Ler é bom vai! | O romance proibido pelo status social está de volta em A Maldição do Vencedor

Essa semana, no Ler é bom vai! , trazemos mais uma trilogia em ascensão, chamada de Trilogia do Vencedor. Recebemos esse livro em casa (muito obrigada V&R Editoras ) e levou apenas 2 dias pra ser lido.

É sempre bom começar uma saga nova, quando tem 3 livros então, é só felicidade! Dessa vez, porém, apenas um livro foi lançado no Brasil e só temos a capa e o nome do número 2 (#chatiada). Os 3 livros são os grandes destaques da obra de Marie Rutkoski, escritora americana responsável por essa publicação. marie-rutkoski

Em A Maldição do Vencedor, voltamos ao clássico amor Romeu e Julieta, onde a jovem rica se apaixona pelo menino pobre e escravo, nesse caso. A diferença de classe social momentânea foi provocada por uma guerra no passado, onde o povo de Valória terminou por derrotar o povo de Herran, aniquilando-os e escravizando os sobreviventes (parece até uma história que conhecemos).

Li muitas críticas negativas a respeito da história, antes mesmo de começá-la, mas resolvi seguir em frente pois opinião é algo extremamente pessoal e ainda bem que tomei tal decisão. A trama está longe de ser a melhor e mais emocionante do mundo, mas acreditem, há algo ali que captura a atenção. Rutkoski soube utilizar as palavras certas para ter atenção dos leitores até a última página, além de nos fazer querer logo o próximo.

capa-a-maldic%cc%a7a%cc%83o-do-vencedor

A história de Kestrel é ao mesmo tempo previsível e surpreendente. Logo nos primeiros capítulos sabemos a paixão que irá surgir entre ela e Arin, mas também percebemos que não será simplesmente fugir e viver o amor. A guerra não ficou no passado, e ser a filha do general “inimigo” não ajuda, principalmente quando seu pai luta para matar aquele com quem ela tanto se importa.

A menina não quer seguir os passos de uma típica jovem valoriana, e se apaixonar por um escravo que ela mesma comprou, definitivamente foge disso. O mistério em torno de Arin é inebriante, fazendo com o que o sentimento em relação a ele flutue do ódio ao amor, rapidamente.

Acabamos por torcer por um final feliz, mas ainda há muita coisa por acontecer. É difícil não tomar um partido e, assim como no clássico de Shakespeare, família e paixão tomam caminhos diferentes. Resta saber qual Kestrel e nós, iremos escolher.