No último dia 08, aconteceu o Globo de Ouro, evento em que premiações são entregues anualmente aos melhores profissionais do cinema e da televisão, dentro e fora dos Estados Unidos. Todo ano temos um destaque dentre os indicados, e dessa vez não foi diferente. O filme La La Land: Cantando Estações, de Damien Chazelle (o mesmo de Whiplash: Em Busca da Perfeição) foi indicado a 7 categorias…e ganhou as 7!

Por mais que muitas vezes tenhamos de discordar das grandes premiações, no que diz respeito ao filme de Chazelle, boa parte foi muito bem escolhida. Por meio de um ótimo roteiro, grande química entre seus protagonistas e, principalmente, um ótimo repertório musical, La La Land – Cantando Estações se destaca no cardápio de filmes recentes, principalmente os musicais.

O filme conta a história de Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), um casal de artistas em busca de seus sonhos. Enquanto ele quer abrir seu próprio bar de jazz, ela quer ser atriz, mas a concorrência no mercado torna tudo mais difícil para ambos. Durante a busca por seus sonhos, Mia e Sebastian descobrem o amor em cada um, além de uma grande força necessária para correr atrás de seus maiores objetivos.

Chazelle certamente acertou na escolha dos protagonistas, pois apesar de uma atuação mediana dos dois, é inegável a existência de uma química entre Ryan Gosling e Emma Stone. Em uma premiação nível Globo de Ouro, talvez tenham ocorrido equívocos na entrega dos prêmios a Gosling e Stone, já que não demonstram nada de muito extraordinário em seus papéis (ela concorreu com Meryl Streep, por exemplo, e saiu vencedora). Mas ainda assim, não deixam nada a desejar, pelo contrário, te envolvem completamente na trama.

Apesar de ser um diretor ainda novo no cinema, já é possível perceber as marcas de Chazelle em seus filmes. Por mais que sejam de estilos diferentes, La La Land tem muito em comum com Whiplash, principalmente no que diz respeito a busca da perfeição. Mia e Sebastian fazem de tudo para conseguirem aquilo que desejam, mesmo que tenham que abdicar das coisas mais importantes de suas vidas em determinado momento, mostrando que realizar sonhos nem sempre é do jeito que pensamos.

Por ser um musical, o filme é bastante dinâmico durante todo o tempo, o que prende a atenção de seu espectador. No decorrer da trama, algumas cenas são um pouco fora do contexto e até mesmo forçadas, onde os atores simplesmente começam a cantar a partir do nada, muito comum em musicais, mas que ainda causam estranhamento. Os outros momentos da produção, entretanto, compensam e entrelaçam toda a narrativa principal.

Com colaboração de Monique Souza.

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Sou carioca, tenho 22 anos, faço parte da geração Harry Potter e por isso tenho um cachorro chamado Sirius Black. Minha vida se divide entre ver séries, fazer CrossFit, ler livros, ouvir músicas e ir a faculdade, nessa ordem.

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