda neste tópico de não se apressar, escrevendo o suficiente, lembre-se de não ligar para as páginas. Não conte os números, as letras e parágrafos. Não tente competir com você e com autores clássicos cujos ossos já se desintegraram. Os autores antigos faziam manuscritos de 1000 páginas porque ganhavam dinheiro por palavra. Você não. Quando sua ideia virar história e a história estiver finalizada é porque acabou.

Deixe a ideia guia-lo.

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Dia #1 | Começando a fazer literatura

Primeiro, as apresentações. Sou colunista, mestre das artes ocultas, gamer, cinéfilo, gosto de lasanha e meu filme favorito é Toy Story. Ah, também sou aspirante a escritor (curta minha página!). Já escrevi cinco obras e publiquei três. Se você, caro leitor do Poltrona Nerd, clicou no link da coluna é porque já considerou entrar no ramo da literatura e tirar o capuz, caindo de cabeça na singular profissão de ser um escritor. Por que é singular? Porque é complicada. Demora, paga pouco – calma lá, você ganha bem se conseguir vender, ao menos, vinte mil exemplares -, geralmente dá dor nas costas, dor de cabeça, olhos inchados, tendinite, insônia e… Já falei da dor de cabeça? Claro. Tem tudo isso e mais um pouco, mas posso dizer com certeza (ainda não cheguei no estado do absolutismo) que é a melhor profissão do mundo. Porque simplesmente é. Monteiro Lobato se referia a escrever como a construção de um castelo, em que o leitor é o hóspede. George Orwell tinha outras visões mais peculiares sobre a vida de um escritor (falamos sobre isso outra hora, pois é profundo e pede momentos existenciais) e Asimov sempre pregou: um escritor que não escreve está morto.

Sobre o que, então, vamos tratar por aqui? Desde que comecei a escrever e fui criando minhas raízes, ganhando popularidade pelas bandas da minha cidade – porque as coisas simplesmente são assim -, muitas pessoas tem procurado minha personalidade em busca de dicas. Como começo? O que eu não posso fazer? O que eu posso fazer? Por que o céu é azul? Por que a noite é tão densa e negra? Por que não há sol por aqui? Enfim, posso apenas responder três destas perguntas. As outras estão fora da minha área de conhecimento. Deste modo, desejo passar o pouco conhecimento e experiência que tenho adiante. Estou há três anos no ramo, escrevo desde os 14 anos de idade e as coisas aconteceram de repente. De um dia para o outro, lá estava eu. Escrevendo sem parar, como um maluco descabelado, com olheiras e então o livro estava pronto. Próximo passo? A publicação. Não é algo fácil, admito. Mas está longe de ser impossível.

Vou fazer desta coluna meu diário. Compartilhar aquilo que posso. Aquilo que penso. E como não fazer as trapalhadas que já cometi. Ninguém é perfeito e não existe receita. Como já mencionei antes, algumas coisas simplesmente são assim. Existem alguns passos básicos que devem ser do conhecimento de todos. Entre eles, é melhor você saber que as coisas não vão acontecer do dia para a noite. Pode parecer desanimador à primeira vista, mas acostuma-se. Nem mesmo J.K Rowling, uma das escritoras mais bem sucedidas nos últimos anos, ganhou notoriedade tão rápido. Se você não sabe, a mãe (aprenda, seus livros serão seus filhos e eles vão lhe dar uma tremenda dor de cabeça, angústia e você vai querer refazê-los várias vezes porque não são perfeitos) de Harry Potter foi recusada em mais de uma editora até emplacar. Paulo Coelho era compositor e Stephen King (ainda vai ser bem mencionado aqui) já havia publicado uns dez livros até fazer sucesso com Carrie, a Estranha.

A primeira lição é importantíssima. É necessário trabalho duro. As coisas demoram. Primeiro você precisa ter a ideia. Geralmente, se escrever for o que você quer e o dom estiver aí, a ideia vai aparecer como um estalo. Bem parecido com os cartoons, quando a lâmpada surge na cabeça. Depois, vai ficar circulando e incomodando, como um mosquito à noite. Você vai pensar. Vai mesmo. Os personagens vão tomar forma. Então chegou a hora de escrever. Faça como desejar. Use o computador, uma máquina de escrever ou à mão. É necessário sentir-se confortável. Você precisa da musa. E ela vai embora bem rápido se não houver conforto ou o ambiente não for favorável. Stephen King escrevia em uma saleta parecida com um porão no inicio da carreira. O espaço é importante, assim como o silêncio e o farfalhar das folhas. Resumindo, escreva. Comece por aí. Saiba, no entanto, que é necessário ler para poder escrever.