Análise | Nossa experiência com o HD Externo My Passport X da WD

A nova geração de consoles chegou ladeada a um novo mercado – já muito costumeiro para os PC gamers -, que é o próprio mercado digital de jogos. Para os que não conhecem, existe uma forma de você, usuário de Playstation ou Xbox, adquirir jogos sem precisar ter a mídia física. Junto a essa praticidade, a maioria das pessoas que utilizam essa prática acabam economizando tempo e dinheiro no ato da compra. No entanto, nem tudo são flores.

Com o alto custo de consoles que possuam um HD interno superior a 1 TB, a memória do vídeo-game tende a ser consumida rapidamente pela instalação de diversos jogos, sendo uns mais leves, como o título We Happy Few, que possui somente 4GB, e outros, como Battlefield 4, que possui mais de 40 GB com todas as expansões. Para suprir essa necessidade de memória, temos a disponibilidade (por enquanto, somente no Xbox One) de utilizarmos um HD externo para a instalação de jogos, sem a necessidade de realizar limpezas semanais sempre que for adquirir um novo título à sua coleção. Recebemos para teste no modelo Xbox One de 500 GB, o HD de 2 TB da My Passport X da Western Digital e vamos contar um pouco da nossa experiência com o acessório.

wd-passport-x-review3-650-80Primeiramente, recebemos o material extremamente bem embalado e com rapidez. A caixa que o guarda possui o manual de instruções, um cabo que conecta o console ao acessório e o próprio HD. A instalação foi simples, e em questão de segundos após plugar o dispositivo ao Xbox One, recebi a mensagem de que havia um novo espaço a ser instalado. Acessando pelas configurações, localizei e confirmei que realmente o HD possui seus 2 TB e não demorei em utilizá-lo. Comecei instalando somente jogos pesados, com todas as suas expansões, depois passei a maioria da minha galeria ao HD (sim, é possível passar um jogo da sua memória do console ao acessório e vice-versa). Resultado: o HD estava completamente preenchido, e sempre que acessava algum jogo, ele abria com praticamente a mesma velocidade que a memória interna do console, perdendo por pouco tanto na abertura como no download. Sua reprodução é eficaz e ágil, não deixando a desejar em nenhum aspecto.
wd-passport-x-review2-650-80O My Passport X coube na palma da minha mão (possuindo 110 x 81.5 x 20.9mm), e na minha estante combinou perfeitamente com o ambiente e as cores do próprio Xbox One. O cabo que conecta um ao outro não é muito longo, mas o suficiente para poder passá-lo entre os volumes da estante, ou até mesmo escondê-lo. Quanto ao som emitido pelo HD, ele é praticamente imperceptível, principalmente durante o gameplay. Caso seu cômodo esteja completamente silencioso e durante um loading sem som, é possível ouvir o HD trabalhando, mas nada que de fato incomode durante a jogatina.

O My Passport X é um acessório indispensável para hardcore gamers, tanto pela quantidade de jogos, tanto pela praticidade e alta rapidez na reprodução. Não acredito que jogadores casuais tenham a necessidade de adquirir um HD externo de tamanha potência, já que o custo-benefício seria nulo dentro do cotidiano e bolso desse tipo de gamer. Entretanto, independentemente da quantidade que se é utilizado o vídeo-game, se você for um tipo de gamer que não gosta de se preocupar com espaço disponível e gosta de ter todos os seu seus títulos à disposição: o My Passaport X supre e supera suas expectativas.

Nota: Recebemos o My Passport X para teste no período de 30 dias, onde utilizamos todo seu potencial com as configurações de um Xbox One de 500 GB. Até o momento dessa matéria, o Playstation 4 não dá suporte a HD externo.

Análise: Game of Thrones 6X10 – The Winds of Winter

Após o décimo episódio, pode-se afirmar, sem receio, que a sexta temporada foi a melhor até aqui. Por mais que tudo o que aconteceu anteriormente tenha feito essa temporada ser grandiosa, foi ela que nos trouxe os acontecimentos mais marcantes e reveladores nas trajetórias dos personagens. Ao que tudo indica, caminhamos para os desfechos de cada um e agora, caminhamos mais rapidamente, como se o meio tenha passado e agora é só fim.

