Crítica – 3 Dias Para Matar

3 Dias Para Matar
3 Dias Para Matar

Durante o fim da década de 80 e o início da década de 90, Kevin Costner se estabeleceu com um dos grandes atores de Hollywood, o que levou a conquista do Oscar pelo fantástico Dança com Lobos. De lá pra cá, o ator sumiu e nunca mais conseguiu emplacar um grande filme em sua carreira. Contudo, suas participações em Jack Ryan e O Homem de Aço provam que é um ator de gabarito, mas infelizmente falta um projeto para aproveita-lo.

3 Dias Para Matar poderia ser esse projeto, mas é apenas uma tentativa. Mesmo diante de um roteiro de Luc Besson (em parceria com Adi Hasak), o thriller de ação é dirigido pelo fraco McG, responsável por As Panteras 1 e 2 e O Exterminador do Futuro – A Salvação.

A trama acompanha Ethan Renner (Costner), um agente veterano da CIA responsável pelas missões de campo e conhecido por ser implacável. Durante uma missão para impedir um terrorista, o agente descobre que está com um câncer terminal e sua saída para sobreviver é uma droga experimental em posse de uma agente burocrática e sensual (Amber Heard), que o obriga a voltar em campo quando o que ele mais quer é tentar se reconciliar com a filha distante adolescente (Hailee Steinfeld).

O roteiro de Besson é pouco inspirador. Parece que toda a sua criatividade foi para o ótimo Lucy, atualmente em cartaz nos cinemas. 3 Dias Para Matar mais parece ser uma colagem de seus principais filmes do gênero, principalmente O Profissional e Busca Implacável.

A relação de Ethan e sua filha é semelhante a dos personagens de Liam Neeson e Maggie Grace (de Busca Implacável), mas a direção de McG não consegue aproveitar a boa química de Costner e Steinfeld em cena. A dupla rende bons momentos, porém o roteiro insiste em deixar a atriz como uma jovem rebelde problemática que não se entende com os pais, clichê hollywoodiano.

Quem também é subaproveitada é a bela Amber Heard, mais uma vez colocada como uma sexy symbol. Enquanto vemos Johansson usar muito bem sua sensualidade e o lado femme fatale em Lucy, Heard é apenas uma figura fetiche no longa.

As cenas de ação aproveitam bem os belos cenários parisienses, mas são pouco empolgantes. Parece que o receio de comprometer fez com que o longa ficasse tão quadrado e previsível.

3 Dias Para Matar relembra um pouco os bons momentos da carreira de Costner, que não decepciona como o protagonista. Contudo, a espera por uma atuação do tipo Dança com Lobos, Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões, JFK e O Guarda-Costas ainda continua.