Crítica | Deus Ex: Mankind Divided é a união certeira entre uma boa história é uma ótima jogabilidade

Deus_Ex,_Mankind_Divided_Box_ArtTeorias da conspiração e futuros distópicos são algumas das bases da cultura pop, mas os games nem sempre se dão bem com essas histórias intrincadas e detalhadas. Foi justamente nesse cenário que a Square Enix lançou Deus Ex: Human Revolution em 2011, uma espécie de reboot para a série um pouco esquecida iniciada nos anos 2000. Então, cinco anos depois a empresa resolveu apostar em uma sequência direta do game, Deus Ex: Mankind Divided.

A história do novo game começa justamente de onde o anterior acabou. A utopia proposta no jogo anterior foi brutalmente impedida pelas ações de Hugh Darrow (chamada de o Incidente dos aprimorados), que acabam por transformar o mundo em um regime de separação entre os humanos aprimorados e os humanos comuns.

Tal sentimento é uma desculpa perfeita para o terrorismo, que vem acontecendo cada vez mais e, é aí que Adam Jensen, agora agente da Interpol, entra para impedir esses ataques e investigar quem são os verdadeiros responsáveis pelo rastro de sangue.

Outro detalhe importante da narrativa são as opções do jogador. Dependendo das escolhas, o jogo pode seguir por caminhos diferentes e algumas missões ou situações podem sequer surgir, mas o jogo está totalmente em português do Brasil o que ajuda muito nesse quesito.

A mistura entre elementos de RPG e shooters em primeira pessoa nem sempre agrada a maioria dos gamers, já que essa combinação, às vezes, costuma tornar os jogos cansativos e pouco realísticos, mas esse não é o caso de Deus Ex Mankind Divided. Assim como seu anterior, Human Revolution, o jogo mescla de forma inteligente o melhor dos dois gêneros.

Outra marca registrada da série, o stealth está de volta, mas também é possível sair disparando tiros para todo lado ao melhor estilo Rambo, entretanto, as recompensas de experiência são menores dessa forma, ou seja, apostar na furtividade ainda é a melhor opção.

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A qualidade gráfica de Deus Ex: Mankind Divided é inegável e chega a encher os olhos com ambientes muito bem trabalhados e verossímeis, que contam até mesmo com árvores balançando simulando vento. Os interiores das casas e prédios são cheios de detalhes e locais para se explorar, assim como a própria cidade.

Apesar do ambiente bem construído é aqui que o game apresenta seus problemas. Em alguns momentos a presença de lag e queda de quadros incomodam bastante quem busca uma experiência mais fluída, mas é bem possível que o patch do dia um resolva essa questão.

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Um jogo ambientado em uma atmosfera cyberpunk e steampunk precisa de uma trilha sonora, que faça imergir nesse mundo e Mankind Divided faz isso com maestria. As músicas já eram um ótimo elemento imersivo do jogo passado e aqui não é diferente.

Em um mercado de games, onde os shooters em primeira pessoa dominam os grandes anúncios, a presença de games que se focam em boas histórias e uma jogabilidade em stealth como, Deus Ex: Mankind Divided, são um respiro para uma indústria saturada e que precisa se diversificar para abraçar todos os tipos de gamers.

Deus Ex: Mankind Divided será lançado em 23 de agosto de 2016 e contará com versões para Playstation 4, Xbox One e PC.

Esta análise foi feita em parceria com a GeekSaw.