Quebrando a tradição de últimos episódios (de temporada) mornos, esse literalmente, pegou fogo. E mesmo que o plano de Cersei já havia sido desvendado pelos fãs, por conta das muitas dicas nos episódios passados, foi angustiante acompanhar todo o desfecho de vingança da leoa. Assim como, a aclamação de Jon foi tão emocionante quanto a de Robb algumas temporadas atrás. A partida de Daenerys foi visualmente espetacular, além da forte conversa dela com Tyrion, novamente o colocado no lugar que lhe pertence: mão do rei (rainha).

Vamos ao episódio.

Porto Real

A trilha sonora já nos mostrava que momentos de tensão estavam por vir. Os takes do Septo ficaram bem bonitos, assim como os das cidade, enquanto Tommen e sua mãe a observavam, por motivos diferentes. O (não) julgamento de Loras Tyrell nem foi assim surpreendente, já que ele mostrava-se bem quebrado com a prisão e aceitou a saída mais fácil, a de se arrepender e entregar sua vida à Fé, extinguindo ali as chances dos Tyrell terem herdeiros (ao menos na série). Acontece que Cersei tinha planos ainda maiores para garantir que isso acontecesse.

A morte de Pyrcelle pelas mãos dos passarinhos, agora de Qyburn, foi assustadora. O poder que o (não) meistre exerce sobre eles foi comprovado em cada facada no velho meistre que há tempos estava marcado por Cersei.

Interessante também acompanhar a angustia de Tommen em não saber o que fazer. Ele não queria acompanhar o julgamento da mãe, mas ao mesmo tempo, como Rei deveria estar presente, mas a Lannister resolveu isso o impedindo de ir até lá, claro, por razões óbvias. Cersei estava de camarote e de vinho nas mãos para brindar o momento em que o Septo explode. Muito legal Lancel Lannister estar lá acompanhando o exato momento em que tudo ocorre, fora que numa tacada só, ela extingue todos seus inimigos, o Alto Pardal pegou fogo!! Pobre Margaery, tanto planejou para se livrar da Fé, só não se livrou da sogra.

Fora isso, ainda teve o momento de vingança ainda mais forte: a tortura da Septã Unella foi de arrepiar e mostrou todo o potencial de maldade guardado dentro de Cersei. SHAME.

Ao final, a própria Cersei causa a morte de seu último filho. Tommem não suporta o plano da mãe e sucumbe em silêncio, ao voo da morte. A chegada de Jaime na cidade e o olhar que troca com Cersei ao vêr-la no Trono, nos mostra que talvez, Cersei ainda tenha um último inimigo a lidar.

Cidadela

Sam finalmente chegou à Cidadela. E lá, a galera que detém praticamente todo o conhecimento dos Sete Reinos estava um pouco desatualizada, não é mesmo? O Grande Urso ainda era o Lorde Comandante da Patrulha nos papéis, mal sabem que que outro ex-comandante, já assumiu, lutou contra os Caminhantes Brancos, colocou selvagens para dentro da Muralha, morreu, ressuscitou, desertou e agora, é Rei do Norte.

Qualquer leitor ficaria encantado com a grandiosidade daquela biblioteca. Sam ficou abismado e já esqueceu Gilly e o pequeno Sam lá fora.

Dorne

Finalmente Dorne aparece sem nos matar de vergonha. Após o golpe de estado que as Sand deram, Varys buscou o apoio delas e agora, a sem família, Rainha dos Espinhos, Olenna Tyrell também entrou na jogada. Muito bom Olenna mandar as serpentes de areia calarem a boca e ainda melhor o vislumbre dessa parceria entre Sands, Tyrells, Greyjoys e Targaryens….

