A indústria dos games foi abalada nesta semana por um acontecimento completamente inesperado por parte da Microsoft. A gigante fundada por Bill Gates e Paul Allen lá em 1975 consolidou-se no mercado após décadas de trabalho e hoje em dia é responsável por um dos maiores consoles no mercado, a marca Xbox. Não vamos louvar aqui a Xbox porque houve suas mancadas em relação ao anúncio do Xbox One e a história de proibir a troca de jogos, pagar para jogar, etc. Porém, a companhia foi em frente e deu um salto de fé para o futuro: disseram alto e claro que acabariam com a guerra consolista e iriam liberar sua rede para outras plataformas.

 

 

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Mas e aí, o que isso significa para o futuro do mercado e outras plataformas?

Não há motivo para enganação. A Microsoft pode ter dado sim um passo em direção a um futuro melhor, uma rede mais aberta, mas tudo é uma grande jogada de marketing. A publicidade gerada em cima da noticia é gigantesca e torna a MS como a “boazinha” do ramo, querendo fazer as pazes com outras produtoras.

Ao abrir a rede para jogadores da Live interagirem com jogadores do PC (até mesmo Steam e Origin, provavelmente), a MS concretizou algo que já deveria ter sido feito há décadas. A criação da internet é de origem militar, mas seu alcance hoje é mundial. Algo fora dos parâmetros pensados. Então por que existem redes fechadas e particulares? Por que não poderíamos interagir com pessoas de outras redes? Toda essa questão gira em um ponto particular: dinheiro.

Seria difícil medir o quanto isso irá custar a Microsoft. Pode existir agora um vácuo na “exclusividade” sendo que, em questão de multiplayer, as desenvolvedoras poderão correr para qualquer lado e terem jogadores em múltiplas plataformas. Entretanto, outro contraponto está na competitividade. Enquanto a MS parece aberta a deixar tudo de lado (em uma vista publicitária, lógico), a Sony não levantou a mesma bandeira branca.

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A Microsoft abertamente cutucou a Sony declarando que seu convite se estende a outros consoles (óbvio que a Nintendo está quietinha, afinal, seu peso no mercado é hoje praticamente irrelevante), a gigante japonesa pegou o pior caminho. Foi lá e declarou a iniciativa como sua há mais de uma década, quando a conectividade era um bebê recém nascido. A Sony declarou que já havia feito o cross-plataform (interatividade entre plataformas) com Final Fantasy 11 no PS2 e PC e estaria disposta a trabalhar com desenvolvedores.

Aí está a grande pegadinha. Desenvolvedores, e não rival.

Agora que temos todos os fatos na mesa, qual o real significado de tudo? Para os jogadores, é um novo dia. O futuro da conectividade está diante de nós assim quando todas as redes tornarem-se. Plataformas serão apenas um nome na loja. Haverá unicamente a opção de fidelidade entre escolher um videogame ou outro e a famosa rixa chega ao fim. Em relação ao mercado, as desenvolvedoras deveriam esbanjar e aproveitar, principalmente as independentes. Com uma gama maior de jogadores a serem atingidos, significa mais vendas e, automaticamente, mais lucros. Contudo, se uma plataforma não entrar na brincadeira (como a Sony acaba de fazer) isso significará tornar-se um vilão da época virtual e perder fama por não querer dividir o parquinho.

Na suma de tudo, acaba se resolvendo em dinheiro e a Microsoft não está lá para mudar o futuro ou ser a boazinha. Está lá para aparecer. E, ao abrir o mundo virtual, não poderia ter feito um melhor golpe publicitário nem mesmo em cem anos.

Afinal de contas, a melhor publicidade é aquela em que ninguém para de falar.

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