(Foto: Divulgação/Fox)

(Foto: Divulgação/Fox)

Com Prometheus, Ridley Scott prometeu ir mais afundo sobre o que aconteceu antes da franquia Alien. O primeiro prelúdio chegou repleto de expectativa sobre os tais Engenheiros, responsáveis pela origem de tudo. Porém, apesar de suas qualidades, foi uma produção que deixou mais perguntas ao invés de repostas. Com isso, chega Alien: Covenant, segundo capítulo do prelúdio. A princípio, é o filme mais eficiente do diretor, que resgata elementos que fizeram da série tão importante. Resumindo, Scott não inventa conceitos metafísicos abstratos com muitos e muito enigmas. Em Covenant, ele faz um “feijão com arroz” com uma história mais coesa, um visual agradável, cenas viscerais e ainda tentando responder as perguntas deixadas em Prometheus de uma forma pragmática, mas pelo menos convincente.

A trama se passa em 2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta remoto com ares de paraíso inexplorado. Encantados, eles acreditam na sorte e ignoram a realidade do local: uma terra sombria que guarda terríveis segredos e tem o sobrevivente David (Michael Fassbender) como habitante solitário.

O início da película é deveras intrigante com a trama trazendo importantes discussões que Scott adora trabalhar em seus longas, como o nascimento e morte, Deus e homem e mito da criação.

O nascimento do sintético David (Michael Fassbender) mostrado no início destaca uma importante frase: “Grandes coisas têm começos pequenos.” Sem querer entrar em detalhes, mas é a partir dessa frase que entendemos a visão que o androide tem sobre o mundo e a criação.

Alien: Covenant investe no terror visceral homenageando os 40 anos do primeiro filme. E somente aí que a produção está eficiente. Os Engenheiros são ignorados, tendo destaque em apenas uma sequência nada produtiva. Somente no ato final há uma resposta para que aconteceu no longa anterior, que convence pela performance enigmática de Fassbender. Mas ao final, fica entender que os dois prelúdios são desnecessários.

Em relação ao elenco, somente Michael Fassbender se sobressai. Suas performances como David e Walter, o último uma versão mais avançada dos sintéticos, é  que carrega o filme, porque as outras atuações são abaixo do esperado. Daniels (Katherine Waterson) está longe de ser uma Ripley. O restante do elenco não é nada atraente e, a inteligência parece não ser uma virtude da tripulação.

Alien: Covenant consegue ser um grande filme e ao mesmo tempo uma pândega. É um filme com dois lados. Se você quer uma sequência de Prometheus vai permanecer com dúvidas na cabeça. Escolhi o lado de ver um terror no espaço e Covenant é um filme estruturalmente desafiador, que apesar de todas as suas falhas, não é ruim. É, não vai ser o seu filme favorito da franquia, mas que merece ser assistido.

Comentários

Notícias relacionadas