Winterfell

Antes do ápice desse arco, vemos Sir Davos confrontar Melisandre sobre a morte da pequena Shireen Baratheon (filha de Stannis). A sacerdotisa vermelha confessa que queimou a menina e como punição é banida de Winterfell. Mas há a sensação de que ainda encontraremos com a seguidora de R’hollor por aí…

O inverno chegou! Pela boca de Sansa nos é anunciado que finalmente, o inverno chegou. Como Jon nos lembrou, Ned sempre alertou quanto a isso. Os irmãos tiveram a oportunidade de uma conversa sincera sobre os últimos acontecimentos e a promessa de uma parceria e apoio, sem segredos. Acontece que Mindinho foi confrontar Sansa com seus sonho pelo Trono de Ferro e por mais que Lady Sansa tenha resistido às investidas dele, parece que Petyr Baelish plantou uma sementinha em sua mente.

O REI DO NORTE (THE KING OF THE NORTH)!! Mais um momento épico que começa com Lyanna Mormont (rainha!!) dando lição de moral em todos os outros senhores que não juraram lealdade aos Starks anteriormente e termina com uma aclamação do bastardo, “não importa, ele tem sangue de Ned Stark” (o que é totalmente verdade, já que os acontecimentos da Torre da Alegria nos foram revelados). Acontece que a troca de olhares entre Sansa e Mindinho esfriou um pouco este instante, o que será que está na mente da menina?

Torre da Alegria

R+L=J. FINALMENTE, a teoria mais famosa sobre As Crônicas de Gelo e Fogo nos foi revelada e confirmada. Bran volta à cena onde seu pai está e lá vê que ele encontra Lyanna na famosa (para os leitores) cama de sangue. Lyanna está fraca e sente-se confortável ao ver o irmão mais uma vez. Apesar da sacanagem dos produtores em escolherem Lyanna susurrar algo no ouvido de Ned, as falas de “prometa-me Ned, prometa-me Ned”, o surgimento do bebê nos braços do Stark e o corte da cena no rosto de Jon, só podem significar uma coisa: Jon Snow é mesmo filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark, ponto para os fãs!

Correrrio

Lannisters e Freys reunidos em torno de uma comemoração. O Casamento Vermelho está vivo em nossas memórias, eles nos tiraram as esperanças lá na terceira temporada e agora, estavam comemorando mais uma conquista. Interessante ver Jaime colocando o velhor Walder Frey em seu lugar, ele sempre será desprezado, seja por quem for.

Acontece que a vingança de Arya estava em curso e veio de forma magistral. A Torta de Frey  foi representada na série e ficou genial, a menina com seu aprendizado adquirido ao longo da série, executou a representação do Casamento Vermelho de forma espetacular. Agora, basta saber qual será o seu destino.

Meereen

A despedida de Danny e Daario não me emocionou, mas trouxe um fato importante, ela está mais madura e com os conselhos de Tyrion, percebe que agora, deve agir com responsabilidade. Basta saber como Daario vai reagir.

A conversa entre Danny e Tyrion foi reconfortante, em especial, por colocar o anão de volta ao seu lugar de merecimento. A cena final ficou bem bonita, com os navios com emblema Targaryen partindo rumo à Westeros.

 

Ao final, essa temporada foi das mulheres. Por mais que Jon Snow tenha ressurgido e alcançado vitória, não há como negar que Cersei, Danny e Sansa evoluíram muito e agora, jogam os jogos dos tronos magistralmente.

Que venha 2017!

Análise: Game of Thrones 6×07 – The Broken Man

Quando o episódio começou, achei que estava vendo a série errada, fiquei confusa nos primeiros segundos, cadê a abertura? Só tive certeza de que era Game of Thrones quando Ian McShane apareceu na tela, trazendo seu personagem irmão Ray (um ex-soldado que se converteu a Fé para se redimir dos erros do passado). E aí, era inevitável que o Cão fosse o próximo a aparecer. Pronto. Fim do prológo.

É até compreensivo esse prológo, afinal, se o nome do ator Rory McCann (Sandor Clegane) aparecesse nos créditos iniciais, acabaria o impacto de seu retorno. Mas, mesmo que o episódio tenha gastado bastante tempo em nos mostrar como o Cão estava levando a vida após sua quase morte, as movimentações mais interessantes ficaram no Norte, Porto Real e Correrrio.

Porto Real

Confesso que o lenga lenga da cidade real desanima um pouco, mas agora com Margaery fora das grades da Fé, surge um vislumbre de mudança nas posições dos jogos ali antes tão bem jogados por Cersei. Antes de se encontrar com a avó, a rainha Margaery mostra-se uma fiel seguidora da Fé dos Sete, uma que aprende rápido e faz o Alto Pardal bem feliz. Ali, surge uma pequena dúvida, será mesmo que a Tyrell teria verdadeiramente se convertido? Não ficamos sem respostas. No encontro com a rainha dos espinhos, mesmo sob o olhar atento da septã do “shame”, Margaery consegue passar o recado à avó, ainda é uma Tyrell. Agora, o que isso significa, vamos ter de esperar para ver.

Gostei da lavada que Cersei levou da velha Olena. É tudo culpa dela, sim! Ao tentar se livrar da casa Tyrell, a Lannister jogou duas casas importantes no chão, aos pés do Alto Pardal. Ao que parece, essa bronca vai servir para os acontecimentos do próximo episódio.

Norte

Será mesmo que “o norte se lembra?”

Nesse episódio, acompanhamos as viagens de Sansa, Jon e Davos em bucas de apoio nortenho. Acontece que, não foi tão fácil assim. Esse plot nos deu a chance de conhecer mais uma personagem feminina maravilhosa: Lyanna Mormont. A pequena ursa mostra-se uma líder forte e que não cai no papinho fácil, não. Os (quase) Starks, saíram da casa dos ursos com (apenas) 62 homens e isso por que o Cavaleiro das Cebolas deu uma força no discurso. “The dead are coming”.

Já na Casa Glover o buraco foi mais embaixo. Ao que parece, os nortenhos estão é putos com as atitudes do Robb que levaram o Norte ao domínio Bolton. Afinal, se ele não tivesse quebrado o acordo com os Frey, a história poderia ser diferente. Está difícil para o Snow com um exército de selvagens conseguir apoio. E ainda tem Sansa, que já foi Lannister e Bolton, por mais que ela fez tudo pra sobreviver, a Stark também não está com boa reputação por ali. O intrigante foi a carta que Sansa escreveu, para quem será? Mindinho?

Correrrio

Ah, que alegria ver Jaime Lannister com uma história relevante. É só retornar aos livros, oras! Fora isso, muito bom ver Peixe Negro com toda sua força, comandando o castelo dos Tully. Os Freys são bem incompetentes mesmo e vão precisar da ajuda do leão, com toda certeza. Acontece que Peixe Negro não vai se render e logo mais, Brienne está chegando para defender a causa de Sansa, contra um Jaime que tinha jurado não levantar espadas contra os Tullys, a briga vai ser boa!

Bravos

Para quem achou que ia rolar uma luta no escuro (eu) foi decepcionante. Arya estava lá rondando pela cidade e tirando a grana do bolso para comprar uma passagem de volta para casa. É claro que a órfã iria aparecer com um outro rosto, foi bem inocente da Stark não ficar atenta. Sabemos que Arya não vai morrer agora, mas esse ferimento pode dificultar as coisas na hora de ir embora.

Será que a pequena não aprendeu nada? Ou tudo isso faz parte de um elaborado plano de fuga? Respostas no próximo episópdio.

Volantis

Cumprindo a cota de putaria do episódio, Theon e Yara pararam em Volantis para um pouco de diversão. Acontece que não é tão fácil assim se livrar de Fedor, outra bela atuação de Alfie Allen, nos mostrando com expressões os conflitos internos de Theon. Ao que parece, ele está cada vez mais perto de voltar e esse encontro dos Greyjoy com as mães dos dragões promete. Será que Euron vai ser passado para trás?

Terras Fluviais

Sandor Clegane só queria uma vidinha tranquila, cortar umas lenhas e ajudar sua comunidade. Acontece que na vida do Cão, nada pode ser assim tão fácil. Um personagem muito bom já foi desperdiçado em um único episódio, mas a atuação de Ian McShane foi mesmo um grande presente. O irmão Ray salvou a vida do Cão de caça e o estava convencendo de uma vontade superior nisso tudo. Uma pena que sempre há quem atrapalhe o caminho da redenção. Agora, o Cão está solto com seu machado e vai ter muito sangue! Será que depois disso tudo, ele dará sua vida à Fé?